Curta amazonense 3×4 é selecionado para o Festival do Rio

Com direção de Juliana Tizatto e produção local, o filme foi um dos 11 selecionadas em todo o país para participar da Première Brasil – Competição Curtas-Metragens do Festival do Rio, em outubro Da Redação – Portal O Login da Notícia É verão na capital amazonense. Duas colegas de expediente dividem um espaço apertado de trabalho e ali surgem momentos pessoais e pequenos devaneios escapistas. Este é ponto de partida do curta-metragem 3×4, obra que ganha destaque na produção audiovisual nortista. Com direção da amazonense Juliana Tizatto, o curta tem como cenários as cidades de Manaus e Presidente Figueiredo. A estreia será no 8º Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, que acontece de 23 a 27 de setembro de 2026 em Manaus, com sessão gratuita no Teatro Amazonas. O filme teve apoio do Edital “Curta para Mulheres”, iniciativa do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual (SAV), voltada para a produção de curtas dirigidos por mulheres estreantes. Para Juliana, que assina seu primeiro trabalho autoral, o incentivo foi essencial e possibilitou a formação de uma equipe majoritariamente amazonense de mais de 30 trabalhadores. “Nossa região tem muitas nuances culturais e as possibilidades de representação são infinitas. As políticas públicas voltadas para a cultura têm mostrado resultados positivos quanto a essa diversidade de narrativas, mas ainda é preciso melhorar. Podemos avançar nessa pauta com uma distribuição de recursos menos concentrada entre regiões”, avalia a diretora. Além de Juliana Tizatto na direção, o filme tem no elenco principal as atrizes Andira Angeli e Isabela Catão. A equipe é composta ainda por: Thiago Looney (produção, assistência de direção e montagem), Carlos Barbosa e Clemilson Farias (produtores), Valentina Ricardo (direção de fotografia), Heverson Batata (técnico de som) e Francisco Ricardo (direção de arte). “É importante tomar conta dos espaços” Na opinião do produtor Thiago Looney, é importante fortalecer cada vez mais a presença de profissionais do Amazonas no mercado audiovisual. “Em muitos casos, os profissionais locais ficam em segundo plano na hora de fazer os desenhos de produção. A lógica de alguns é contratar um chefe de equipe de fora, normalmente do eixo sul-sudeste. Pra mim não faz sentido, já que temos profissionais excelentes para ocupar cargos de chefia em todos os departamentos”, avalia. Curta participa do Festival do Rio, em OutubroMesmo antes de estrear em território amazonense, a produção já recebeu reconhecimento nacional. Isso porque o curta foi uma das 11 produções selecionadas para a Première Brasil – Competição Curtas-Metragens do Festival do Rio, considerado uma das maiores vitrines do cinema nacional, que acontece de 1º a 11 de outubro na cidade do Rio de Janeiro. “Ficamos muito felizes de chegar nessa etapa em que o filme dialoga com o público. Nossa estreia é “em casa” no Festival Olhar do Norte e no próximo mês seguimos para o Festival do Rio”, finaliza Juliana. Sobre Juliana TizattoJuliana Tizatto é diretora e roteirista amazonense. Colabora em projetos audiovisuais junto da produtora Zenistesia Filmes. “3×4” é seu primeiro curta-metragem de ficção. Sobre Thiago LooneyThiago Looney é fundador da Zenistesia Filmes. Ele já atua há mais de 10 anos no audiovisual na região Norte como assistente de direção, continuísta, montador e diretor de fotografia.

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Raylla Araújo lança “Mais um dia” e inicia nova fase na carreira musical

A música está disponível nas plataformas digitais e chega acompanhada de um videoclipe oficial Da Redação – Portal O Login da Notícia A cantora, compositora e atriz amazonense Raylla Araújo lançou nesta sexta-feira (18) o novo single “Mais um dia”, marcando uma nova etapa em sua trajetória artística. A música está disponível nas plataformas digitais e chega acompanhada de um videoclipe oficial, lançado ao meio-dia desta sexta-feira no YouTube. Com uma sonoridade de pop contemporâneo, “Mais um dia” apresenta uma atmosfera ampla e cinematográfica. A composição nasceu a partir de acordes criados por Raylla no ukulele e de uma letra totalmente autoral, escrita pela própria artista. LEIA TAMBÉM: Amazonense Raylla Araújo estreia em novela vertical com minidrama “A Verdadeira Filha Herdeira” Na canção, Raylla conta uma história sobre o processo de deixar alguém seguir o próprio caminho, desejando que essa pessoa fique bem. A letra aborda sentimentos como reflexão, aceitação e a decisão de seguir em frente. Aos 21 anos, Raylla reúne experiências na música, no teatro, no cinema e no audiovisual. Em 2019, foi finalista do The Voice Kids, da Rede Globo, e do Super Chefinhos, do programa Mais Você. No mesmo ano, lançou o primeiro single, “Descobri Em Você”, além do EP autoral MOMENTOS, pela Sony Music Brasil. Na atuação, a artista integrou, em 2024, o elenco do filme “O Meu, O Seu, O Nosso Natal”, disponível em plataformas como Prime Video, Apple TV e Google Play Filmes. Em 2026, participou da novela vertical “A Verdadeira Filha Herdeira”, disponibilizada pelo aplicativo Sua Novela e pelo YouTube. Raylla também está no elenco do filme “O Drible Perfeito”, ainda não lançado. Além da atuação diante das câmeras, a artista acumula participações em espetáculos teatrais e musicais. Com “Mais um dia”, Raylla une a composição autoral à produção musical contemporânea e a uma proposta audiovisual que acompanha o lançamento. link da música: https://smd.suamusica.cd/MaisUmDia

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‘Feito Pipa’, escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2027, abre Festival Olhar do Norte em Manaus

Premiado em Berlim e Gramado, longa de Allan Deberton será exibido no dia 23 de setembro, no Teatro Amazonas, com entrada gratuita Da Redação – Portal O Login da Notícia Escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027, “Feito Pipa”, do cineasta cearense Allan Deberton, abre a 8ª edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, no dia 23 de setembro, às 20h30, no Teatro Amazonas. A sessão, com entrada gratuita, antecede a estreia do longa nos cinemas, marcada para 5 de novembro. A programação de abertura começa com o curta-metragem amazonense “Tarde Dentro da Tarde”, dirigido por Rafael Ramos, seguido da exibição de “Feito Pipa”. O festival acontece de 23 a 27 de setembro, no Teatro Amazonas e no Teatro Gebes Medeiros, além de atividades formativas em outros espaços da cidade. O anúncio de “Feito Pipa” como representante brasileiro na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Internacional foi feito nesta quarta-feira (16/9), pela Academia Brasileira de Cinema. A escolha coloca o longa em uma nova etapa do processo: o filme ainda será submetido à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela seleção dos indicados à premiação. A exibição no Olhar do Norte acontece após uma trajetória que levou o filme a festivais na Alemanha, Colômbia, México, Itália, Estados Unidos e China. “Feito Pipa” conquistou cinco prêmios internacionais e, no Brasil, saiu do Festival de Cinema de Gramado com quatro Kikitos, além de uma menção honrosa. A presença de produções de destaque do cinema brasileiro também marcou a edição anterior do Olhar do Norte. Em 2025, o festival exibiu o longa-metragem “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, durante o lançamento do evento no Kinoplex Amazonas Shopping, com entrada gratuita. “Ficamos muito felizes de trazer esses filmes porque o Olhar do Norte sempre prezou pelo intercâmbio. É um festival em que nós, da região, somos protagonistas, em que podemos nos ver em cena e nos sentir valorizados, mas também gostamos de trazer obras de outros lugares que certamente têm muito a trocar conosco”, afirma Diego Bauer, curador do Olhar do Norte. Para Bauer, a escolha de “Feito Pipa” para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar amplia o significado do longa na abertura desta edição. “‘Feito Pipa’ é um filme premiado duas vezes em Berlim, de um diretor muito interessante já há alguns anos. Então, essa confirmação de que ele é o filme que vai buscar uma vaga para o Oscar reforça que é um filme de destaque neste ano. Para nós, é um privilégio muito grande que esse filme seja a abertura do festival. Ficamos muito felizes também que a primeira sessão do filme em Manaus seja no Olhar do Norte”, acrescenta. A história de Gugu Rodado em Quixadá, no sertão do Ceará, “Feito Pipa” acompanha Gugu (Yuri Gomes), um menino apaixonado por futebol que vive com a avó Dilma (Teca Pereira), com quem mantém uma relação de afeto e cumplicidade. A possibilidade de uma separação faz com que ele tente esconder do pai, Batista (Lázaro Ramos), a piora no estado de saúde da avó. A história nasceu de memórias da infância dos roteiristas Allan Deberton e André Araújo em Russas, no interior cearense, e aborda amadurecimento, pertencimento, família, afeto e liberdade. O elenco conta ainda com Carlos Francisco, de “O Agente Secreto”, e Georgina Castro, de “O Céu de Suely”, além de Luan Vasconcelos, Beatriz Carwile, Nathyel Martins, Manuela Paulino, Pablo Vinícios e Enzo Uejo. No Festival de Gramado, Allan Deberton recebeu o Kikito de Melhor Direção; Teca Pereira, o de Melhor Atriz; Lázaro Ramos, o de Melhor Ator Coadjuvante; e “Feito Pipa” foi escolhido como Melhor Filme pelo Júri Popular. Yuri Gomes recebeu uma menção honrosa. De Berlim a Manaus A trajetória internacional começou na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, a Berlinale, onde “Feito Pipa” conquistou o Urso de Cristal de Melhor Filme, concedido pelo Júri Jovem, e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus, além de ficar entre os três finalistas do Teddy Award. No Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias, na Colômbia, Yuri Gomes recebeu o prêmio de Melhor Interpretação na mostra Cine de los Barrios. Já no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México, o longa conquistou o Prêmio Maguey de Melhor Filme e o Prêmio Maguey de Melhor Interpretação para Teca Pereira e Yuri Gomes. O filme também passou pelo Giffoni Film Festival, na Itália; Frameline, em São Francisco, nos Estados Unidos; e Festival Internacional de Cinema de Xangai, na China. Produzido pela Deberton Filmes e Biônica Filmes, o longa tem vendas internacionais pela M-Appeal, com acordos de distribuição em países da Europa, América Latina e Ásia. Cinema amazonense abre a sessão Antes de “Feito Pipa”, o público acompanha o curta amazonense “Tarde Dentro da Tarde”, dirigido por Rafael Ramos. A produção traz Tati, que, em um domingo à tarde, recebe a família em casa para um encontro marcado por conversas, risadas e momentos de afeto. Um acontecimento recente em sua vida, no entanto, transforma a rotina familiar em um mergulho íntimo de dúvidas e inquietações sobre escolhas e responsabilidades. Diante de uma vida adulta que chegou antes da hora, Tati precisa lidar com a urgência de crescer. Rafaela Monteiro interpreta a protagonista, em um elenco que reúne ainda Frank Kitzinger, Vânia Rosas, Randy Souza, Karol Medeiros, Léa Sahakian, Márcia Vinagre, Julia Kahane, Clara Moreno, Sarah Margarido, Juma Gonzalez, Denis Lopes e Neuriza Figueira. O curta tem classificação indicativa de 14 anos. Festival Olhar do Norte 2026 A 8ª edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte segue até 27 de setembro, reunindo curtas e longas-metragens, filmes convidados, debates e atividades formativas. Uma das novidades deste ano é a estreia da mostra competitiva Amazônia de Longas-metragens, destinada a filmes realizados nos estados da Amazônia Legal, Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, ou dirigidos por cineastas desses estados. O festival

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Artista Baré, Eric Max leva ‘Tatá Wasú’ para passarela do PERIFERI em Manaus

Novo single do cantor integrou os desfiles da WanWan, de Wanglêys Manaó, e da estilista Sonja Andrade durante evento que celebra a produção criativa das periferias Da Redação – Portal O Login da Notícia MANAUS (AM) – O cantor, compositor e produtor artístico indígena Baré Eric Max levou a força de “Tatá Wasú”, seu novo single, para a passarela do PERIFERI – Quebrada do Norte, realizado neste domingo (13), no Manaus Plaza Shopping. A música integrou o desfile da marca WanWan, de Wanglêys Manaó, e o artista também se apresentou durante o desfile da estilista Sonja Andrade, conectando música, moda, identidade e ancestralidade amazônica. Realizado pelo Instituto Amazonic Trend, o PERIFERI reuniu cerca de 200 modelos e outros profissionais da cena criativa de Manaus com a proposta de levar a favela para as passarelas a partir do olhar e das vivências de quem faz parte desses territórios. Ao longo da programação, o público acompanhou desfiles, música, apresentações e intervenções artísticas que colocaram em evidência diferentes referências, histórias e identidades das periferias da capital amazonense. LEIA TAMBÉM: Eric Max transforma “Fogo Grande” em chamado de vida e ancestralidade no single “Tatá Wasú” A participação de Eric Max levou para esse espaço a proposta artística de “Tatá Wasú”, lançado em 28 de agosto. Quarto single da carreira do artista, o trabalho transforma a imagem do “Fogo Grande” em uma mensagem sobre vida, ancestralidade, pertencimento e união, combinando a força do boi-bumbá com elementos do funk, indie pop e música eletrônica. No refrão, a expressão “Yandé Reté Tatá Wasú” representa, segundo Eric, a ideia de que “nosso corpo é um Fogo Grande”. A faixa reconhece os povos indígenas como guardiões de uma chama que mantém viva a floresta, os territórios e a memória amazônica, ao mesmo tempo em que propõe um chamado coletivo para reacender o espírito e fortalecer a vida. “Tatá Wasú é uma música de vida. Quando eu canto ‘Yandé Reté Tatá Wasú’, estou dizendo que nosso corpo é um Fogo Grande, que existe uma chama dentro de nós que precisa continuar acesa. Para mim, enquanto artista Baré, esse fogo também representa os povos indígenas que mantêm viva a floresta, a memória e a própria Amazônia”, afirma Eric Max. A música faz parte do Ixé Pop Amazônico, linguagem desenvolvida pelo artista para aproximar identidade indígena, território e vivências amazônicas das sonoridades do pop contemporâneo. “Tatá Wasú” sucede os singles “Rio Negro”, “Mucura” e “Encanta Não” e aposta em tambores, bumbos e na batucada amazônica, combinados à cadência do funk, indie pop e música eletrônica. Moda, música e protagonismo A presença de “Tatá Wasú” na passarela dialogou com a proposta do PERIFERI de colocar diferentes identidades e narrativas amazônicas no centro da cena criativa. Para Lucas Melquids, diretor e fundador do Amazonic Trend, o projeto nasceu da necessidade de mostrar que as periferias também são espaços de produção de moda, cultura, arte e criatividade. “A proposta é colocar esses talentos no centro da cena e mostrar uma periferia que cria, sonha, empreende e ocupa espaços”, explica Melquids. Segundo o diretor, a proposta vai além de utilizar referências periféricas apenas como inspiração visual. “Existe uma grande diferença entre usar a periferia como estética e dar protagonismo para quem realmente vive nela. O PERIFERI não quer reproduzir uma imagem da periferia criada por quem está de fora. Quer mostrar a periferia pelas mãos, pelos corpos, pelas histórias e pela criatividade de quem faz parte dela”, afirma. “Tatá Wasú” Produzida por Eric Max Sales Guimarães Gonnet e Toni Arcelinni, “Tatá Wasú” também ganhou um videoclipe dirigido por Ju Damasio, da Produtora do Fim do Mundo. Gravado no Rio de Janeiro, o audiovisual reúne elenco indígena e afro-brasileiro e conta com a participação da Seleção Indígena de Futebol do Brasil e das Américas (SIFBA). No trabalho, música e futebol são utilizados como territórios de encontro, pertencimento e resistência. O videoclipe também conta com apoio do Grupo Arco-Íris e participação de seu fundador, Cláudio Nascimento, aproximando as lutas indígenas, negras e LGBTQIAPN+. Para Eric Max, sua produção artística busca unir entretenimento e mensagens de fortalecimento. “Minha música existe para curar. É entretenimento, mas também é mensagem de cura, reza forte para dançar e despertar o espírito para o positivo”, completa.

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‘O Bagre, a Menina e o Rio’, de Marcos Tupinambá, é finalista do FRAPA 2026

Projeto amazonense de longa-metragem foi selecionado entre 323 roteiros inscritos no concurso do Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre; vencedor será divulgado oficialmente em 6 de novembro, durante a Cerimônia de Premiação do festival Da Redação – Portal O Login da Notícia O roteiro amazonense “O Bagre, a Menina e o Rio”, do diretor e roteirista Marcos Tupinambá, é finalista do Concurso de Roteiros de Longa-Metragem do FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, considerado o maior evento do gênero na América Latina. O resultado foi anunciado nesta quinta-feira (10/9). Selecionado inicialmente entre 323 inscritos, o projeto chegou à lista dos 15 semifinalistas como único representante da Região Norte e agora integra o grupo de cinco roteiros finalistas da edição de 2026. O vencedor será divulgado oficialmente no dia 6 de novembro, durante a Cerimônia de Premiação do festival.Para Marcos Tupinambá, chegar à final representa mais uma etapa no caminho percorrido para levar a história às telas. “Essa é uma história que foi amadurecendo e ganhando novas camadas. É uma satisfação perceber que ela também desperta o interesse de pessoas com experiências tão diversas, inclusive dentro do mercado”, afirma o diretor e roteirista. Com a classificação, Tupinambá garante uma vaga para participar do 8º FRAPA[LAB], credencial para o 14º FRAPA e a oportunidade de apresentar o projeto em um pitching durante a programação do festival. Os finalistas também terão um encontro presencial, em dupla, com a Globo e um encontro coletivo presencial com um executivo da Amazon durante o FRAPA 2026. Entre os benefícios destinados aos finalistas estão ainda uma bolsa integral para um dos cursos da plataforma b_arco on, 90 dias de assinatura gratuita da MUBI e um ano de plano essencial, além de uma mentoria, oferecidos pela Transforma. Do curta ao longa-metragem A trajetória de “O Bagre, a Menina e o Rio” começou antes de o projeto assumir o formato atual. A história foi concebida inicialmente como um curta-metragem e, anos depois, ganhou a possibilidade de ser desenvolvida como longa. O roteiro foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo, no Edital nº 01/2023 de Fomento às Artes, na categoria Audiovisual, com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e executado pelo Governo do Amazonas, via Secretaria de Cultura e Economia Criativa. “Em 2023, surgiu a oportunidade de transformar aquela ideia em um roteiro de longa-metragem. Depois de alguns anos de desenvolvimento, finalmente concluí o projeto no final de 2025 e decidi submetê-lo a festivais e concursos nacionais de roteiro, como uma maneira de colocar a história em contato com outros olhares e entender como ela poderia reverberar para além de mim”, conta Tupinambá. Antes de chegar à final do FRAPA, o projeto também conquistou o segundo lugar no Grande Prêmio de Roteiro, na categoria Argumento. O real e o fantástico Ambientado em 1995, nas palafitas do bairro Educandos, em Manaus, “O Bagre, a Menina e o Rio” acompanha Jennyffer, uma menina de 12 anos que desafia o mundo com sua coragem, e Piraíba, um garoto recluso com traços de peixe, cuja aparência alimenta lendas e preconceitos. Os dois constroem uma amizade enquanto enfrentam conflitos que atravessam suas identidades e o lugar onde vivem. Jennyffer convive com a violência doméstica, enquanto Piraíba é atormentado por visões e vozes que o chamam das profundezas do rio. Com a ameaça de remoção das palafitas, o rio assume papel central na narrativa, entrelaçando memória ancestral, identidade e elementos fantásticos. O projeto busca inserir símbolos e lendas amazônicas na contemporaneidade, combinando elementos do realismo mágico latino-americano com questões sociais. “Isso não apenas enriquece a cultura local, mas também contribui para a preservação de histórias e tradições que, de outra forma, poderiam ser esquecidas. Essa valorização da cultura regional tem o potencial de fortalecer o senso de identidade da população local”, pontua Marcos Tupinambá. Na construção do longa, o território também ocupa lugar central. As palafitas e o rio deixam de funcionar apenas como cenário e passam a integrar simbolicamente a história e a experiência dos personagens. “O filme apresenta um olhar autêntico sobre a vida nas margens do Rio Negro, destacando desafios e lutas cotidianas. Isso ajuda a quebrar estereótipos e promover a inclusão social, lembrando que histórias poderosas podem surgir de qualquer lugar”, defende o diretor. Para Tupinambá, o projeto articula o resgate de elementos da cultura amazônica com questões contemporâneas e a representação de comunidades ainda pouco presentes no audiovisual. “É um projeto cinematográfico que não apenas conta uma história envolvente de amizade e amor, mas também resgata e preserva elementos importantes da cultura da Amazônia, aumenta a conscientização sobre questões sociais relevantes e dá voz a comunidades sub-representadas”, comenta. Sobre o FRAPA Criado em Porto Alegre, o FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre é um evento dedicado ao roteiro de cinema e televisão. Em 2026, o festival chega à 14ª edição e será realizado de 2 a 6 de novembro, na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre. O evento promove o encontro entre profissionais da criação e do mercado audiovisual, reunindo roteiristas, diretores, produtores, agentes de roteiro, representantes de produtoras, canais de televisão, distribuidoras, plataformas de streaming e estudantes. A programação inclui mesas de debate, oficinas, masterclasses, speed matchings, estudos de caso, sessões comentadas, concursos de Roteiros e Argumentos, pitchings, mostras de longas e curtas e Rodada de Negócios.

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