Defensoria do Amazonas pede fechamento definitivo de lixão após incêndio em Iranduba

Lixão

DPE-AM pediu à Justiça o fechamento definitivo do lixão de Iranduba após incêndio. A ação também cobra recuperação da área e gestão adequada dos resíduos. (Kataryne Dias – Rios de Notícias)

Da Redação – Portal O Login da Notícia

IRANDUBA (AM) – A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) pediu à Justiça a interdição e o encerramento definitivo do lixão de Iranduba, a 27 quilômetros de Manaus, após um incêndio atingir o local na última semana.

A instituição também solicita a recuperação da área, medidas para garantir a destinação adequada dos resíduos e indenização por danos morais coletivos.

Localizado no Ramal do Creuza, no quilômetro 6, o lixão é alvo de reclamações de moradores há anos. Entre os problemas relatados estão poluição do ar, do solo e de recursos hídricos, além de possíveis doenças relacionadas às condições de higiene e salubridade do local.

A ação civil pública foi apresentada após tentativas de solução extrajudicial iniciadas em 2023. Segundo o defensor público Carlos Almeida, titular da Defensoria Pública Especializada em Interesses Coletivos (DPEIC), a situação se agravou diante da falta de medidas efetivas por parte do município.

“O incêndio que aconteceu na última semana já havia sido alertado como um risco potencial pela Defensoria Pública em relatórios anteriores. Diante desse último fato, estamos requerendo a concessão imediata da liminar no sentido de determinar o fechamento desse lixão, além de medidas emergenciais, que já deveriam ter sido realizadas”, afirmou.

Lixão é alvo de denúncias

Segundo a DPE-AM, a manutenção de lixões a céu aberto contraria a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecida pela Lei nº 12.305/2010. O prazo previsto na legislação para o encerramento dessas estruturas terminou em 2024.

Para Carlos Almeida, o problema de Iranduba faz parte de uma realidade mais ampla no Amazonas.

“A situação do município de Iranduba, infelizmente, reflete uma realidade estadual, onde a grande maioria dos municípios ainda descumpre a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A gestão adequada dos resíduos é importante diante da ótica ambiental, mas também da inclusão social, pois permite que a atividade funcione de maneira regulamentada com catadores e trabalhadores da reciclagem”, pontuou.

O que a DPE-AM pede

Na ação, a Defensoria solicita que o município tenha 30 dias para interditar e encerrar definitivamente o lixão. Em caso de descumprimento, a multa diária poderá ser de 1% sobre o valor da causa, estimado em R$ 12 milhões.

A instituição também pede que a Prefeitura apresente, em até 30 dias, um plano de ação emergencial para a gestão dos resíduos e uma solução provisória para a destinação do lixo.

Entre as alternativas citadas estão a contratação ou construção de aterro sanitário licenciado e a implantação de uma estação de transbordo.

A DPE-AM também pede a elaboração e execução, em até 120 dias, de um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), além da criação e formalização de cooperativas de catadores e de estrutura adequada para a triagem de materiais recicláveis.

Estado e Ipaam

Embora a Prefeitura de Iranduba seja ré na ação, o Estado do Amazonas, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-AM), e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) foram intimados a se manifestar no processo. Os pedidos ainda serão analisados pela Justiça.

(*)Com informações do Portal Rios de Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

YouTube
YouTube
Instagram
WhatsApp
error: Você não tem permissão para copiar o conteúdo desta página, obrigado!!! You do not have permission to copy the content of this page, thank you!!