Eduardo Braga é escolhido como relator da reforma tributária no Senado
O ex-governador do Amazonas estava entre os nomes cogitados para o posto pela proximidade com o presidente Lula
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CPMI do Golpe ouve ex-ajudante de ordens de Bolsonaro na terça-feira
Impactos de novo sistema variam conforme setor da economia
O episódio ganhou repercussão nacional e a postura do representante do governo federal foi chamada de imatura por Amom.
PEC 45/19 simplifica impostos sobre o consumo
Da Redação – Portal O Login da Notícia BRASIL – Com as alterações propostas pelo governo e a bancada do Amazonas, garantindo a competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM), a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quinta-feira, 6, em primeiro turno, o texto-base da reforma tributária. Após mais de dez horas de sessão, foram 382 votos a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC), 118 contrários e três abstenções. Entre as mudanças inclusas no texto final da reforma e que foram apresentadas pelos parlamentares do Amazonas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estão a garantia de segurança jurídica, a criação de um fundo para compensar perdas de arrecadação para o Estado, além de assegurar mecanismos necessários para manter o diferencial competitivo à produção, comercialização ou importação de bens que tenham industrialização na Zona Franca de Manaus. Entre os oito deputados federais do Amazonas no Congresso Nacional, apenas Alberto Neto (PL de Bolsonaro) votou contra. Adail Filho (Republicanos), Amom Mandel (Cidadania), Fausto Júnior (União), Saullo Vianna (União), Sidney Leite (PSD), Silas Câmara (Republicanos) e Átila Lins (PSD) votaram pela aprovação da PEC. Votação No momento, o plenário vota uma emenda aglutinativa com todas as modificações acordadas nas negociações dos últimos dias. O presidente da Câmara, Arthur Lira, busca aprovar o texto em segundo turno ainda nesta quinta-feira (6) ou na madrugada de sexta (7). A sessão começou às 11h, com debates em torno do texto. Por volta das 18h, começou a votação. Um requerimento do PL para adiar a votação foi derrotado por 357 votos a 133. Para ampliar a base de apoio, o relator da proposta na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), fez mudanças de última hora. O texto traz algumas mudanças em relação à proposta apresentada há duas semanas, como maiores reduções de alíquotas, isenção para alguns produtos da cesta básica e mudanças no Conselho Federativo, órgão que decidirá as políticas fiscal e tributária. Alterações Após quase duas horas de discussões e de ameaças de adiamento da votação da reforma tributária, Aguinaldo Ribeiro apresentou a última versão do parecer. Em relação à cesta básica, o novo parecer zera a alíquota do futuro Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) para itens a serem incluídos em lei complementar, além de frutas, produtos hortícolas e ovos. Essa lei criará a “cesta básica nacional de alimentos”. A mudança diminui resistências de alguns estados em abrir mão de arrecadação porque não estimularia uma nova guerra fiscal em torno de produtos alimentícios, já que a lista valerá para todo o território nacional. O relator também aumentou, de 50% para 60%, o redutor de alíquotas do IVA que incidirão sobre alguns produtos e setores com tratamento diferenciado. Transporte público, saúde, educação, cultura e produtos agropecuários fora da cesta básica nacional pagarão 60% a menos de IVA, imposto que unirá a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), arrecadada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade dos estados e dos municípios. Além dos produtos da cesta básica nacional, a CBS não será cobrada sobre medicamentos para doenças graves e sobre serviços de educação superior (Prouni). Os demais produtos pagarão a alíquota cheia de IVA, que será definida após a reforma tributária. Regimes especiais O relator manteve regimes específicos de arrecadação para combustíveis, operações com bens imóveis, planos de assistência à saúde, serviços financeiros e apostas. No entanto, incluiu os seguintes setores: serviços de hotelaria, parques de diversão e parques temáticos, restaurantes e aviação regional. Esses regimes preveem tratamento diferenciado nas regras de creditamento (aproveitamento de créditos tributários) e na base de cálculo; e tributação com base na receita ou no faturamento (em vez do valor adicionado na cadeia). Conselho Federativo Como adiantado nessa quarta-feira (5) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o Conselho Federativo, encarregado de gerir o IBS, terá o modelo de votação alterado. O conselho será formado por 27 representantes, um de cada unidade da Federação, mais 27 representantes dos municípios. Dos representantes municipais, 14 serão eleitos por maioria de votos igualitários entre os entes e 13 com base no tamanho da população. As decisões do conselho só serão aprovadas caso obtenham, ao mesmo tempo, votos da maioria numérica dos estados e dos representantes que correspondam a mais de 60% da população do país. Os votos dos municípios serão apurados com base na maioria absoluta. Imposto seletivo A versão final do relatório modificou o Imposto Seletivo, que será cobrado sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e bebidas e alimentos com excesso de açúcar. Esse imposto não poderá ser cobrado sobre itens que paguem IVA reduzido. A medida evita que o Imposto Seletivo incida sobre itens da agropecuária que seriam prejudiciais ao meio ambiente, como agrotóxicos e defensivos agrícolas. A mudança havia sido pedida pela Frente Parlamentar do Agronegócio como condição para aprovar a reforma tributária. Fundo regional Criado para estimular o desenvolvimento de estados que não poderão mais recorrer à guerra fiscal (reduções de impostos locais) para atraírem investimentos, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional foi mantido em R$ 40 bilhões. Diversos estados pediam aportes maiores, de R$ 75 bilhões. A nova versão do relatório, no entanto, não trouxe os critérios para a divisão dos recursos do fundo entre os estados. O tema será definido após a reforma tributária. Para conseguir o apoio da bancada do Amazonas à reforma tributária, o relator ajustou os artigos relativos à Zona Franca de Manaus e às Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) para tornar mais claro o tratamento diferenciado e a vantagem das empresas instaladas nessas áreas. Cashback e heranças O parecer final informou que o cashback (devolução parcial de impostos) terá como base a redução de desigualdade de renda, em vez da diminuição da desigualdade de raça e de gênero. A mudança atende a reinvindicações de parlamentares conservadores, que ameaçaram não votar a favor da reforma tributária caso a expressão não fosse retirada. O cashback institui a possibilidade de devolução ampla de parte do IBS e da CBS a pessoas físicas. A ideia inicial
Governador Wilson Lima esteve em Brasília, acompanhado da bancada federal do estado, que contribuiu com a construção da proposta
Previsão é de que a matéria seja apreciada em 1° e 2° turno até sexta
Bruno Pacheco – Da Redação O Login da Notícia ITACOATIARA (AM) – O vereador Richardson Aranha (PTB) afirmou nesta segunda-feira, 3, que a Câmara Municipal de Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus) precisa se posicionar sobre a denúncia do vereador Arnoud Lucas (PV), que afirmou estar sofrendo ameaças de morte a mando do prefeito da cidade, Mário Abrahim (PSC). Aranha disse que a CMI precisa pedir investigação do caso. “Esse caso é sério. A gente não pode deixar isso passar em branco. Essa Casa precisa se posicionar, formular um documento e encaminhar às autoridades competentes pedindo apuração do fato. E a gente pede que o vereador traga as provas para que a gente possa avaliar também uma possível quebra de decoro parlamentar por parte do Executivo”, declarou Aranha. O vereador pontua ainda que a Casa precisa tomar conhecimento da denúncia com documentos, vídeos ou áudios para abordar o caso corretamente e não ser chamada de omissa. “Lá fora a gente está sendo acusado de ser omisso, mas eu posso ser acusado de ser omisso de algo que não tenho conhecimento, já que nada foi me apresentado”. “Peço ao vereador Arnoud que ele formule uma representação, traga as provas que ele tem para que a gente possa ter conhecimento e até apoiá-lo, se for o caso. Estão se falando de um homicídio de um vereador de Itacoatiara. A gente não pode ficar omisso quanto a isso e a pende pede que a presidência essa Casa formule um documento pedindo às autoridades policiais e judiciais a investigação profunda desse caso para que chega a verdade ao final”, finalizou. O caso A denúncia de Arnoud Lucas foi relatada na última terça-feira, 27. O vereador acusa um servidor, conhecido como o “braço direito” da prefeitura de Itacoatiara, de ameaçá-lo de morte a mando do gestor da cidade. O parlamentar publicou um vídeo nas redes sociais falando do caso. Em nota oficial, o prefeito Mário Abrahim negou estar arquitetando o assassinato do parlamentar. O caso vem à tona após o vereador do PV denunciar secretarias fantasmas na Prefeitura de Itacoatiara e afirmar estar sendo “perseguido” politicamente pelo gestor. Arnoud afirma que eles não querem que ele continue denunciando, “porque sabem que tem muita coisa pior”. Em meio as ameaças, o vereador precisou viajar para Manaus com a família em busca de escolta policial para ter mais segurança. Ao Login, a assessoria do parlamentar afirmou que, mesmo sofrendo em risco, Arnoud Lucas deixou claro que não irá deixar de realizar o papel de fiscalizar o Executivo Municipal. Assista trechos da fala do vereador Richardson Aranha:
Construção de delegacia da Polícia Federal na região Sul do Estado representa passo importante para cumprimento do “Acordo de Escazú