Mulheres de terreiro do Amazonas participam do 5º Encontro Nacional da Renafro Saúde, em Salvador
Lideranças femininas do Amazonas participam do Encontro Nacional da Renafro Saúde, em Salvador, para debater saúde, cultura e religiosidade
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Universo Geek Museu 2024 agita Manaus nos dias 24 e 25 de maio com cosplay, cultura, games e muito mais no Palacete Provincial.
Velha Serpa recebeu evento com presença de mestres, pesquisadores, educadores e comunidade
O evento é fruto do projeto “Ancestralidade e Resistência”, idealizado pela Escola de Capoeira Quilombo Eliseu Luz e organizado pelo contramestre Chocolate (Foto: Paulo Ricardo/O Login) Bruno Pacheco – Portal O Login da Notícia Uma roda que une passado, presente e futuro. A ginga que carrega ancestralidade, resistência e alegria. Foi com esse espírito que a Escola Estadual Senador João Bosco Ramos de Lima, em Itacoatiara (AM), viveu momentos inesquecíveis durante o 1º Festival de Capoeira – Ancestralidade e Resistência. Ao longo de um dia inteiro, durante os turnos da manhã e da tarde, mestres, contramestres, músicos e estudantes celebraram a capoeira como uma expressão viva da cultura afro-brasileira. O som do berimbau ecoou pelos corredores, acompanhando oficinas, palestras e rodas vibrantes que emocionaram participantes de todas as idades. O evento é fruto do projeto “Ancestralidade e Resistência”, idealizado pela Escola de Capoeira Quilombo Eliseu Luz e organizado pelo contramestre Chocolate, com apoio da professora e mestre Rosilene Cassiano. A ação foi contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e transformou a escola em um centro pulsante de cultura e identidade. “A culminância de hoje é o resultado de um trabalho que começou ainda em dezembro. A Escola João Bosco se tornou modelo para aplicarmos esse projeto que trabalha ancestralidade e resistência com os alunos”, explicou o contramestre Chocolate. Professora de História e coorganizadora da iniciativa, Rosilene destacou a força da parceria: “Começamos em sala de aula e depois levamos para os espaços livres. Os alunos abraçaram o projeto. O mais bonito é que isso não termina aqui. Queremos levar a capoeira para outras escolas.” Para a gestora da escola, Carla Rodrigues, o festival é mais do que uma ação cultural: “A capoeira permite trabalhar temas como discriminação racial, inclusão e cidadania. Trazemos a conscientização não só por meio de palestras, mas através da prática social.” No pátio da escola, crianças se divertiam ao simular movimentos da luta-dança, mestres orientavam com firmeza e afeto, e os tambores do berimbau conduziam uma verdadeira celebração da ancestralidade. “Eu não sabia o conceito da capoeira. Com os mestres, entendi mais sobre a cultura”, contou a estudante Emanuelly Sophia, de 13 anos.“Estou gostando muito. A capoeira incentiva os alunos a praticarem um esporte que eu amo”, disse o colega Andrey Nelberth, também de 13 anos. A pedagoga Elisabeth Barros ressaltou os benefícios pedagógicos: “A capoeira ajuda na concentração, disciplina e trabalha corpo e mente. Isso flui no processo de aprendizagem.” Mestre Chaguinha, um dos pioneiros da capoeira no Amazonas, destacou a importância do evento num ano especial: “Nossa escola completa 50 anos e continua promovendo a arte da capoeira. É uma alegria ver isso acontecer aqui.” Outros nomes importantes da capoeira e da cultura local marcaram presença, como o instrutor William Luz (Esticado), que enfatizou a dimensão interdisciplinar da prática: “A capoeira não se limita à prática física. Ela exige raciocínio, conhecimento histórico e cultural.” Também esteve presente o mestre Louva-a-Deus, integrante da banda Raízes Caboclas e professor da rede estadual, que ressaltou o valor educativo do festival: “É uma alegria participar. Também sou professor da escola Mayara Raddi e da matriz da Educação Especial no Amazonas. Contribuir com esse evento é, antes de tudo, colaborar com um movimento educativo e cultural.” O festival também abriu espaço para inclusão e interculturalidade. O colombiano Christian Molina, o Besouro, reforçou o convite aos jovens: “A capoeira é uma ponte entre culturas. Convido todos a se unirem a esse projeto maravilhoso.”E Nayra Rodrigues, intérprete de Libras, celebrou a abertura para a comunidade surda:“A introdução da Libras na capoeira pode incluir alunos que ainda estão à margem. É um passo importante.” A secretária adjunta da CREI, professora Guiomaci Aquino, definiu o festival como um marco: “Capoeira é cultura, esporte e resistência. E deve estar presente nas escolas. O projeto plantou sementes de orgulho e pertencimento.” Como destacou o contramestre Canelão: “Nosso objetivo é inserir a capoeira de forma efetiva no ambiente escolar, mostrando que ela ensina história, musicalidade, movimento e cidadania.” Para o professor, mestre e escritor Éder Gama, a capoeira reforça o pertencimento negro na cultura de Itacoatiara: “Ela revela a face negra da cultura local. É uma dança, uma luta e um símbolo de resistência.” O brilho nos olhos dos estudantes ao final do evento não deixava dúvidas: onde houver vontade de aprender, a capoeira estará pronta para ensinar. E se engana quem pensa que há idade certa para começar. Confira a videoreportagem completa:
Evento reúne empresários, trabalhadores e famílias em programação diversificada até o dia 16 de maio
O evento acontece na sede da academia, localizada na Avenida Rui Barbosa
Com poltronas reclináveis, cardápio premium e lobby exclusivo, novas salas VIP UCI DE LUX elevam a experiência de cinema em Manaus
Projeto idealizado por Cléia Alves propõe reflexão sobre ancestralidade, pertencimento e resistência negra por meio da dança e roda de conversa
Onça-Pintada envolta de outros bichos da floresta impressionou pela beleza e técnica usada para dar vida à pintura (Foto: Bruno Pacheco/O Login) Bruno Pacheco – Portal O Login da Notícia Uma das obras que marcaram a exposição coletiva “RAÍZES: Memórias e Expressões de Itacoatiara”, realizada na última terça-feira, 22, em Itacoatiara, a pintura de uma Onça-Pintada envolta de outros bichos da floresta impressionou pelo olhar fixo do maior felino das Américas e a beleza e técnica usada para dar vida à arte, que tem autoria do amazonense Téo Braga. Veja também: Exposição “RAÍZES” celebra a arte e a memória de Itacoatiara no Centro Cultural Velha Serpa A obra traz a magia da floresta amazônica e seus animais silvestres, junto a cores vibrantes e o olhar cuidadoso em cada detalhe da arte deixam a marca registrada do autor. A pintura conta com uma onça-pintada no centro da tela, olhando atentamente para o telespectador. Nos arredores da onça, estão tucanos, araras, preguiças, peixes e outras aves no meio da floresta amazônica. A obra é do artista plástico Téo Braga e foi exibida pela primeira vez na exposição Amazonas Esplender Natural, realizada no início de abril deste ano e, novamente, na exposição Raízes. Téo Braga é natural de Autazes e morador do município de Itacoatiara, onde vem construindo sua carreira artística. “A minha inspiração é na própria natureza”, afirmou o autor. Em 2025, o artista foi um dos selecionados para participar e expor sua obra no “Amazon Day Festival NY”, um evento em Nova York que celebra o Dia da Amazônia, com foco em arte, gastronomia, sustentabilidade e cultura amazônica. Veja mais sobre a obra:
Ele é um dos sete cardeais brasileiros com direito a voto no conclave