Veja vídeo: Duas onças ‘à paisana’ são flagradas em ramal de Itacoatiara (AM)
Nas imagens, é possível ver uma das onças parando, no meio da estrada, para observar as pessoas que estavam filmando ela
Nas imagens, é possível ver uma das onças parando, no meio da estrada, para observar as pessoas que estavam filmando ela
Espécie cresceu 620% desde o início do manejo sustentável pelo Instituto Mamirauá em 1999
Redução do desmatamento chega a 79%, segundo levantamento do Instituto divulgado nesta terça-feira (26/12)
O investimento previsto na área, localizada na margem esquerda do Rio Amazonas, é de R$ 1,2 milhão
Da Redação – Portal O Login da Notícia RIO PRETO DA EVA (AM) – A Gerência de Fiscalização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), realizou uma operação na qual 16 fornos ilegais de produção de carvão foram destruídos. Os fiscais do Ipaam também fizeram a apreensão de 206 sacas de carvão vegetal. A ação aconteceu nos ramais do município de Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus). O diretor-presidente do Instituto, Juliano Valente, ressalta que esse tipo de operação contribui com o combate às queimadas, cujas ações foram intensificadas pelo governo do estado. “Ilícitos ambientais como esse não prejudicam apenas quem trabalha de forma legalizada, mas também ludibria o consumidor amazonense. Além disso, carvoarias ilegais contribuem para o aumento da insalubridade do ar do nosso estado”, afirmou Juliano. De acordo com os fiscais, foram destruídas 412 sacas de carvão ilegal, cujo valor poderia chegar até 40 mil reais nas distribuidoras. A operação denominada “Fogo de Chão 3” foi realizada em conjunto com o Batalhão Ambiental (BTAmb) e o Regimento de Policiamento Montado da Polícia Militar do Amazonas (RPMon-PMAM). O Ipaam teve conhecimento da atividade ilegal através de seu sistema de monitoramento remoto, onde as áreas foram identificadas e mapeadas. Segundo o analista ambiental, Hermógenes Rabelo, o objetivo de ações como essa é inibir atos criminosos da indústria do desmatamento. “O que o Ipaam pretende com tais ações é inibir os atos criminosos da indústria do desmatamento, por isso a operação Fogo de Chão vai continuar acontecendo de forma periódica nessas áreas onde existem produção de carvão ilegal, até que esses cidadãos entendam que precisam se adequar à legislação para realizar esse tipo de atividade. E, não só do interior do estado, como da capital também”, adverte o analista. (*) Com informações da assessoria
A Operação Sirênios atua no combate a crimes ambientais na região de Coari, no Amazonas
Da Redação – Portal O Login da Notícia ITACOATIARA (AM) – Uma operação de fiscalização ambiental nessa quinta-feira, 16, realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus) resgatou animais silvestres mantidos na área urbana e distrital da cidade. As ações contaram com o apoio do Departamento de Fiscalização Ambiental (DFA/SEMMA). A operação deu início já nas primeiras horas do dia. Entre os animais resgatados, estão 20 quelônios, 1 bicho preguiça e 1 porco espinho. Segundo o Ibama, os animais resgatados agora passam por quarentena até que estejam aptos a retornar com segurança ao convívio com à floresta. Os agentes ambientais fizeram apreensões e diversos resgastes de animais da fauna silvestre, como também à identificação de áreas e terrenos de propriedade particular que são alvos de desdobramento em investigação por crime ambiental através de queimadas criminosas. “O enfrentamento aos crimes ambientais na região metropolitana deve se intensificar, o apoio investigativo e a união das instituições é de suma importância para trazer os culpados ao alcance da lei. ” afirmou o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Handson Nelson.
Da Redação – Portal O Login da Notícia ITACOATIARA (AM) – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deflagrou a Operação Tabuleiro II, em Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus), com o objetivo de combater a captura ilegal de quelônios e peixes que estão no período de defeso no Amazonas. As fiscalizações foram realizadas nas comunidades São João do Araçá, São Tomé, Santa Tereza, Santa Rosa e Monte Cristo, onde foram identificadas ilícitos ambientais. “Foram realizadas vistorias em embarcações, flutuantes e veículos automotores que trabalham com a atividade de pesca. Nas ações de fiscalização, foram flagrados infratores capturando quelônios sem autorização do órgão ambiental competente. Ressalta-se que por se tratar de espécies que consta em lista de espécies ameaçadas, o valor da multa é de 5.000 mil reais por quelônio ou ovo. Os infratores foram multados em 20 mil reais”, destacou Cícero Furtado, coordenador da operação. Segundo o Ibama, a ação foi deflagrada em 1º de novembro. A equipe vistoriou ainda uma camionete que transportava 700 kg de pescado abaixo do tamanho mínimo permitido na portaria do instituto N° 08 DE 02 DE FEVEREIRO DE 1996. “600 kg de surubim com comprimento inferior 80 cm, 50 kg de aruanã com comprimento inferior a 44 cm e 50 kg de tucunaré com comprimento inferior a 25 cm. O peixe foi doado imediatamente na comunidade São João do Araçá e a camionete foi apreendida. A multa foi lavrada no valor de 15 mil reais”, disse Furtado. Em outra abordagem, a equipe encontrou um flutuante na mesma situação, com mais de 140 kg de Surubim com tamanho inferior a 80 cm de comprimento, que também foi doado e o infrator foi multado em 4 mil reais. “O objetivo desta operação é apoiar o manejo do pirarucu e quelônios feitos pelas comunidades na região. Além da fiscalização foi realizado o mapeamento e controle de algumas areas de Manejo. Essas ações se fazem necessárias devido o forte período de estiagem que acontece no Amazonas, onde tais espécies estão cada vez mais vulneráveis a pesca predatória.”, salientou Cícero. O Ibama aproveita para informar sobre o período de defeso das espécies. Segundo o órgão, o defeso do tambaqui iniciou no período dia 01.10 e termina em 31.03. A matrinxã, pirapitinga, sardinha, pacu, aruanã e mapará inicia dia 15.11 e termina em 15.03.Quanto ao pirarucu, a pesca é proibida o ano todo, sendo permitida somente em áreas manejadas com autorização do ibama. “Devido ao período do defeso a operação não tem data prevista para terminar. A operação, ainda, contou com o apoio da Polícia Militar do Amazonas e de agentes da secretaria do meio ambiente de Itacoatiara.”
Da Redação – Portal O Login da Notícia MANAUS – Uma operação conjunta do Ibama e da Polícia Federal destruiu 26 dragas, oito barcos, quatro rebocadores e 42,5 mil litros de diesel até esta quinta-feira (9/11), no Vale do Javari, no interior do Amazonas. Os fiscais também apreenderam nove antenas Starlink e 3,2 kg de mercúrio. A Operação Xapiride combate ao garimpo ilegal no Amazonas está concentrada nos municípios de São Paulo de Olivença e Jutaí e é realizada nos rios Jandiatuba, Boia, Jutaí, Igarapé Preto e Igarapé do Mutum. “O avanço do garimpo na região ameaça a sobrevivência e os modos de vida dos povos indígenas, principalmente os grupos em isolamento voluntário”, afirma o Ibama. O Vale do Javari é a região que reúne a maior concentração de grupos indígenas isolados do mundo e é considerada a segunda maior terra indígena do país. O nome da operação, Xapiri, é referência à lenda sobre guardiões invisíveis das florestas, espíritos nos quais os ancestrais animais dos povos Yanomami se transformaram. Eles são evocados nos rituais xamânicos para refrescar a terra, curar o corpo e afastar as epidemias.
Da Redação – Portal O Login da Notícia A importância da educação ambiental e as dimensões dos impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade amazônica têm sido levadas de forma acessível e lúdica ao conhecimento dos amazônidas, por meio de um estudo apoiado pelo Governo do Amazonas, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O estudo recebe fomento do Programa Biodiversa/Fapeam: CT&I para Ambiência e Biodiversidade no Amazonas, Edital Nº007/2021. Desenvolvido por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sob a coordenação da doutora em Biologia Integrativa, Fernanda Werneck, e a atuação de bolsistas e estudantes do Laboratório de Ecologia e Evolução de Vertebrados do Inpa (Leevi), a pesquisa visa popularizar a importância da conservação de espécies amazônicas, com foco em organismos ectotérmicos como os anfíbios e répteis (conhecidos coletivamente por herpetofauna) que, por dependerem de condições climáticas e ambientais locais para controlar suas temperaturas corpóreas, são considerados grupos ameaçados pelas mudanças climáticas globais. Segundo a pesquisadora, o projeto intitulado “Popularizando as múltiplas dimensões dos impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade amazônica junto à comunidade amazônida”, batizado de ‘BioClimAmazônia’, iniciado em 2022, tem buscado dialogar com um público diversificado, entre os quais, professores e estudantes da educação infantil, ensino fundamental, médio, técnico, educadores, tomadores de decisão em conservação do meio ambiente e biodiversidade e a população em geral. O grupo de pesquisadores utiliza estratégias educacionais e de comunicação científica direcionadas para cada público-alvo, e já realizou mais de 100 atividades, incluindo eventos, palestras, oficinas e visitas, em Manaus, São Gabriel da Cachoeira (distante 852 quilômetros da capital), Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS Puranga Conquista, no Rio Cuieiras) e Careiro Castanho (a 88 quilômetros de Manaus). Além de ter alcançado os visitantes do Bosque da Ciência, no Inpa, e ampliado sua divulgação através das mídias e redes sociais. Para Fernanda, a educação ambiental e popularização científica possuem alto potencial transformador no enfrentamento individual e coletivo de emergências sociais e ambientais que acometem a sociedade. “Nossa pesquisa visa quantificar os impactos das mudanças climáticas e as possíveis respostas de diversos grupos da herpetofauna com base em estudos ecológicos e evolutivos integrativos com abordagens científicas de ponta. Com o projeto BioClimAmazônia, nossa atuação visa melhorar os cenários e mitigar os impactos dessas crises através da educação ambiental e científica, resultando em melhorias significativas tanto sociais quanto ambientais”, destacou. Jogos educativos No projeto foram desenvolvidos diversos materiais educacionais de divulgação e com distribuição gratuita. Entre os quais o “Jogo da Memória da Herpetofauna Amazônica”, que permite, de forma divertida, que os participantes conheçam esses animais e suas interrelações com a problemática das emergências climáticas, está disponível em https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/39613, e inclui o passo a passo para brincar, se divertir e ao mesmo tempo conhecer as espécies que vivem na maior floresta tropical do mundo. O jogo “Corrida da Herpetofauna contra as Mudanças Climáticas” também elaborado pelo grupo de pesquisa, pode ser utilizado como material complementar para abordar temas como biodiversidade, herpetofauna, Amazônia, mudanças climáticas, conservação, em sala de aula, de uma maneira divertida, prática e descontraída. O jogo está disponível em: https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/39612. Também foi produzido o livro “A herpetofauna amazônica e as mudanças climáticas: vamos aprender colorindo?”, com impressão de 1,3 mil cópias distribuídas de forma gratuita nos mais diversos eventos e atividades, disponível em (https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/39414). Com o tema “Mudanças Climáticas e Biodiversidade” também foram realizadas visitas guiadas e atividades de colorir com visitantes e alunos de Manaus no Bosque da Ciência, nas Coleções Biológicas do Inpa e em ocasiões itinerantes, como a Semana Nacional da Ciência & Tecnologia dos anos de 2022 e 2023. “Esperamos que cada pessoa que participou e interagiu com alguma atividade, ou produto promovido pelo nosso projeto, passe a reconhecer esses fatores e identifique no seu cotidiano os impactos das mudanças climáticas, sendo estimulado e motivado a atuar na valorização e defesa da biodiversidade”, reforçou a pesquisadora. Biodiversa/Fapeam O Programa apoia pesquisas científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, coordenadas por pesquisadores residentes no Amazonas, voltadas para caracterização, conservação, restauração, uso sustentável do meio ambiente e exploração sustentável da diversidade amazônica, com vistas à produção de conhecimentos que contribuam para o enfrentamento dos problemas ambientais amazônicos e subsidiem a formulação de políticas públicas de conservação ambiental no Amazonas.