Omar propõe brigadas municipais e investigação especializada para combater queimadas no Amazonas

Candidato defende treinamento de equipes locais, uso de recursos do Fundo Amazônia e integração entre órgãos estaduais e federais Da Redação – Portal O Login da Notícia O candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), defendeu, em entrevista, a criação de brigadas municipais para combater incêndios florestais no interior do Amazonas. A proposta prevê parceria com as prefeituras para treinar e equipar equipes capazes de atuar rapidamente nos focos de queimadas. “Temos que fazer parceria com as prefeituras para ter brigadas. É preciso treinar, equipar e manter em todos os municípios esse tipo de atividade. Até sair um avião daqui e chegar aos municípios mais distantes, teremos dificuldade em atender todo o Amazonas”, afirmou. Omar apontou o Fundo Amazônia como uma das possibilidades para financiar equipamentos e a manutenção das brigadas. “Através dele é possível adquirir esse recurso para comprar os equipamentos, montar essas brigadas e mantê-las treinadas e funcionando em época de queimada”, disse. Investigação de incêndios criminosos O candidato também defendeu a criação de uma delegacia especializada para investigar incêndios criminosos e identificar os responsáveis. “É necessário ter uma delegacia especializada para atuar nessa área, fazer investigação para a gente não apontar o dedo para quem não é responsável. Tem que investigar e, fazendo isso, tem que punir”, afirmou. Segundo Omar, o enfrentamento às queimadas também exige integração entre municípios, Estado e Governo Federal, especialmente diante dos impactos da fumaça sobre a saúde da população. “Isso tem que ser um trabalho conjunto do município, do Estado e do Governo Federal. Quem está mais sofrendo é a criança e o idoso. Na área da saúde, aumenta o número de pessoas com problemas respiratórios e isso sufoca o sistema”, declarou. Monitoramento e prevenção O plano de governo prevê ainda salas de monitoramento em cinco municípios-polo, sistema de alerta precoce de queimadas e planos de prevenção e combate ao fogo nos 62 municípios. A proposta também inclui o acompanhamento de dados dos sistemas PRODES e DETER, do Inpe, e operações integradas entre órgãos ambientais e forças de segurança estaduais e federais. Fotos: Tadeu Rocha

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Chuva artifical: Avião KC-390 possui tecnologia de lançamento de água sobre incêndios florestais.

Aeronave da Força Aérea Brasileira amplia a capacidade operacional do Governo Federal no enfrentamento aos incêndios florestais e à crise de fumaça em Manaus (Mayangdi Inzaulgarat/Prevfogo/Ibama) Da Redação – Portal O Login da Notícia O Governo Federal intensificou as operações de combate aos incêndios florestais no Amazonas com o reforço de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), incluindo o KC-390 Millennium, um dos mais modernos aviões de transporte militar do mundo. Um dos principais diferenciais da aeronave é a utilização do MAFFS (Modular Airborne Fire Fighting System), sistema modular de combate aéreo a incêndios que permite lançar grandes volumes de água diretamente sobre as áreas atingidas pelo fogo. O equipamento é instalado no compartimento de carga da aeronave e possibilita o lançamento de milhares de litros de água em poucos segundos, contribuindo para reduzir a intensidade das chamas e apoiar o trabalho dos brigadistas em solo. Além do MAFFS, o KC-390 pode empregar o CAFFS (Containerized Aerial Fire Fighting System), tecnologia que utiliza recipientes especiais de papelão reforçado, com capacidade aproximada de mil litros de água cada, lançados pela rampa traseira da aeronave. O reforço aéreo integra a mobilização coordenada pelo Ibama, por meio do Prevfogo, com participação do ICMBio e das Forças Armadas. A atuação conjunta amplia a capacidade de resposta do Governo Federal, especialmente em áreas remotas e de difícil acesso.

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Outubro Rosa: câncer de mama está entre os principais tumores que atingem mulheres no Amazonas

INCA estima 600 novos casos da doença no estado em 2026; especialista reforça importância do diagnóstico precoce e da atenção aos sinais Da Redação – Portal O Login da Notícia O Outubro Rosa amplia, ao longo deste mês, o debate sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama. No Amazonas, a doença está entre os principais tumores que atingem as mulheres e deve registrar 600 novos casos em 2026, segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Desse total, 410 casos são estimados somente para Manaus. Na Região Norte, o cenário também chama atenção. O INCA estima 2.950 novos casos de câncer de mama entre mulheres em 2026, com risco estimado de 31,28 casos para cada 100 mil mulheres. Mesmo com uma incidência inferior à observada em outras regiões brasileiras, o câncer de mama continua sendo o tumor mais incidente entre as mulheres nortistas, quando desconsiderados os cânceres de pele não melanoma, representando 24,5% dos casos estimados entre as mulheres da região. No Amazonas, a estimativa aponta que o câncer de mama deve representar 600 dos 2.780 casos de câncer estimados entre mulheres, excluindo os tumores de pele não melanoma. O câncer do colo do útero também apresenta números expressivos no estado, com 620 novos casos estimados para 2026, mostrando a relevância do cuidado com a saúde feminina de forma ampla. Para Oncologista e Diretor Clínico do Grupo Oncológica do Brasil Dr. Luís Eduardo, os números reforçam a importância de manter o acompanhamento médico e não adiar a investigação de alterações nas mamas. “O câncer de mama é uma doença que pode apresentar diferentes manifestações e, em muitos casos, quanto mais cedo ela é identificada, maiores são as possibilidades de tratamento. Por isso, a mulher precisa conhecer o próprio corpo e procurar avaliação diante de qualquer alteração que não seja habitual”, explica. Um toque mudou a vida de Giselly Aos 42 anos, Giselly Lira percebeu uma alteração na mama ao fazer o autoexame, em 2023. Após exames e biópsia, recebeu o diagnóstico de câncer de mama. “Meu mundo caiu. Achei que era o fim”, lembra. O tratamento começou com 16 sessões de quimioterapia. Como o tumor não respondeu como esperado, ela precisou passar por uma mastectomia radical e continuou o tratamento com medicação oral. Uma nova rotina depois do tratamento Hoje, além de seguir acompanhando a própria saúde, Giselly procura manter uma rotina ativa. A atividade física e a dança, que já faziam parte de sua vida antes do diagnóstico, continuam presentes e fazem parte dessa nova fase após o tratamento. A história também reforça a importância de estar atento às mudanças no próprio corpo. Entre os sinais que devem ser investigados estão caroço endurecido na mama, alterações na pele ou no formato da mama, retração do mamilo, saída espontânea de líquido e presença de nódulos nas axilas. Esses sinais não significam necessariamente câncer, mas devem ser avaliados por um profissional de saúde. Atenção aos sinais Entre os principais fatores de risco estão idade, histórico familiar, fatores hormonais, excesso de peso, consumo de bebidas alcoólicas e sedentarismo. O especialista reforça que a prevenção e o diagnóstico precoce não devem ficar restritos ao mês de outubro. “O Outubro Rosa é uma oportunidade para reforçar uma mensagem que precisa permanecer durante todo o ano: cuidar da saúde das mamas deve fazer parte da rotina. A mamografia e os demais exames devem seguir a indicação adequada para cada mulher, levando em consideração idade, histórico familiar, sintomas e outros fatores de risco”, afirma Luís Eduardo.

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Incêndios no Amazonas resultam de ação humana, diz ministro

O Amazonas registrou 540 novos focos de incêndio em dois dias, segundo o Inpe, e mobiliza equipes e aeronaves para combater as queimadas. Da Redação – Portal O Login da Notícia Nos dois últimos dias, o estado do Amazonas registrou 540 novos focos de incêndio em seu território. O número representa mais da metade dos focos detectados em todo o mês de outubro de 2025, quando foram registrados 874 focos em 31 dias, segundo o painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Neste sábado (10), 494 novos focos de incêndio tiveram início no estado, o maior número desde o início do mês. No mesmo dia de 2025, o Inpe não registrou novos focos em todo o Amazonas. No domingo (11), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram o estado e identificaram a presença de fogo em áreas florestais de difícil acesso. Como não há fogo espontâneo no bioma amazônico, o ministro Capobianco avalia que os focos resultam de ação humana intencional, possivelmente com o objetivo de degradar o bioma e preparar o terreno para futuros desmatamentos. “É fundamental que as pessoas que estão agindo criminosamente vejam que serão punidas”, afirma o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O aumento da poluição do ar provocada pela fumaça das queimadas levou a Defesa Civil de Manaus a emitir um alerta de risco à saúde na última sexta-feira (9). A situação também levou ao reconhecimento, em caráter sumário, da situação de emergência em 36 municípios do estado. Uma força-tarefa emergencial, integrada pelos governos municipal, estadual e federal, atua no combate aos incêndios. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou à região seis aeronaves,quatro aviões Air Tractor, utilizados no lançamento de água, e dois helicópteros, além de 290 brigadistas. “São aeronaves muito específicas e apropriadas para o combate ao incêndio florestal. Cada aeronave dessas lança cerca de 3 mil litros de água”, explica Jair Schmitt, presidente do Ibama. Outros dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram no domingo (11) para reforçar o trabalho, a pedido da Defesa Civil. A Força Nacional do SUS também atua nos municípios que já decretaram situação de emergência. Segundo o ministro Waldez Góes, o estado do Amazonas coordena a manifestação dos municípios para que uma frente de resposta em defesa civil possa atuar nos territórios. “Uma coisa é empregarmos, enquanto governos federal, estadual e municipal, todas as forças que pudermos para apagar o fogo. A outra é assistir às pessoas que estão precisando de ajuda humanitária e assistência médica por causa dos incêndios”, declara. (*)Com informações Da Agência Brasil

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