Homem de 48 anos é preso por estupro de vulnerável contra criança de 3 anos que criava como filha em Itacoatiara

Mandado de prisão preventiva foi cumprido na manhã desta terça-feira (1º) na Vila de Lindoia, distante 80 km da zona urbana do município Da Redação – Portal O Login da Notícia A Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada de Itacoatiara, cumpriu na manhã desta terça-feira (1º) um mandado de prisão preventiva contra um homem de 48 anos, acusado de estupro de vulnerável. O crime teve como vítima uma criança de apenas 3 anos de idade, que era criada pelo suspeito como se fosse filha. De acordo com as investigações, o abuso ocorreu no último fim de semana. O homem foi apresentado na unidade policial, mas não foi possível lavrar o auto de prisão em flagrante na ocasião, pois o delito já havia acontecido há mais de 24 horas. Com isso, a equipe da Especializada deu continuidade aos trabalhos investigativos e reuniu elementos de informação suficientes para comprovar a autoria e a materialidade do crime. Diante da gravidade do caso que envolve violência sexual contra criança em situação de vulnerabilidade extrema a autoridade policial representou pela prisão preventiva, que foi deferida pelo Poder Judiciário. O mandado foi cumprido na manhã de hoje na Vila de Lindoia, localidade distante cerca de 80 quilômetros da área urbana de Itacoatiara. O suspeito foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da Justiça. Ele responderá pelo crime previsto no art. 217-A do Código Penal (estupro de vulnerável), cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão, por se tratar de vítima menor de 14 anos. A criança foi acolhida e recebe atendimento psicossocial, enquanto as investigações seguem para apurar se houve outros episódios de abuso. A Polícia Civil reforça a importância de denúncias pelo Disque 100 ou diretamente na unidade especializada.

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Programa de R$ 17,5 milhões para organizações periféricas do Amazonas prorroga inscrições até dia 20 de setembro

A participação é gratuita e contempla organizações formalizadas ou sem CNPJ, desde que cumpram os critérios estabelecidos Da Redação – Portal O Login da Notícia Considerado o maior programa de apoio para organizações ou coletivos com atuação de comunidades periféricas urbanas da Região Norte e do Maranhão, o BNDES Periferias Fortes Norte prorrogou o prazo para a pré-inscrição até o dia 20 de setembro. A iniciativa vai destinar R$ 17,5 milhões para fortalecer até 82 organizações sociais de pequeno e médio porte. As informações completas estão disponíveis no site: periferiasfortes.phi.org.br.O programa é financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e executado pelo Instituto Phi, em parceria com o Instituto Phomenta. É destinado a organizações da sociedade civil e coletivos que atuam em comunidades periféricas urbanas mapeadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/tipologias-do-territorio/15788-favelas-e-comunidades-urbanas.html. A proposta visa ampliar as condições para que iniciativas que já desenvolvem ações nas periferias possam estruturar sua atuação e ampliar o impacto de seus projetos nos próprios territórios. Essa é a primeira etapa do processo seletivo e deve ser feita por meio de um formulário online simplificado. Nessa fase, são verificadas dados iniciais para identificar se a organização atende aos requisitos previstos no edital. A participação é gratuita e contempla organizações formalizadas ou sem CNPJ, desde que cumpram os critérios estabelecidos. Após a pré-inscrição, as organizações que atenderem aos requisitos poderão ser convocadas para a segunda etapa, que envolve o envio de informações detalhadas e documentos. Essa etapa permanece aberta até o dia 24 de setembro, conforme o novo cronograma do edital. Participação Podem participar iniciativas com sede e atuação comprovada em territórios periféricos urbanos do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além do Maranhão. Para organizações e coletivos de pequeno porte, é necessário comprovar pelo menos quatro anos de existência e arrecadação média anual mínima de R$ 20 mil nos últimos três anos, ou R$ 30 mil em pelo menos um desses anos. Já as organizações de médio porte precisam ter CNPJ ativo, pelo menos sete anos de existência e arrecadação média anual entre R$ 80 mil e R$ 300 mil nos últimos três anos. Os critérios completos de participação estão disponíveis no edital: https://drive.google.com/file/d/1Q2K6RkWWLJO-0FFvbYHWZxIYdBjArUeT/view. A seleção prevê até 57 vagas para organizações de pequeno porte e 25 para as de médio porte. Os selecionados terão acesso a diagnóstico de maturidade institucional, formação, mentorias, bolsa de incentivo para lideranças e recursos para a execução de um Plano de Desenvolvimento Institucional. “Muitas organizações que atuam nas periferias conhecem profundamente as necessidades de seus territórios, mas ainda enfrentam dificuldades para acessar recursos e estruturar seus processos. O programa busca justamente aproximar essas iniciativas de oportunidades que possam dar mais segurança e sustentabilidade ao trabalho que já realizam”, destaca Luiza Serpa, fundadora do Instituto Phi. Mais sobre o Periferias Fortes – Norte O BNDES Periferias Fortes – Norte investirá R$ 17,5 milhões no fortalecimento institucional de até 82 Organizações Sociais de Periferia (OSPs) de pequeno e médio porte que atuam em favelas, ocupações, comunidades e outros territórios urbanos da Região Norte e do Maranhão. Os selecionados participarão de uma jornada de desenvolvimento institucional com duração de 33 meses, que inclui formação imersiva, mentorias, capacitações em gestão, comunicação e captação de recursos, acompanhamento técnico e apoio à elaboração e implementação de seus Planos de Desenvolvimento Institucional. As organizações de pequeno porte poderão acessar apoio de até R$ 100 mil, enquanto as de médio porte poderão receber até R$ 300 mil, conforme as regras do edital. O programa também prevê bolsas de incentivo para apoiar a participação das lideranças durante a jornada de formação e mentoria. Mais informações estão disponíveis no site oficial do programa: https://periferiasfortes.phi.org.br/. Sobre o Instituto Phi O Phi é uma organização não governamental fundada em 2014 com a missão de assessorar indivíduos, famílias, empresas e grupos diversos no planejamento estratégico de sua filantropia, contribuindo para a redução das desigualdades e a transformação social. Ao longo dos anos, o Phi se consolidou como um hub de inovação social, acumulando conhecimento sobre organizações de diversas causas e portes em todo o país. Saiba mais em: phi.org.br. Sobre o Instituto PhomentaO Instituto Phomenta nasceu em 2015 com o objetivo de apoiar e conectar ONGs, institutos, fundações e empresas para a transformação de territórios e causas, por meio da facilitação de espaços de conexão e colaboração, da condução de formações práticas em gestão para ONGs e da coordenação de programas de voluntariado. Em seus 10 anos de existência, o instituto já apoiou mais de 2.000 ONGs diretamente, desenvolveu mais de 100 projetos e conectou mais de 2.500 voluntários com organizações sociais. Saiba mais em: phomenta.com.br. Sobre o BNDES Para promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental brasileiro, o BNDES atua em todo território nacional por meio de crédito, participação em empresas, prestação de garantias e concessão de recursos não reembolsáveis a projetos ambientais, sociais, culturais e tecnológicos, além de produção de conhecimento. Um

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Em Itapiranga, homem é preso por agredir companheira e filho adolescente

Vítimas foram agredidas com objetos domésticos e cadeira e ficaram gravemente feridas Da Redação – Portal O Login da Notícia A 38ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Itapiranga (a 227 quilômetros de Manaus) prendeu em flagrante, na segunda-feira (31/8), um homem, de 36 anos, pelo crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica praticado contra sua companheira, de 49 anos, e seu filho, um adolescente de 13 anos. O crime ocorreu na residência da família, no bairro Novo Horizonte, naquele município. De acordo com as investigações, as agressões foram praticadas de forma contínua e com o uso de objetos domésticos, o que agravou as lesões sofridas pelas vítimas. A mulher foi atingida com um pedaço de madeira na cabeça, sofrendo ferimentos graves, além de apresentar sonolência excessiva e fortes dores de cabeça. Já o adolescente foi agredido com uma cadeira, sofrendo lesões no ombro esquerdo, hematomas, dor intensa e dificuldade de movimentação. As duas vítimas foram encaminhadas para uma unidade hospitalar do município, onde permanecem sob observação médica. Assim que tomou conhecimento da ocorrência, a equipe policial iniciou diligências e localizou o suspeito em seu local de trabalho, no bairro Gilberto Mestrinho, em Itapiranga. Ele foi preso em flagrante, teve o Auto de Prisão em Flagrante (APF) lavrado e foi conduzido à delegacia para os procedimentos cabíveis. Em razão da gravidade das lesões e da impossibilidade de colher, de imediato, o depoimento das vítimas, a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, com o objetivo de garantir a ordem pública e assegurar a proteção das vítimas. A ação reforça o compromisso no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, especialmente durante o Agosto Lilás, campanha voltada à conscientização, prevenção e repressão desse tipo de crime. A resposta rápida evidencia a importância da denúncia e da atuação integrada das forças de segurança para interromper ciclos de violência e proteger vidas.

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Roberto Cidade promete “virar a chave” do governo e cortar contratos a partir de 2027

Em entrevista à TV Record, candidato à reeleição diz que pretende reestruturar a máquina pública, revisar despesas e buscar novas fontes de crescimento para o Amazonas Da Redação – Portal O Login da Notícia O governador do Amazonas e candidato à reeleição pela Federação União Progressista, Roberto Cidade, afirmou que pretende promover uma ampla reestruturação da máquina pública a partir de 2027, caso seja reeleito. Em entrevista à TV Record, o candidato disse que sua prioridade será revisar contratos, reduzir despesas e direcionar os recursos para áreas consideradas essenciais, como saúde, educação e segurança. A declaração foi apresentada por Cidade como parte do que chamou de “mudança de rumo na administração estadual”. Segundo ele, por ter assumido o governo há apenas quatro meses, sua gestão ainda está analisando contratos e despesas herdados da administração anterior. Corte de contratos “Vamos fazer uma redução dos contratos, vamos reduzir e vamos avançar cada vez mais e priorizar o que é essencial ”, afirmou. Cidade disse que a revisão deverá começar efetivamente em 1º de janeiro de 2027, caso vença a eleição. A medida, segundo ele, será uma das formas de abrir espaço no orçamento para cumprir os 44 compromissos apresentados em seu plano de governo. Dólar derruba receita Ao defender a necessidade de reorganização das contas públicas, Roberto Cidade lembrou que a receita do Amazonas reduziu R$ 695 milhões em comparação com 2025. Segundo ele, a queda está relacionada principalmente à variação do dólar e aos impactos desse movimento sobre a arrecadação estadual. O candidato afirmou que, diante desse cenário, será necessário estabelecer prioridades e buscar novas fontes de financiamento para realizar os investimentos. R$ 1 bilhão em economia Outro ponto destacado por Cidade foi a renegociação de uma dívida do estado. Segundo o governador, a operação prevê trocar uma dívida com juros mais altos por outra com taxas menores. A expectativa apresentada pelo candidato é de uma economia superior a R$ 1 bilhão nos próximos anos. Cidade afirmou ainda que o Amazonas possui capacidade financeira para contratar novos empréstimos destinados a investimentos, citando obras viárias, como a conclusão da AM-010 e a pavimentação de municípios do interior. Nova economia Além da reorganização das contas públicas, o candidato apontou a diversificação econômica como prioridade para os próximos quatro anos. Cidade afirmou que pretende identificar, município por município, quais atividades podem ser desenvolvidas para gerar emprego e renda sem depender exclusivamente do Polo Industrial de Manaus. “Eu sonho em ver o nosso estado crescer cada vez mais. Eu sonho em ver cada município ter oportunidade de se desenvolver, de gerar emprego, gerar renda lá nos municípios mais distantes”, afirmou. Entre os setores citados estão gás, potássio, terras raras, petróleo, tecnologia e biotecnologia. Até 20 mil empregos A meta apresentada pelo candidato é gerar entre 15 mil e 20 mil empregos diretos e indiretos ao longo dos próximos quatro anos. Cidade citou investimentos aprovados pelo Codam e afirmou que novos projetos industriais já estão em andamento. Também destacou a exploração de gás em Silves e Itapiranga, o potássio em Autazes, terras raras em Apuí e a retomada da exploração de petróleo em Juruá. Quatro meses de governo Ao responder se seu eventual novo mandato representaria continuidade da gestão anterior ou um novo projeto, Cidade afirmou que já estabeleceu uma forma própria de administrar o estado. “Desde o primeiro dia que eu assumi o governo do estado do Amazonas, eu já mostrei o meu jeito de governar, o meu jeito de trabalhar, de cuidar das pessoas e de enfrentar os problemas e de resolver”, afirmou. Na entrevista, ele citou ainda ações realizadas nos primeiros quatro meses nas áreas de segurança, saúde e educação, além do concurso público da educação com mais de 7,8 mil vagas. “Virar a chave” Nas considerações finais, Roberto Cidade resumiu sua campanha como uma proposta de mudança na condução do estado. “Com 44 compromissos, nós vamos virar a chave do estado do Amazonas”, afirmou.

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Em Parintins, Defensoria abre processo seletivo para residência jurídica com bolsa de R$ 2,5 mil

Inscrições seguem abertas até o dia 4 de setembro para candidatos que já tenham concluído a graduação no curso de Direito Da Redação – Portal O Login da Notícia A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPAM) está com inscrições abertas para o processo seletivo de residência jurídica, com atuação presencial no município de Parintins, distante 369 quilômetros de Manaus. O edital contempla vagas de início imediato e formação de cadastro de reserva. Os interessados podem realizar a inscrição até esta sexta-feira (04/9), por meio do link https://forms.gle/KkwWw57yPAxaNUhN8. O residente contará com bolsa mensal no valor de R$ 2.550, já incluso o auxílio-transporte. A jornada de atividades será de 30 horas semanais, distribuídas em seis horas, pelo período da manhã. Para a defensora pública Monalysa Façanha, que atua na unidade da instituição em Parintins, a residência jurídica também proporciona contato direto com a realidade do atendimento prestado pela Defensoria e amplia a formação dos profissionais. “A experiência na Defensoria Pública permite que o profissional conheça de perto os desafios e a responsabilidade de realizar a assistência jurídica integral e gratuita, especialmente em regiões onde a demanda é elevada. A atuação vai além do aprimoramento técnico na elaboração de peças processuais. O residente aprende a enxergar a pessoa por trás do processo, desenvolvendo uma escuta qualificada e humana nos atendimentos”, afirma a defensora. Poderão participar do processo seletivo os candidatos que já tenham concluído a graduação no curso de Direito e que consigam comprovar a formação por meio de diploma ou declaração de conclusão de curso de instituições públicas ou privadas credenciadas pelo órgão competente. A seleção será composta por prova de conhecimentos específicos, prevista no conteúdo programático do edital. O candidato receberá, no e-mail indicado na inscrição, o local e o horário da aplicação da prova. Cronograma Mais informações podem ser conferidas no site da instituição, na aba Diário Oficial, edição de 31 de agosto, a partir da página 23. Texto: Aline FerreiraFoto: Divulgação/DPAM

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Rodada de Negócios do Pirarucu conecta comunidades ribeirinhas da Amazônia a empresas em Tefé (AM)

Evento promovido pelo Projeto Entre Águas Amazônicas reuniu comunidades manejadoras de pirarucu e empresas do setor alimentício interessadas em fortalecer a cadeia produtiva sustentável da região Da Redação – Portal O Login da Notícia Distribuidores, supermercados, restaurantes e demais interessados na comercialização de pescado sustentável participaram, no dia 27 de agosto, em Tefé (AM), da XVIII Rodada de Negócios do Pirarucu de Manejo Sustentável. O encontro reuniu grupos manejadores, compradores e representantes envolvidos na cadeia produtiva do pirarucu, promovendo negociações diretas com comunidades que atuam no manejo sustentável da espécie. Durante o evento, associações e grupos de manejadores assessorados pelo Instituto Mamirauá tiveram a oportunidade de negociar diretamente com empresas e discutir possíveis acordos comerciais. A iniciativa contribuiu para fortalecer o modelo produtivo, conciliando a conservação dos recursos naturais com o desenvolvimento sustentável e social das comunidades que atuam com o manejo da espécie. “A Rodada de Negócios é muito mais do que um espaço para comercialização da produção anual. É o momento em que aproximamos diretamente as comunidades manejadoras dos compradores, fortalecendo relações comerciais de longo prazo e demonstrando que é possível conciliar conservação da biodiversidade, geração de renda e desenvolvimento sustentável na Amazônia”, afirmou Ana Cláudia Gonçalves, coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá. A Rodada de Negócios do Pirarucu é realizada anualmente há 18 anos e, nos últimos dois anos, passou a integrar o Projeto Entre Águas Amazônicas, executado pelo Instituto Mamirauá, organização vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O projeto conta com apoio técnico da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). Assessoramento pós-evento Após a Rodada de Negócios, o Instituto Mamirauá continuou acompanhando as tratativas, oferecendo suporte na elaboração de contratos de compra e venda da produção e orientações sobre os procedimentos para o ingresso local nas unidades de conservação, a emissão das guias de trânsito e comercialização da produção e a declaração de estoque.“A crescente demanda por alimentos produzidos de forma sustentável representa uma oportunidade importante para as comunidades amazônicas. Os alimentos aquáticos fornecem pelo menos um quinto da proteína animal consumida por cerca de 3,1 bilhões de pessoas, e o setor pesqueiro sustenta mais de 600 milhões de empreendimentos que se constituem em meios de vida de famílias, principalmente rurais, em todo o mundo, segundo o último relatório ‘O Estado Mundial da Pesca e da Aquicultura’ — SOFIA 2026, divulgado pela FAO”, afirmou Jorge Meza, representante da FAO no Brasil. Safra de 2026 Realizada em Tefé, a XVIII Rodada de Negócios marcou o início da comercialização da safra de pirarucu de manejo de 2026. A previsão para a temporada é de aproximadamente 630 toneladas de pescado, cuja comercialização ocorre por meio de feiras, da Marca Coletiva Gosto da Amazônia, da Indicação Geográfica Mamirauá e da Rodada de Negócios.Mais de 60% da produção prevista esteve disponível para negociação durante o evento, que se consolidou como um dos principais ambientes de articulação comercial da cadeia produtiva do pirarucu de manejo sustentável. Na edição de 2025, a Rodada de Negócios reuniu representantes de 18 grupos de manejo, envolvendo 45 comunidades e aproximadamente 940 manejadores e manejadoras da região do Médio Solimões, demonstrando a capacidade de organização e produção das comunidades participantes. Referência em recuperação de recursos pesqueiros Os resultados alcançados pelo manejo refletem mais de 25 anos de construção conjunta entre pesquisadores, técnicos e comunidades amazônicas. A iniciativa transformou um peixe ameaçado pela sobrepesca em uma das maiores referências mundiais de manejo sustentável de recursos pesqueiros. Nas áreas assessoradas pelo Instituto Mamirauá e instituições parceiras, as populações de pirarucu aumentaram cerca de 620% desde o início do programa de manejo, enquanto a atividade já gerou mais de R$ 40 milhões em renda para as comunidades envolvidas. Atualmente, o manejo sustentável do pirarucu é reconhecido como uma das experiências brasileiras de maior destaque no uso sustentável da biodiversidade, conciliando conservação dos recursos naturais, segurança alimentar e desenvolvimento socioeconômico. Além da recuperação populacional da espécie, o manejo também permitiu o retorno de indivíduos de grande porte. O tamanho dos pirarucus capturados é um dos indicadores utilizados para avaliar a recuperação dos estoques de peixes. Atualmente, nas áreas de manejo, os pirarucus pescados apresentam comprimento médio de 1,72 metro, com registros de exemplares superiores a 2,40 metros. Beneficiando a região em seus aspectos ambientais e sociais, o modelo também atende à crescente demanda do mercado por alimentos produzidos com responsabilidade socioambiental. Cada exemplar comercializado é proveniente de áreas manejadas, onde a pesca ocorre sob critérios técnicos, monitoramento científico e protagonismo das comunidades locais, garantindo a legalidade, a rastreabilidade e a sustentabilidade do produto. Projeto Entre Águas Amazônicas O Projeto Entre Águas Amazônicas busca fortalecer processos participativos de gestão dos recursos naturais, a conservação da biodiversidade amazônica e a manutenção dos estoques de carbono, especialmente em áreas protegidas dos estados do Amazonas, Pará e Amapá. Instituto MamirauáFotos: Tácio Melo

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Pedreiro defende a própria causa no TRT-11 e consegue reconhecimento de vínculo trabalhista em Manaus

Pela primeira vez, um trabalhador fez sustentação oral na Segunda Turma do TRT-11 usando o direito garantido pelo artigo 791 da CLT, em caso de reconhecimento de vínculo empregatício com construtora Da Redação – Portal O Login da Notícia O pedreiro Edilson Takahara foi o primeiro trabalhador a fazer, em 17 de agosto, uma sustentação oral diante dos desembargadores da Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR). Ele usou o chamado jus postulandi (latim), que é o direito de a própria pessoa atuar na Justiça do Trabalho sem precisar, necessariamente, de advogado. O processo dele trata do reconhecimento do vínculo de emprego e a sentença em primeira instância havia reconhecido como empregado de construtora. Nos 10 minutos em que falou na tribuna, Edilson agradeceu e disse que teve medo e vergonha de ir até a tribuna, mas estudou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para conseguir fazer a sustentação oral. “Para mim, não é tão fácil, acho que todo mundo sabe disso. Porque eu tive que me esforçar para vencer essa barreira de criar coragem de vir até aqui, mesmo com todo mundo dizendo: ‘Olha, não adianta, você não vai saber falar’. Então, eu me esforcei estudando o básico em relação à CLT, em relação ao meu caso”, disse. O pedreiro também ressaltou que a empresa estava tentando caracterizá-lo como “trabalhador autônomo”, mas não apresentou prova nenhuma disso durante o processo. Para mostrar que essa ideia não tem sentido, ele deu o exemplo do trabalho em balancim e perguntou: “Como um pedreiro que sobe lá no alto do prédio pode ser autônomo e trabalhar sozinho? Como é que ele abastece o balancim? Como é que ele desce?” Ele afirmou que isso não existe, que um pedreiro não consegue fazer esse serviço sozinho, sem a estrutura da empresa. Para rebater a tese do trabalho autônomo, Edilson descreveu sua rotina na obra: “Gostaria de falar da realidade concreta que eu vivi na obra. O condomínio é um edifício de 15 pavimentos, o trabalho sempre foi na área externa, trocando pastilha e revestimento em todas as faces do prédio, com acesso por cordas. E eu pergunto excelências: como um trabalhador autônomo poderia fazer isso se não estivesse inserido em uma equipe? Se não seguisse orientação do engenheiro e do encarregado? É uma tese incompatível com a realidade do que aconteceu na obra.” Depois que o pedreiro terminou de falar, o relator do processo, Juiz do Trabalho Sandro Nahmias Melo, lembrou que a Justiça do Trabalho sempre foi acessível e que tem uma regra que permite ao trabalhador se defender sozinho, sem advogado, por meio do jus postulandi, possível até o segundo grau da Justiça do Trabalho. “A Justiça do Trabalho, que sempre foi e sempre se manteve acessível ao jurisdicionado, a qualquer jurisdicionado, tem como característica histórica o jus postulandi, que pode ser exercido em todos os graus, limitado até o Tribunal Superior do Trabalho, mas permite que um trabalhador que exerce a atividade digna de pedreiro venha a esta turma e tenha o seu direito de sustentar oralmente.” Sobre o processo, o colegiado negou tanto o recurso da empresa quanto o do trabalhador, mantendo, em essência, a sentença que reconheceu o vínculo empregatício entre setembro de 2023 e abril de 2024 e condenou a empresa a pagar aviso-prévio, 13º salário, férias e multa, além de condenar a reclamada a responder subsidiariamente pelos créditos reconhecidos, com o valor da condenação fixado em R$ 21 mil. Confira a sustentação oral completa no link: https://www.youtube.com/watch?v=Cxbp0lU5cew&list=LL&index=4&t=4878s O que é jus postulandi? O chamado “jus postulandi” (direito de pedir), garantido pela CLT, no artigo 791, permite ao trabalhador acionar a Justiça do Trabalho sem a necessidade de advogado, assegurando acesso gratuito e direto ao Judiciário. Por conta desse direito, os trabalhadores do Amazonas e de Roraima podem ingressar com processo trabalhista no TRT-11 gratuitamente. O serviço de tomada de reclamatória, também chamado de atermação, pode ser realizado presencialmente no Fórum Trabalhista de Manaus (FTM), no Fórum de Boa Vista (FTBV), ou online pelo site do TRT-11 para moradores fora das capitais, mediante o preenchimento de formulário virtual. Para mais informações, acesse a área do serviço de ação trabalhista (atermação), disponível no link: https://portal.trt11.jus.br/index.php/sociedades/atermacao. Para dar início a uma reclamação trabalhista, é necessário apresentar documentos que comprovem a relação de emprego e identifiquem as partes envolvidas. Entre os principais estão a Carteira de Trabalho Digital (CTPS), um documento de identidade (RG, CPF ou CNH), o CNPJ e o endereço completo da empresa, além de provas como contrato de trabalho, termo de rescisão, recibos de pagamento e outros documentos que ajudem a comprovar os fatos. Esse serviço é voltado para casos mais simples. Dessa forma, quem não tem condições de arcar com custos advocatícios pode propor a ação pessoalmente e acompanhá-la até o fim no TRT-11, de maneira prática. Caso o processo chegue ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), o acompanhamento por um advogado ou advogada se torna obrigatório. Saiba mais como ingressar com ação trabalhista na Justiça do Trabalho do Amazonas e Roraima sem a necessidade de advogado: https://portal.trt11.jus.br/index.php/comunicacao/11534-como-ingressar-com-acao-trabalhista-na-justica-do-trabalho-do-amazonas-e-roraima-sem-a-necessidade-de-advogado

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