Governador Wilson Lima anuncia investimento de R$ 10,7 milhões em editais culturais

Anúncio prevê seleção de 127 projetos e abertura de cadastro reserva pela Política Nacional Aldir Blanc (Diego Peres/ Secom) Da Redação – Portal O Login da Notícia O governador Wilson Lima anunciou, neste sábado (21/06), o lançamento de seis novos editais de fomento cultural, que estarão com inscrições abertas a partir do dia 30 de junho. A iniciativa integra o pacote de ações de incentivo à Cultura e ao Turismo do Governo do Amazonas na semana que antecede o Festival de Parintins e representa um investimento de R$ 10,7 milhões, com recursos do Ministério da Cultura, por meio do primeiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). Durante o anúncio, o governador destacou a importância do apoio aos artistas e à produção cultural no estado. “Os artistas se credenciam nesse nosso edital para que possam ser contemplados. É mais uma ajuda que nós estamos trazendo para o município de Parintins e nesse contexto eu queria também fazer menção à galeria Cidade Aberta em que por toda a cidade nós espalhamos arte, contratamos 85 artistas para desenhar murais e todos eles contando a história de Parintins”, ressaltou Wilson Lima. Os editais serão lançados pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e do Fundo Estadual de Cultura. Com foco em ações da Lei Cultura Viva, pesquisa, formação, manutenção de espaços culturais e incentivo a festas populares, a seleção contemplará 127 projetos, beneficiando artistas, produtores, coletivos e grupos tradicionais em todo o estado. A medida representa mais um impulso à economia criativa amazonense, com impactos diretos na geração de renda, no fortalecimento dos saberes populares e na valorização da diversidade cultural. Os seis editais contemplam as seguintes categorias: Festas e Festejos Populares, Pontões de Cultura, Pontos de Cultura, Prêmio Juarez Lima para Pontos de Cultura, Espaços Culturais e Pesquisa em Cultura e Patrimônio. Os detalhes completos das chamadas públicas estarão disponíveis no portal [cultura.am.gov.br] a partir de 30 de junho. Com a publicação desses novos editais, o Governo do Amazonas atinge a marca de 18 seleções públicas voltadas ao setor cultural entre 2024 e 2025. Chamamento para Cadastro Reserva Além do pacote de editais, o governador anunciou a abertura do chamamento público para cadastros reserva dos editais da Política Nacional Aldir Blanc, Ciclo 1, também a partir de 30 de junho. A iniciativa tem o objetivo de garantir o aproveitamento de recursos remanescentes e rendimentos, ampliando o alcance do apoio a projetos nas áreas de circo, música, dança, culturas indígenas, população trans e cultura popular. O valor destinado a essa etapa adicional é de R$ 2,7 milhões. Galeria Cidade Aberta Durante a agenda em Parintins, Wilson Lima visitou uma das obras da 4ª edição do projeto Parintins Galeria Cidade Aberta. Este ano, o projeto envolve cerca de 85 artistas, que realizaram obras em 19 murais espalhados pela cidade, levando cores e identidade local a muros de residências, espaços públicos e estruturas do próprio Bumbódromo. Além das novas obras, o projeto contempla a restauração de murais das edições anteriores. Parte desses trabalhos já foi revitalizada, garantindo que a cidade mantenha viva a memória das criações passadas e valorize seus artistas. O artista Andrew Viana é um dos participantes da edição deste ano e fala sobre a oportunidade de valorização dos artistas. “Isso foi uma grande oportunidade e um grande incentivo também para todos nós. O governo do estado do Amazonas está semeando a arte, nos ajudando a semear a arte. E a galeria Cidade Aberta está dando essa oportunidade que a gente tava esperando há muito tempo”, disse Andrew. Criado há quatro anos, o Parintins Galeria Cidade Aberta tem como missão valorizar os artistas de rua locais, oferecendo visibilidade e remuneração justa com base nos valores de mercado nacional. Desde 2019, o investimento total do Governo do Amazonas no setor cultural já ultrapassa a marca de R$ 100 milhões, reforçando o compromisso com a preservação da identidade, a valorização dos artistas e o fortalecimento da cultura no estado. (*) Com informações da assessoria

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Fiéis de Itacoatiara pintam a Avenida Parque de fé e cores no Corpus Christi

Grupos de paroquianos, jovens e famílias se reúnem desde cedo na Avenida Parque Bruno Pacheco – Portal O Login da Notícia Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (19), a Avenida Parque, em Itacoatiara, se espalha de fé, cores e tradição. Em celebração ao Corpus Christi, católicos se mobilizam para confeccionar os tradicionais tapetes, que receberão a procissão do Santíssimo Sacramento, unindo devoção à expressão artística comunitária. Grupos de paroquianos, jovens e famílias se reúnem desde cedo na Avenida Parque. Organizados por trechos, cada equipe cuida da arte, mesclando símbolos religiosos — pães, cálices e motivos bíblicos — com desenhos alusivos à fé católica e à identidade itacoatiarense. Em Itacoatiara, essa prática retorna com força: a tradição foi retomada em 2024 após alguns anos de pausa — inclusive no mesmo local e formato registrado no feriado do ano passado. Nesta quinta-feira, uma forte chuva atrasou os trabalhos, mas por volta das 8h clima colaborou para um início tranquilo. O que são os tapetes de Corpus Christi? Uma tradição secular trazida de Portugal, os tapetes simbolizam reverência ao Corpo e Sangue de Cristo, presente na Eucaristia. Feitos com materiais locais — como serragem colorida, sal, borra de café, flores, pedras e palha — estes painéis se estendem por metros ao longo do percurso da procissão. Corpus Christi é um dos principais feriados do calendário católico, celebrado sempre na quinta-feira após o Domingo da Santíssima Trindade e seis semanas depois da Páscoa. Para os fiéis, é momento de reafirmar publicamente a crença na presença real de Cristo na Eucaristia, manifestada com vias enfeitadas e procissões. ⏱ Cronograma das celebrações07h – Início da confecção dos tapetes; 17h30 – Missa solene em frente à Igreja Matriz, presidida pelo bispo Dom Edmilson Tadeu. Após a celebração da missa, procissão segue a rota colorida da Avenida Parque, percorrendo os tapetes até a Praça Central.

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“As aventuras da Cunhã”: Editora UEA lança HQ na Bienal do Livro 2025, no Rio de Janeiro

A obra é organizada pela cunhã-poranga do boi Garantido, Isabelle Nogueira, e pelo pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA, Darlisom Ferreira (Daniel Brito/UEA) A força, a alegria e a imaginação da Amazônia ganharam destaque, no domingo (15/06), na Bienal do Livro 2025, no Rio de Janeiro, com o lançamento da obra “As aventuras da Cunhã”, da Editora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A HQ, organizada por Isabelle Nogueira e pelo pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA, Darlisom Ferreira, apresenta a personagem Cunhã, inspirada na trajetória de Isabelle como cunhã-poranga (moça-bonita) do Boi Garantido e símbolo de força e representatividade. Na história, Cunhã sai de uma sala de aula e embarca, com seus amigos Manu e Gerson, sua mãe Jaqueline e a arara Jackson, em uma viagem de barco rumo ao Festival de Parintins. Pelo caminho, o grupo vive aventuras que celebram os mitos, os saberes do povo da floresta e os encantos da Amazônia, em uma narrativa que mescla coragem, fantasia e tradição. Veja também: Cheia no Amazonas já afeta mais de 425 mil pessoas; 36 municípios estão em situação de emergência Com ilustrações e linguagem acessível, a HQ busca dialogar com leitores de todas as idades, despertando o interesse pelas raízes culturais da região, por meio de uma estética cuidadosa que transporta o leitor para a Parintins, a Ilha da Magia. Colaboração da universidade Para o curador educacional e organizador da obra, Darlisom Ferreira, a HQ representa mais do que uma aventura em quadrinhos. Trata-se de um projeto que nasce do diálogo entre educação, cultura e identidade amazônica. Ele destaca o papel da universidade, por meio da gestão do reitor André Zogahib, e a importância da trajetória de Isabelle Nogueira, professora por formação, como base para a criação da personagem. “Construir ‘As aventuras da Cunhã’ foi um processo muito cuidadoso que envolveu escuta, pesquisa e sensibilidade. Trabalhamos lado a lado com a Isabelle para garantir que a personagem Cunhã tivesse elementos autênticos de sua trajetória pessoal mas, também, aspectos simbólicos que representassem as mulheres amazônidas como um todo, com sua força, sua alegria, sua coragem e sua conexão com a natureza”, afirmou o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA. Orgulho amazônida Professora por formação e apaixonada pela educação, Isabelle Nogueira fala sobre o sonho de levar orgulho e pertencimento às crianças da Amazônia por meio da HQ “As aventuras da Cunhã”. “A educação é a chave para transformar o mundo. Sonhei com esta obra para que alcançasse todos os públicos, algo que a família inteira pudesse aproveitar. É na infância que plantamos as sementes que esperamos colher no futuro. Quero que as crianças, especialmente as da Amazônia, sintam orgulho da nossa cultura, da nossa história, de tudo o que temos”, destacou Isabelle. “O livro conta com prefácio escrito pela ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, fato que reforça a relevância da obra como instrumento de valorização das culturas originárias e de fortalecimento das identidades amazônicas desde a infância”, explica a diretora da Editora UEA, Professora Isolda Prado. Responsável pelas ilustrações da obra, o quadrinista Eunuquis Aguiar Muniz conta que dar vida à personagem foi uma experiência única. “Traduzir a história de uma personalidade tão importante para a nossa Amazônia foi um desafio agradável. Eu e a Fernanda Costa viajamos até Parintins para colher referências visuais e ouvir os relatos das pessoas sobre os bois-bumbás. Também visitamos a escola onde a Cunhã estudou aqui em Manaus para ter uma base real da sua trajetória”, afirmou. Gabriel Anart, membro da RJ Encarnada, torcida do Garantido no Rio de Janeiro, explica que o lançamento proporcionou uma oportunidade inédita para os fãs cariocas. “A Bienal nos deu a chance de estar pertinho de um dos itens do nosso boi e, também, de adquirir um pouco mais dessa cultura tão linda”, completou. (*)Com informações da Assessoria

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