Bruno Pacheco – Da Redação O Login da Notícia
ITACOATIARA (AM) – A Secretaria Municipal de Educação (Semed) anunciou, no início da noite desta sexta-feira, 19, que a Prefeitura de Itacoatiara, no interior do Amazonas, deu entrada no pedido de compensação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), do Ministério da Educação, para garantir o pagamento do reajuste salarial dos professores municipais.
“A Prefeitura de Itacoatiara deu entrada, no dia de hoje, a solicitação de compensação de recursos do Fundeb, visando a complementação para pagar o reajuste do piso salarial dos servidores da Educação. A ação foi acordada em reunião com os representantes da categoria, realizada no gabinete do prefeito”, declarou a pasta, em uma publicação nas redes sociais.
Na postagem, a Semed destaca ainda os esforços da gestão municipal para o cumprimento do reajuste, estabelecido em janeiro deste ano pelo MEC. Segundo a secretaria, o Executivo está “buscando incansavelmente” meios que visem a satisfação de todos.
“Reforçamos que a gestão municipal, em nenhum momento, se indispôs a fazer a adequação salarial de seus servidores e está buscando incansavelmente mecanismos e soluções que visem uma resolução satisfatória para todos”, frisou.
O pedido
A solicitação para complementação do repasse para o pagamento do reajuste salarial dos professores foi resultado da primeira reunião em que o prefeito Mário Abrahim (PSC) e o Sindicato dos Profissionais da Educação Municipal de Itacoatiara (Sinpemi) estiveram frete a frente, na última segunda-feira, 15, após dois anos.
O envio do recurso visa suprir a incapacidade financeira do Executivo municipal para garantir o reajuste salarial da categoria. A expectativa é que, em 30 dias, a prefeitura de Itacoatiara tenha um retorno do governo federal, segundo o sindicato.
O reajuste é a principal reivindicação dos professores, que esperam o cumprimento da portaria N° 17, publicada em janeiro deste ano pelo MEC, em que o governo federal estabelece o reajuste de 14,95% no piso salarial da categoria em todo o País. Após os 30 dias de aguardo, o objetivo de ambas as partes (professores e prefeitura) é chegar em um denominador comum.
“Em 30 dias, nós vamos reunir novamente para ver qual foi o percentual mandado [pelo MEC] para fazer o repasse e chegar em um denominador comum. Infelizmente, acreditamos que não será o que nós queremos, mas vamos ver o que a prefeitura terá a nos oferecer. Até lá, estaremos tomando outras providências e convocando uma assembleia com nossos sindicalizados para ver os próximos passos”, destacou na última segunda-feira, 15, a professora Valdenice Furtado, presidente do sindicato.