O solo protagonizado pela atriz Carol Santa Ana será apresentado nesta sexta-feira, 11, às 19h30, no Teatro ICBEU, no Centro de Manaus
Da Redação – Portal O Login da Notícia
O espetáculo “A Mulher que Desaprendeu a Dançar” retorna aos palcos nesta sexta-feira (11), em Manaus. O solo protagonizado pela atriz Carol Santa Ana será apresentado às 19h30, no Teatro ICBEU, no Centro da capital, dentro da programação do Sou Manaus Passo a Paço 2026. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 16 anos.
Criada em 2021, a montagem tem um significado especial na trajetória da atriz. O espetáculo marcou o retorno de Carol ao teatro após a maternidade e, cinco anos depois, volta a ser apresentado em um período semelhante para a artista, que também passa por uma retomada profissional após o nascimento do segundo filho.
“A gente está muito feliz com esse retorno. Esse trabalho tem um lugar muito especial no meu coração e na minha história, pois foi o meu retorno ao teatro depois da maternidade, em 2021”, conta Carol.
A remontagem surgiu justamente durante esse novo processo de reencontro com os palcos. Embora já tenha retornado às apresentações com “Helena”, a atriz atualmente ensaia uma nova peça e decidiu retomar também o espetáculo que considera importante em sua trajetória.
Dança como metáfora
Na montagem, a ideia de “desaprender a dançar” funciona como uma metáfora para acompanhar uma artista que canta, dança e atua enquanto revisita experiências e reconstrói a própria trajetória. A personagem entra em cena camuflada e, gradualmente, revela sua identidade ao público.
O cenário é construído a partir de uma mesa de madeira, elemento que serve como ponto de partida para o surgimento de objetos, lembranças e histórias. Algumas memórias são apresentadas diretamente, enquanto outras aparecem por meio de narrativas e situações marcadas pelo humor e pela sátira.
A ironia é utilizada para abordar experiências da personagem, especialmente situações de violência e relações de poder envolvendo homens. Ao mesmo tempo em que a narrativa dialoga com experiências que podem ser reconhecidas por mulheres, o espetáculo também busca provocar uma reflexão entre os homens sobre as consequências de determinadas atitudes.
Voz própria
A montagem nasceu da necessidade de Carol Santa Ana de construir uma narrativa a partir de suas próprias experiências depois de anos de atuação em diferentes companhias e processos ligados ao teatro e à dança.
“Depois de muitos anos trabalhando com arte, passando por companhias e tendo a oportunidade de aprender e conviver com grandes nomes, senti a necessidade de falar com a minha própria voz”, relata a atriz.
A dramaturgia e a direção são assinadas por Taciano Soares, do Ateliê 23. Para Carol, a parceria foi fundamental para transformar inquietações pessoais em uma obra capaz de dialogar com experiências vividas por outras mulheres.
“Ele fez isso de uma maneira muito bonita. Transformou aquela inquietação em dramaturgia e dirigiu o trabalho com a excelência e a sensibilidade que são tão características dos trabalhos dele”, afirma.
Retorno cinco anos depois
Para a apresentação desta sexta-feira, a estrutura original do espetáculo foi mantida. Segundo Carol, a montagem passou apenas por pequenas intervenções e adaptações, sem alterações na essência da obra.
O reencontro, no entanto, acontece sob uma perspectiva diferente. Cinco anos após a estreia, a atriz acredita que a passagem do tempo também transforma a maneira como os artistas enxergam trabalhos já realizados.
“É o retorno da peça, só que diferente, porque não somos mais os mesmos. Acho muito bonito poder reencontrar uma obra depois de alguns anos e perceber que, mesmo sendo a mesma mulher em cena, a gente já não é mais a mesma pessoa de 2021”, destaca.
O espetáculo será apresentado no Teatro ICBEU, localizado na Avenida Joaquim Nabuco, 1.286, no Centro de Manaus. A entrada é gratuita.
