No AM, combate a crimes ambientais resultam em ações de embargos, multas e infrações

Da Redação – Portal O Login da Notícia MANAUS – As ações de combate às queimadas no estado com medidas efetivas de prevenção e repressão de crimes ambientais no Amazonas já fez a aplicação de multas na ordem de R$ 143 milhões, no período de 29 de março a 12 de outubro de 2023. As diligências ocorrem por meio da Operação Tamoiotatá e demais frentes de trabalhos desenvolvidos por órgãos estaduais e federais. Nesse período, mais de 29 mil hectares foram embargados, provenientes de 240 autos de infração. Os dados são referentes à Operação Tamoiotatá, a maior força-tarefa integrada de ações preventivas e repressivas de enfrentamento ao desmatamento e às queimadas criminosas no estado, principalmente, na região metropolitana de Manaus e no sul do Amazonas. “Temos trabalhado, com nossas equipes, para combater as queimadas, principalmente, aqui, na Região Metropolitana de Manaus e no sul do estado. Já detivemos mais de 100 pessoas e aplicamos mais de R$ 140 milhões em multas por crimes ambientais”, disse o governador Wilson Lima. O estado registrou a redução no número de focos de incêndio na região metropolitana, de 675 durante o período mais crítico da crise, entre os dias 1º e 10 de outubro, para apenas 6 focos registrados na quinta-feira (02/11). “O Ipaam tem atuado de forma efetiva. Nossos fiscais estão em campo, tanto na região metropolitana quanto no sul do estado. Com base em dados já consolidados pela Operação Tamoiotatá, mais de 29 mil hectares foram embargados e cerca de R$ 143 milhões em multas já foram aplicados a quem comete crimes ambientais. Até o final do ano esse número deve aumentar, conforme os autos são inseridos no sistema para a efetivação da autuação remota”, comentou o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente. No interior, a Operação Tamoiotatá atua com equipes em duas bases paralelas de atuação, uma no município de Apuí (a 453 quilômetros de Manaus) e outra em Humaitá (a 590 quilômetros de Manaus), a fim de ampliar a presença do Estado na região. Os municípios-base contam com Centrais Integradas de Coordenação Operacional Municipal (Cicop), que atuam na geração de informações de Inteligência da Operação, em articulação direta com o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) em Manaus. Apoio A Operação Tamoiotatá é uma ação permanente, realizada todos os anos, que tem início em fevereiro e se estende até novembro. A operação é coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), e conta com o apoio de integrantes da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), por meio da qual participam o Batalhão Ambiental da Polícia Militar (BPAmb), a Polícia Civil (PC-AM), o Corpo de Bombeiros (CBMAM), a Defesa Civil do Amazonas, e da Secretaria Executiva Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada (Seagi).

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Satélites de monitoramento mostram influência de queimadas no Pará na qualidade do ar no Amazonas

Registros de focos de queimadas na Amazônia: entre 26/10/23 e 03/11/23, o estado do Pará registrou 5.305 focos. Na Região Metropolitana de Manaus foram registrados 149 focos, no mesmo período – Foto: Imagem de satélite do Inpe Da Redação – Portal O Login da Notícia MANAUS – Imagens dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitoram os focos de queimadas na Amazônia, mostram a grande contribuição de incêndios florestais no Estado do Pará, próximo à região do Baixo Amazonas, na intensificação da fumaça sobre a capital Manaus desde o final de outubro, quando a qualidade do ar na cidade voltou a ficar comprometida. De acordo com o Inpe, de 26 de outubro, até ontem (03/11), 5.305 focos foram registrados no estado do Pará e, em menor intensidade, na Região Metropolitana de Manaus (RMM), onde no mesmo período foram registrados 149 focos.  Apesar da intensificação da fumaça na capital, na sexta-feira, apenas 9 focos foram notificados pelo Inpe na RMM. Na mesma data, 71 focos foram registrados no estado vizinho.  Conforme imagens do satélite GOES-16, fornecidas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), o fluxo de ventos tem trazido o material particulado em suspensão para a Região Metropolitana de Manaus (veja GIF e link no final da matéria), que tem encontrado dificuldades em se dispersar devido à ausência de chuvas e calor intenso na região, potencializados pelo El Niño severo deste ano. “Podemos verificar por imagens dos satélites que todos os municípios, que sofrem influência do Rio Amazonas, que serve como um corredor de fluxo de ventos, até chegar a Manaus, têm sido impactados pela fumaça mesmo sem ter focos de incêndios registrados”, explicou o secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira. Com a baixa precipitação, a massa de calor sobre Manaus deve continuar a interferir na qualidade do ar para os próximos dias, uma vez que partículas de fumaça têm encontrado dificuldades em se dispersar nessas condições. De acordo com levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a estação chuvosa no Amazonas, em 2023, está prevista para iniciar no mês de dezembro, podendo ainda ser afetada pela continuidade do El Niño, reduzindo o desenvolvimento vertical de nuvens e os volumes de precipitação, o que pode resultar em um período de chuvas abaixo da climatologia da região. Trabalho de prevenção e combate Desde o mês de março de 2023, o Governo do Amazonas tem atuado nos municípios do sul do Amazonas e Região Metropolitana de Manaus, no combate aos focos de incêndio. Além da Operação Tamoiotatá, estão em plena atuação as Operações Aceiro e Céu Limpo e, desde o dia 11 de outubro, houve a intensificação da presença de forças ambientais e de segurança pública no combate aos focos de queimada na RMM. Como resultado, os focos de calor caíram de 675 – registrados de 1º de outubro a 10 de outubro -, para 194 focos – registrados a partir do dia 11 de outubro até quinta (02/11). Pequenas formações de chuva sobre a região também têm ajudado na redução desses focos. Na terça-feira (31/10), mais 250 servidores, entre bombeiros, policiais militares, analistas ambientais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e agentes do Batalhão Ambiental da PM-AM foram enviados para reforçar as ações em Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaquiri, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo, Careiro Castanho e Autazes.  Outros 116 brigadistas do PrevFogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) continuam atuando nas ações de combate na Região Metropolitana.

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Homem é salvo por brigadistas do Ibama após ser picado por cobra venenosa no AM

Da Redação – Portal O Login da Notícia MANAUS – Dois brigadistas do Ibama percorreram 34 km a pé, ida e volta, para salvar um lavrador picado por uma cobra surucucu-pico-de-jaca, em Careiro (AM), cidade localizada a 123 km de Manaus (AM). Uma equipe do Prevfogo, que está na região trabalhando no combate aos incêndios florestais na região, foi acionada pela Secretaria Municipal de Saúde na manhã da segunda-feira (30) para ajudar no resgate do lavrador. O local é de difícil acesso, mesmo com o uso de aeronaves. Quando partiram para o salvamento, os dois brigadistas e outros dois moradores locais estavam na base do município de Manaquiri – um dos setores da Operação Amazonas 2023. Os dois brigadistas são Jeffite Cordeiro Ambrósio e José Augusto Antunes. Ambos são técnicos em enfermagem e prestaram os primeiros socorros ao lavrador Cícero José de Oliveira. Eles entraram na mata nativa e densa às 11h40, mas só encontraram Cícero seis horas depois, após caminharem 17 km. O lavrador aguardou pelo salvamento por quatro dias. Foi no fim da manhã de 26 de outubro, às margens do rio Juma, que a serpente cruzou o caminho dele e de outras duas pessoas. Cícero fazia a medição de um terreno. A cobra, uma surucucu-pico-de-jaca, é considerada pelo Instituto Butantan a maior serpente peçonhenta das Américas. “Antes de sair da base, pesquisei na internet sobre a cobra. Sabia que se tratava de um animal venenoso e cuja picada causa dor extrema. Na ida, dizia para os companheiros manterem a calma e seguir a linha de raciocínio de que tudo daria certo. Ao encontrá-lo, perguntei: numa escala de zero a dez, qual a intensidade da dor? Ele respondeu: nove”, conta Ambrósio. Rapidamente, ele e José Augusto aplicaram o soro antiofídico. Os três e o restante do grupo deixaram o local do resgate no alvorecer da terça-feira (31). Pouco antes do meio-dia, após cinco horas de caminhada, os três conseguiram chegar a Careiro, onde Cícero – carregado numa rede – foi hospitalizado. Ele está fora de risco de morte. “Um brigadista em combate chega a andar, em média, entre oito e 10 km por dia, são pessoas de certa rusticidade”, atesta o comandante de Incidentes da Operação Amazonas 2023, Kurtis François Teixeira Bastos. O lavrador Cícero José de Oliveira tem 43 anos, três filhas e é lavrador. Possui uma pequena propriedade no município de Careiro e estava encerrando o trabalho e retornando para a casa na tarde do dia 26 quando levou a picada. “Saiu muito sangue. Achei que a situação poderia piorar, então eu e os dois que estavam comigo corremos em direção a estrada por mais ou menos mil metros. Mas a perna travou, foi quando o indígena que estava com a gente foi pedir a ajuda. A gente ainda tinha comida, mas no domingo ficamos por conta de palmito. Na segunda-feira a gente já estava sem água”, recorda o lavrador. Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta) De acordo com o Instituto Butantan, a surucucu ou surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta) possui cor alaranjada contrastando com as manchas escuras ao longo de seu dorso. Ela pode ser considerada a maior serpente peçonhenta das Américas e a segunda maior do mundo, atrás apenas da cobra-rei (Ophiophagus hannah). Pode alcançar mais de 3 metros de comprimento e tem, no fim da cauda, escamas arrepiadas. As escamas de seu corpo são semelhantes à casca de uma jaca – daí o nome popular da espécie. É a única serpente do gênero Lachesis presente no Brasil, e pode ser encontrada em grande parte nos estados do Amapá, Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Ceará e Rio de Janeiro.

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Ibama apreende 73 mil litros de diesel marítimo irregular no Amazonas

Segundo o Ibama, o diesel marítimo estava sem nota fiscal e armazenado de forma irregular (Divulgação) MANAUS – O Ibama informou nessa terça-feira, 31, que apreendeu 73 mil litros de diesel marítimo irregular, durante uma operação de fiscalização do Transporte Aquaviário de Produtos Perigosos (TaqPP), em Manaus (AM). A ação estava prevista no Plano Nacional Anual de Proteção Ambiental (Pnapa) do Instituto. Segundo o Ibama, o diesel marítimo estava sem nota fiscal e armazenado de forma irregular. Também foram apreendidos cinco embarcações sem licenças emitidas pelo órgão ambiental competente, 2.000 unidades de botijas de gás em situação irregular e quatro bombas de sucção sem documento de identificação e usadas para comércio ilegal de combustíveis. Sete mil litros de óleo diesel apreendidos foram doados às polícias civil e ambiental do estado. As atuações aplicadas totalizam R$ 1,17 milhão. A operação TaqPP foi realizada em conjunto com a Delegacia Fluvial da Polícia Civil (Deflu) do Amazonas, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Marinha do Brasil, representada por agentes da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC), e com o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb). (*) Com informações da assessoria

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Em vazante extrema, nível do Rio Amazonas desce ainda mais e atinge novo recorde, em Itacoatiara

Bruno Pacheco – Portal O Login da Notícia ITACOATIARA (AM) – O Rio Amazonas, em Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus), secou ainda mais nesta sexta-feira, 20, e fez a vazante extrema atingir um novo recorde. Segundo o Serviço Geológico do Brasil – CPRM, por volta de 17h30, o nível da água chegou a 76 centímetros, registrando a maior vazante desde que a medição começou a ser feita, no século passado. O primeiro recorde deste ano foi batido ontem, 19, quando a cota da água chegou a 90 centímetros por volta de 5h30 da madrugada. A marca superou a pior vazante anterior, de 2010, quando o nível do rio chegou a 91 centímetros. Desde a manhã dessa quinta-feira, o rio desceu 14 centímetros. A vazante extrema, somente na zona ribeirinha de Itacoatiara, já afeta cerca de 70 comunidades, onde pelo menos 20 estão isoladas. A estiagem, a pior em 25 anos, deixa ainda o município em situação de emergência, segundo a Defesa Civil estadual, com a água descendo a cada instante. A estiagem ocorre em 60 dos 62 municípios do Amazonas e afeta mais de 557 mil pessoas por todo a região, segundo a Defesa Civil estadual. O pescador Elias Peixoto, de 71 anos, que vive da venda de peixes, conta os impactos que a seca representa para ele e o sustento da família.

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Brasil perde 15% de florestas naturais em quase 40 anos, diz MapBiomas

Rede atribui perdas ao avanço da agropecuária no país (Marcelo Camargo/Agência Brasil) Da Redação – Portal O Login da Notícia BRASIL – Em novo levantamento, a rede MapBiomas constatou que, entre 1985 e 2022, houve redução de 15% da área ocupada por florestas naturais no país, passando de 581,6 milhões de hectares para 494,1 milhões de hectares. O principal fator de devastação foi a apropriação da agropecuária, e os últimos cinco anos aceleraram o processo de desmate, respondendo por 11% dos 87,6 milhões de hectares perdidos, revela a Coleção 8 do Mapeamento Anual da Cobertura e Uso da Terra no Brasil. Segundo o trabalho, os biomas que mais viram florestas sumirem nesse período foram a Amazônia (13%) e o Cerrado (27%). O mapeamento considera diversos tipos de cobertura arbórea: formações florestais, savanas, florestas alagáveis, mangue e restinga. De acordo com o MapBiomas, esses ecossistemas ocupam 58% do território nacional. Quando todos são considerados,  a Amazônia (78%) e a Caatinga (54%) aparecem como os biomas com maior proporção de florestas naturais em 2022. O MapBiomas observou, ainda, que dois terços da área destruída, ou seja, 58 milhões de hectares, foram de formações florestais, que são áreas de vegetação com predomínio de espécies arbóreas e dossel contínuo como as florestas que prevalecem na Amazônia e na Mata Atlântica. A diminuição das formações florestais foi de 14% nos 38 anos analisados. O Pampa foi o único em que o patamar se manteve estável, mesmo com o passar dos anos. Pelos cálculos da organização, quase todo o desflorestamento (95%) se deu como consequência do avanço da agropecuária, que implica tanto a transformação de floresta em pastagens como a utilização das áreas para cultivo agrícola. Nas duas primeiras décadas do período sob análise, registrou-se aumento da perda de florestas, seguido de período de redução da área desmatada a partir de 2006. As florestas alagáveis também fazem parte da paisagem da Amazônia e passaram a ser monitoradas pelo MapBiomas neste ano. Tais florestas são caracterizadas por se formar nas proximidades de cursos d’água. Nesse caso, no intervalo de quase 40 anos, foram perdidos 430 mil hectares de florestas, que ocupavam 18,8 milhões de hectares ou 4,4% do bioma em 2022.

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Flagrados: Polícia detém 83 pessoas por crimes ambientais no AM

Os flagrantes e detenções foram registrados três cidades da Região Metropolitana de Manaus (Vicente Silva / PMAM) Da Redação – Portal O Login da Notícia A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) conduziu, entre os dias 12 a 19 de outubro, 83 pessoas a delegacias pela prática de crimes ambientais na capital amazonense e Região Metropolitana de Manaus (RMM). As ações fazem parte da força-tarefa do Governo do Amazonas para reforçar o combate à queimadas e desmatamento ilegais no estado. Os flagrantes e detenções foram registrados em Manaus, Careiro Castanho, Autazes e Rio Preto da Eva, por meio dos efetivos do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e Força Tática. Segundo o comandante-geral da PMAM, coronel Klinger Paiva, as equipes policiais estão empregadas em regiões onde foram registradas maior incidência de focos de incêndio. “Reforçamos o policiamento nos municípios mais afetados, para dar apoio ao efetivo que já atua nestas áreas. Conseguimos inibir ações criminosas e realizamos o flagrante de mais de 80 pessoas nesses locais. Vamos continuar atuando fortemente no combate a ilícitos ambientais”, afirmo. Além dos registros de flagrante e condução de suspeitos para as delegacias, a PMAM apreendeu materiais usados para desmatar áreas verdes, como motosserras, facões, retroescavadeiras, além de armas de fogo como espingardas, armas de fabricação caseira e munições. Força-Tarefa No dia 11 de outubro, o governador Wilson Lima deu o start no reforço das fiscalizações aos crimes ambientais na região do município de Autazes (a 113 quilômetros da capital), com o envio de mais 64 agentes, entre policiais militares e técnicos do Ipaam, além de 16 viaturas e duas aeronaves. O efetivo designado para Autazes é de policiais do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) e das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam). Além disso, a PMAM enviou reforço da Rocam e Força Tática para o município de Iranduba (distante 27 quilômetros de Manaus).

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Rio Amazonas registra pior seca da história em Itacoatiara, mostra CPRM

Nível da água é o menor em 25 anos de medição (Bruno Pacheco/O Login da Notícia) Bruno Pacheco – Portal O Login da Notícia ITACOATIARA – Conhecido como o mais extenso e o que tem mais volume de água doce do mundo, o Rio Amazonas atingiu nesta quinta-feira, 19, a maior seca da história em Itacoatiara, na Região Metropolitana de Manaus. Segundo dados do Serviço Geológico do Brasil – CPRM, o índice alcançou o nível de 90 centímetros na manhã de hoje. A marca supera a pior vazante anterior, de 2010, quando a cota da água chegou a 91 centímetros. Em uma semana, o rio desceu 54 centímetros. No último dia 12, a cota da água registrava 1,44 metros. A medição é feita pelo CPRM em Itacoatiara desde 1998. O órgão registra os números por meio de um sensor, instalado no antigo porto da cidade, e de forma presencial, em uma régua que toca na água e onde técnicos da Defesa Civil municipal de Itacoatiara confirmam os dados. A vazante extrema, somente na zona ribeirinha de Itacoatiara, já afeta cerca de 70 comunidades, onde pelo menos 20 estão isoladas. A estiagem, a pior em 25 anos, deixa ainda o município em situação de emergência, segundo a Defesa Civil estadual, com a água descendo a cada instante. Pelo Amazonas A estiagem ocorre em 60 dos 62 municípios do Amazonas e afeta mais de 557 mil pessoas por todo a região, segundo a Defesa Civil estadual. O pescador Elias Peixoto, de 71 anos, que vive da venda de peixes, conta os impactos que a seca representa para ele e o sustento da família. “É uma situação que passei uma vez na vida e completo duas agora. Para mim, é um pouco triste a gente ficar nesse estado. Todo mundo perde. Para nós, é ainda pior porque a pescaria também sofre com a falta de peixe”, lamentou. Assista:

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Amazonas recebe kits do Ibama para apoiar no combate às queimadas

Reforço de materiais chegou na tarde desta terça-feira (17/10) após pedido feito pelo governador Wilson Lima (Mauro Neto/Secom) Da Redação – Portal O Login da Notícia MANAUS – O Governo do Amazonas recebeu, nesta terça-feira (17/10), mais de 2 mil kits de combate a incêndios do Prevfogo/Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para apoiar o combate aos incêndios no Amazonas. A entrega atende a um pedido do governador Wilson Lima ao Governo Federal para o envio de efetivo e equipamentos para reforçar o combate às queimadas. Foram entregues cantis, facões, lanternas, pinga-fogo, abafadores e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), entre outros. O material vai dar suporte às ações já em curso pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Parte dos kits será distribuída para o interior do estado, em especial para os municípios mais afetados pelos focos de queimadas e que já possuem uma equipe de brigada de incêndio completa e capacitada para lidar com as emergências. “Vamos checar a necessidade das brigadas que estão nos municípios. São equipamentos que precisam de um certo cuidado ao serem manuseados, como o pinga-fogo, por exemplo, que é utilizado no combate do fogo contra fogo. Como é preciso um treinamento, não é qualquer pessoa que pode utilizar”, destacou o subcomandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Borges. ReforçoNo último domingo (15/10), o Governo do Estado recebeu mais equipes de brigadistas do Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A chegada dos 94 servidores vai reforçar o combate às queimadas na Região Metropolitana de Manaus. Com os novos profissionais, chega a 289 o número de brigadistas do Prevfogo disponibilizados para reforçar as ações de combate no Amazonas. O efetivo soma-se a outros quase 600 servidores envolvidos nas ações do Estado, entre bombeiros, brigadistas, policiais e agentes federais, divididos nas Operações Tamoiotatá 3, Aceiro e Céu Limpo. Desde o reforço nas últimas operações, o Amazonas registrou reduções nos focos de calor na Região Metropolitana. Do dia 8 ao dia 10 de outubro foram 415 focos e, a partir do dia 11, quando as ações foram reforçadas, até esta terça-feira (17/10), o número de focos caiu para 28. A proposta para a vinda do Prevfogo é auxiliar as equipes do Corpo de Bombeiros, que já contam com brigadistas contratados pela Sema atuando no Sul do Estado, além dos efetivos da capital e interior.

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Queimadas: Após força-tarefa, Amazonas consegue reduzir focos de calor

Da Redação – Portal O Login da Notícia MANAUS – O governador Wilson Lima anunciou, nesta terça-feira, 17, redução no número de focos de calor após reforço no efetivo para combater incêndios na região metropolitana de Manaus. Entre os dias 8 e 10 de outubro, foram registrados só nessa área 415 focos de calor, ocorrências que caíram para 28 entre os dias 11 e 15 deste mês.  “A gente tem um conjunto de situações, primeiro essa ação que se intensificou e também as chuvas que caíram nos últimos dias ajudaram a diminuir sensivelmente a questão desses focos de calor aqui na região metropolitana”, avaliou Wilson Lima. O balanço sobre a redução de focos de calor foi apresentado durante reunião do Comitê Intersetorial de Enfrentamento à Situação de Emergência Ambiental, instituído e liderado pelo governador. Na ocasião, Wilson Lima também anunciou que se encontrará, nesta quarta-feira (18/10), com o vice-presidente Geraldo Alckmin. “Conversei ontem (16/10) com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e amanhã nós vamos ter uma reunião em Brasília, juntamente com outros ministros que estão tratando dessa questão da estiagem aqui no estado do Amazonas, para apresentarmos um status de como é que o estado está hoje, das ações que já foram feitas, e aí o vice-presidente deve fazer alguns outros anúncios”, informou Wilson Lima. O governador também disse que conversou, por telefone, com o ministro Sílvio Costa (Portos e Aeroportos) que garantiu que, nos próximos dias, começam os trabalhos de dragagem no trecho do rio Amazonas, conhecido como Tabocal, próximo a Itacoatiara (a 176 quilômetros da capital), por onde passam navios com insumos para a Zona Franca de Manaus. Participaram da reunião do Comitê, além do governador, o vice-governador Tadeu de Souza, o secretário executivo de Defesa Civil, coronel Francisco Máximo, e outros secretários e gestores do Governo do Amazonas. Na ocasião, foram atualizadas as ações do Governo do Amazonas para minimizar o impacto da estiagem em áreas afetadas. Focos de calor e incêndios Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, setembro foi o mês mais seco do ano no Amazonas e a primeira quinzena deste mês de outubro também foi atípica, com o registro de 675 focos de calor do dia 1º ao dia 10. “O governador fez uma força-tarefa e determinou que Secretaria de Segurança Pública, o Ipaam e o Corpo de Bombeiros tivessem uma atuação centralizada para conter os crimes ambientais e a gente teve como resultado do dia 11 até hoje, uma redução para 28 focos de calor”, disse Taveira. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, de 12 de julho a 15 de outubro já são 2.386 incêndios combatidos no estado, sendo 695 na capital e 1.691 no interior. Boletim Conforme boletim diário – uma das medidas do comitê – divulgado na manhã desta terça-feira, 57 municípios já estavam em situação de emergência e três em alerta, afetando 138 mil famílias, aproximadamente 557 mil pessoas. Além disso, cerca de 6 mil alunos estão afetados pela estiagem. Com relação à ajuda humanitária, 40 mil cestas básicas estão entregues, em trânsito ou prontas para entrega pelo Governo do Amazonas, por meio da Defesa Civil, em parceria com Exército e Marinha. O Estado também segue com entregas de alimentos do Merenda em Casa, com mais de 2,2 mil kits já entregues. O rio Negro continua em descida, após registrar a maior vazante da história. Nesta terça-feira, chegou à cota de 13,49m. Em Tabatinga (a 1.108 quilômetros da capital), o rio Solimões registrou 11 cm de subida, de segunda para terça, reflexo das subidas dos rios peruanos Maranon e Ucaialy. Ainda nesta segunda, a Hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, voltou a operar devido ao aumento no volume de água vindo dos rios das cabeceiras, provocado pelas últimas chuvas. A Usina estava sem operar desde 1º de outubro. Os dados podem ser acompanhados no Painel do Clima (www.paineldoclima.am.gov.br), lançado pelo Governo do Amazonas para informar sobre as ações de monitoramento, combate e prevenção aos fenômenos climáticos no estado.

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