Mercado de vinhos se diversifica na Amazônia e FIVA se consolida como termômetro do setor

Sétima edição da FIVA reuniu expositores, produtores, importadores e compradores em um espaço voltado para networking e negócios Da Redação – Portal O Login da Notícia A diversidade de vinhos na Amazônia nunca foi tão ampla, com vinícolas consolidadas do Sul e importadoras de rótulos internacionais dividindo espaço com alimentos como massas e queijos que ampliam a experiência de consumo, e a Feira Internacional de Vinhos na Amazônia (FIVA) é o principal termômetro desse ambiente de negócios. A sétima edição do FIVA começou na quinta (20) no Le Lieu Buffet, em Manaus, e terminou nesta sexta-feira (21), reunindo expositores, produtores, importadores e compradores em um espaço voltado para networking e negócios. Leia também: Feira Internacional de Vinhos na Amazônia começa na próxima quinta-feira em Manaus Nas últimas seis edições, a Feira Internacional de Vinhos na Amazônia já movimentou cerca de R$5 milhões em negócios. Para Gizelly Rebelo, idealizadora, o evento consolidou um espaço de encontro entre diferentes setores, o que favorece tanto a descoberta de novos produtos quanto a geração de negócios e o fortalecimento da cultura do vinho. “São sete edições. A gente tem muito a agradecer e a comemorar, que a FIVA tem a cada ano crescido e se consolidado como a maior feira de vinhos da Amazônia, da região Norte. Uma feira que reúne sommeliers, enólogos, enófilos, supermercados, donos de bares, restaurantes, panificadoras e o público em geral, que a cada ano cresce o interesse por essa bebida, que é uma bebida milenar, que traz consigo uma história de qualidade”. André Ramos, também idealizador da FIVA, reforçou o caráter de negócios da feira e salientou a novidade da edição 2026, que ampliou a participação de alimentos. “Neste ano, a gente abriu também a parte de alimentos, nós temos expositores de massas, bolos e queijos. Então tem muita coisa diferente esse ano. A gente vai crescendo, vai tomando corpo, vai agregando mais coisas ao nosso evento”, disse. Também ressaltou a presença de compradores de supermercados no evento, “fazendo negócios, conhecendo os expositores e os representantes das marcas”. O primeiro dia de evento atraiu um público diversificado, formado por apreciadores, profissionais da gastronomia e representantes de supermercados, bares e restaurantes, que circularam pelos estandes e participaram das degustações e das três masterclasses da programação técnica. Lourenço Pedroti, da Adega Alentejana, abriu a noite com uma imersão nos terroirs de Portugal; Paulo Drokan conduziu uma experiência sobre vinhos biodinâmicos do Chile; e Rafaella Barros, da Zahil, encerrou com uma masterclass sobre os vinhos da Herdade do Peso. Quem compareceu ao primeiro dia encontrou rótulos que não se repetirão nesta sexta-feira (21), com a programação de degustações renovada para a segunda noite. Negócios O presidente da Associação Amazonense de Supermercados (AMASE) e empresário do setor supermercadista, Júnior Rezende, participou pela primeira vez da FIVA e disse que a variedade de vinhos e a gastronomia foram pontos positivos, mencionando que o evento já gerou oportunidades concretas de negócios para o setor. “Primeira vez que eu participei e gostei da gastronomia, da variedade de vinhos. É algo novo, alguns vinhos que a gente não conhecia. Como no supermercado não trabalhávamos com essa variedade de cartas de vinhos, gostei do que vi e acredito que posso levar essa novidade para a minha loja. Vim para conhecer e sairei com bons negócios fechados aqui”, afirmou. O representante comercial da Perini, Eduardo Matos, avalia o mercado da Amazônia como promissor para o setor de vinhos, impulsionado pela gastronomia, pelo turismo e pelo interesse crescente por experiências enogastronômicas. “Temos acompanhado de perto essa evolução e percebido uma demanda cada vez maior por harmonizações com ingredientes amazônicos, fortalecendo a região como um mercado estratégico para o desenvolvimento da cultura do vinho e de novos negócios”. Já o embaixador da vinícola Emiliana no Brasil, Paulo Drokan, pontua que o Amazonas já é o maior mercado consumidor de vinhos da região Norte, com vendas concentradas em Manaus, onde vive mais da metade da população do estado. “O Amazonas já é o maior mercado consumidor de vinhos da região Norte, com vendas concentradas em Manaus, onde vive mais da metade da população do estado. E, apesar do clima quente e das diferenças culturais, acreditamos no potencial da região. Por isso, participar da FIVA como ponto de contato com o consumidor local é estratégico”. A gestora do projeto de alimentos e bebidas do Sebrae Amazonas, Débora Sales, destaca que a participação da instituição na FIVA como estratégica para conectar pequenos empresários a novos negócios. Pelo terceiro ano consecutivo no evento, ela aponta o networking como um dos principais benefícios para quem está começando no setor. “Consigo observar que essas conexões favorecem muito o pequeno empresário, para quem está entrando no negócio, para fazer conexões com os fornecedores, principalmente a bebida com restaurante, com bar. Então essa conexão para quem está começando é boa. É esse o propósito do Sebrae: fazer essa conexão para que novos negócios possam acontecer”. Gastronomia e vinhos O embaixador de alimentos da La Pastina, Pedro Silva, trouxe para a FIVA massas, cuscuzes, pastas, brusquetas e conservas espanholas. Ele acredita que a experimentação é o melhor caminho para conquistar o consumidor e que a enogastronomia, a união entre vinho e comida, é o foco da empresa. Sobre o Amazonas, Pedro vê a região como promissora e diz que as marcas precisam sair dos centros tradicionais para crescer. “É a primeira vez que estou em Manaus, mas já percebo que o público é maravilhoso e a região tem um potencial imenso. A Amazônia é o coração do Brasil, e acho que as marcas precisam explorar cada vez mais esse mercado, saindo dos centros tradicionais onde estamos acostumados a atuar.” Monique Morhy, coordenadora da faculdade de gastronomia do Senac Amazonas, também enxerga a FIVA como essencial para a região Norte, pois amplia o repertório de rótulos e valoriza a gastronomia local. “A FIVA tem um papel essencial para o Amazonas ao introduzir a cultura do vinho e da degustação no estado e ao expandir o leque de rótulos disponíveis, indo

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Roberto Cidade leva campanha às ruas do São José ao lado de Marcos Rotta

Corpo a corpo reuniu lideranças, moradores e comerciantes em um novo momento de aproximação com a população Da Redação – Portal O Login da Notícia O governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Progressista), realizou, no final da tarde desta quinta-feira (20/8), a terceira caminhada de sua campanha, desta vez pelas ruas do bairro São José, na zona Leste de Manaus. A mobilização marcou também a primeira participação do coordenador-geral da campanha, Marcos Rotta, nas atividades de rua ao lado do candidato, reforçando a articulação política do grupo durante a agenda eleitoral. Acompanhado de Rotta, Roberto Cidade percorreu a comunidade, conversou com moradores e comerciantes e apresentou propostas previstas no Plano de Governo, além de ouvir demandas da população. “Hoje, eu e Marcos Rotta estivemos com nossa equipe caminhando na zona Leste de Manaus, trazendo os nossos compromissos não só com Manaus, mas também com todo o interior do Amazonas. Vamos melhorar a infraestrutura na capital e no interior. Na saúde, já estamos ‘virando a chave’, fazendo mutirões de consultas e cirurgias. Vamos trabalhar com muito amor, carinho e resolver os problemas. É pra já, é pra gente!”, declarou Roberto Cidade. O corpo a corpo faz parte da estratégia de aproximação da campanha com diferentes regiões da capital e de construção de um diálogo direto com os eleitores. A presença de Marcos Rotta ao lado do candidato reforça a atuação conjunta na campanha e amplia a participação de uma liderança política de trajetória consolidada no cenário amazonense. Como coordenador-geral, Rotta passa a acompanhar mais de perto as ações de mobilização e articulação política da campanha da coligação “União pelo Amazonas”, que é formada pela Federação União Progressista, Podemos e PSB, partido do atual vice-governador, Serafim Corrêa. Apoio de moradores Entre os moradores que participaram da caminhada estava Geane Mota, que vive no bairro São José há 40 anos. Segundo ela, as propostas apresentadas pelo candidato foram determinantes para o apoio à candidatura. “A gente precisa de renovação e o novo se chama Roberto Cidade. A nossa comunidade está toda empenhada na campanha dele. Todos somos Roberto Cidade”, afirmou. A também moradora do São José, Verônica Cruz, destacou os motivos que a levaram, juntamente com a família, a apoiar o candidato. Para ela, a atuação de Roberto Cidade à frente do Governo do Amazonas contribuiu para a decisão. “O Roberto se mostra uma pessoa corajosa, que luta realmente pelo amazonense. A gente vê o que ele tem feito pelo Amazonas e acredito que ele vai continuar nessa mesma pegada, ajudando o nosso povo. É hora de apoiar porque ele é o melhor nome que temos no momento. O São José é Roberto Cidade”, declarou Verônica, que mora no bairro há 35 anos. Ações na zona Leste Durante a gestão de Roberto Cidade à frente do Governo do Amazonas, a zona Leste de Manaus recebeu ações em diferentes áreas. Na segurança, a região foi incluída na Operação Segurança Presente, com reforço do policiamento. Na saúde, foram revitalizados o SPA Coroado e o SPA e Maternidade Chapot Prévost, além da realização de mutirões e ampliação de serviços, como a oferta de mais de 1,1 mil exames de imagem pela Carreta da Saúde no bairro São José. Na educação, a Escola Estadual Ernane Nascimento recebeu kits para alunos e professores, livros e alimentação escolar. Também foram realizadas ações sociais, com entrega de benefícios e títulos definitivos, enquanto, na infraestrutura, foram construídas seis pontes de concreto, cinco delas no Jorge Teixeira e uma no Gilberto Mestrinho.

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MP do Amazonas realizará campanha para coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas

Ação será realizada de 24 a 28 de agosto e busca ampliar a identificação por meio de exames genéticos Da Redação – Portal O Login da Notícia Para ampliar o cadastro de perfis genéticos e contribuir para o processo de identificação, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) integrará, de 24 a 28 de agosto, a Mobilização Nacional de Coleta de Material Genético de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa é coordenada pelo Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Amazonas (Plid-MPAM). No estado, a coleta será feita no Laboratório de Biologia e Genética Forense (LBGF), com encaminhamento emitido pela Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops) e pelo Plid. A coleta é recomendada em casos no quais o familiar está desaparecido há mais de 30 dias. Criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a campanha consiste no cruzamento de material biológico de familiares — como pais, mães, filhos e irmãos — com os de pessoas encontradas vivas ou falecidas com identidade desconhecida nos Bancos Estaduais, Distrital e Nacional de perfis genéticos. Responsável pela coleta e análise de DNA, a gerente do LBGF, Daniela Koshikene, ressaltou a simplicidade do processo. “É feito um pequeno furo na ponta do dedo para obter algumas gotas de sangue. Não é necessário estar em jejum. O familiar deve comparecer ao Laboratório de Genética Forense, com documento de identificação e a devida requisição”, descreveu a especialista, reforçando que as buscas nos bancos são realizadas continuamente. “Caso seja encontrada uma coincidência, é elaborado um laudo pericial e a família é comunicada”, complementou. A mobilização está agendada para o período de 24 a 28 de agosto, mas o serviço está disponível durante todo o ano. Famílias que tenham pessoas desaparecidas podem procurar o atendimento a qualquer momento para realizar a coleta e contribuir com as buscas. Outra forma de identificação é a comparação do perfil genético da pessoa de identidade desconhecida com algum objeto disponibilizado por familiar que contenha material biológico, como lâmina de barbear e escova de dente. Para a coordenadora do Plid, a promotora de Justiça Karla Cristina da Silva Reis, a campanha amplifica os esforços em prol da manutenção do contato entre a rede e as famílias. “Com um banco de dados atualizado, no que diz respeito ao material genético dessas pessoas, conseguimos manter a esperança acesa de que, a qualquer momento, é possível promover encontros, ou responder a momentos de aflição que estas famílias passam. Cada movimento é importante nessa luta”, comentou. O Plid-MPAM pode ser acionado pelos telefones (92) 3655-0755 e (92) 98833-2332 (WhatsApp) e pelo e-mail nulid@mpam.mp.br. Também é possível o cadastro online de desaparecidos — https://www.mpam.mp.br/cadastro-de-desaparecido —, mediante o compartilhamento de dados como número de boletim de ocorrência (B.O.) e data do desaparecimento. Campanha Nacional Realizada pelo MJSP, a Mobilização Nacional de Coleta de Material Genético de Familiares de Pessoas Desaparecidas é promovida em todo o Brasil com o objetivo de ampliar as possibilidades de identificação. A iniciativa reúne ações voltadas à coleta de material genético de familiares, à coleta de DNA e impressões digitais de pessoas vivas com identidade desconhecida e à pesquisa de impressões digitais de pessoas falecidas ainda não identificadas. Mais informações estão disponíveis no link a seguir: https://www.gov.br/mj/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/desaparecidos Foto: Ascom

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Defensoria do Amazonas solicita interdição de lixão de Iranduba sob pena de multa de R$ 12 milhões

Caso o Judiciário atenda ao pedido da Defensoria, o município de Iranduba terá prazo de 30 dias para encerrar atividades do lixão e apresentar um plano emergencial para a gestão dos resíduos sólidos Da Redação – Portal O Login da Notícia A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) entrou com uma ação civil pública para solicitar a interdição e encerramento das atividades do lixão do município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus). Além da interdição, o pedido feito pela instituição estabelece a implementação adequada do descarte dos resíduos sólidos, bem como recuperação da área degradada e reparação por danos morais coletivos. O lixão está localizado no Ramal do Creuza, no km 6 do município, e é cenário, há anos, de denúncias de moradores do entorno, que relatam problemas como poluição do ar, do solo e dos recursos hídricos, além do surgimento de doenças associadas às condições precárias de higiene e salubridade. De acordo com o defensor público e titular da Especializada em Atendimentos de Direitos Coletivos (DPEIC), Carlos Almeida, a ação civil pública é o resultado de um longo processo de tentativa de diálogo e solução extrajudicial, que teve início em 2023. De lá para cá, ele explica que a falta de colaboração do poder público municipal implicou no agravamento da situação do local. “O incêndio que aconteceu na última semana já havia sido alertado como um risco potencial pela Defensoria Pública em relatórios anteriores. Diante desse último fato, estamos requerendo a concessão imediata da liminar no sentido de determinar o fechamento desse lixão, além de medidas emergenciais, que já deveriam ter sido realizadas”, destacou. O defensor ainda acrescenta que a existência de um lixão a céu aberto viola o artigo 47 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), que proíbe expressamente essa prática. Em 2024, o prazo final determinado pela legislação para que lixões desse modelo fossem erradicados também se esgotou. “A situação do município de Iranduba, infelizmente, reflete uma realidade estadual, onde a grande maioria dos municípios ainda descumpre a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A gestão adequada dos resíduos é importante diante da ótica ambiental, mas também da inclusão social, pois permite que a atividade funcione de maneira regulamentada com catadores e trabalhadores da reciclagem”, pontuou. Multas e medidas emergenciais para o município de Iranduba Caso o Judiciário atenda às solicitações feitas pela Defensoria na ação civil pública, o município de Iranduba terá o prazo de 30 dias, sob pena de multa diária de 1% sobre o valor da causa (R$ 12 milhões), para realizar a interdição imediata e o encerramento definitivo do lixão. A determinação também prevê a elaboração e execução do Plano de Recuperação da Área Degradada (PRAD) no prazo de 120 dias, também sob pena de multa diária. Em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Defensoria também solicitou o fomento e formalização de cooperativas de catadores de materiais recicláveis no município, com o fornecimento de infraestrutura adequada para a triagem e garantia da inclusão socioeconômica destes trabalhadores na cadeia formal de reciclagem. A ação civil pública também solicitou o prazo de 30 dias para que a Prefeitura de Iranduba apresente um Plano de Ação Emergencial para a gestão de resíduos sólidos e o mesmo prazo para apresentar uma solução provisória para a gestão desses resíduos, como a construção ou contratação de aterro sanitário licenciado, criação de estação de transbordo para envio dos resíduos a um destino apropriado, ou qualquer outra solução ambientalmente compatível. Apesar da Prefeitura de Iranduba ser a ré no processo, o Estado do Amazonas, por meio da sua Procuradoria-Geral, e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), foram intimados a manifestar sua posição processual. Texto: Camila AndradeFotos: Arquivo/DPE-AM

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