PC-AM prende homem investigado por abusar sexualmente e engravidar uma criança de 10 anos
O suspeito era marido da irmã da vítima
O suspeito era marido da irmã da vítima
Operação Ourives foi realizada na manhã desta quarta-feira (19), com o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Manaus
O caso foi denunciado em Santo Antônio do Içá e o autor foi preso em Amaturá
Penas mais severas e garantias ampliadas de proteção às mulheres são agora parte da Lei Maria da Penha, após mudanças na legislação (Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM) Da Redação – Portal O Login da Notícia A violência contra a mulher envolve qualquer ato que comprometa sua integridade física ou psicológica, abrangendo diversos tipos de agressão, tanto físicas quanto emocionais. Para proteger as mulheres em situação de violência doméstica, foi criada a Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006), que tem sido constantemente aprimorada ao longo dos anos, fortalecendo a segurança e a eficácia das medidas Nesse contexto, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio das Delegacias Especializadas em Crimes Contra a Mulher (DECCMs), atua de forma ágil na investigação de crimes cometidos contra mulheres, oferecendo proteção A delegada Patrícia Leão, titular da DECCM Centro-Sul, ressaltou a importância de formalizar a denúncia o quanto antes. Ela orienta que a vítima registre um Boletim de Ocorrência (BO), uma medida essencial para garantir o primeiro amparo legal e possibilitar sua retirada do ambiente de violência. “O primeiro passo é solicitar à Justiça uma Medida Protetiva de Urgência com base no relato da vítima. Após o deferimento da ordem judicial, todas as partes são notificadas, e a medida passa a valer. Em caso de descumprimento, o agressor pode ser preso em flagrante ou preventivamente”, explicou a delegada. Alterações na Lei Maria da Penha A delegada explicou que a nova legislação estabelece, agora, como prioridade a matrícula dos filhos ou dependentes das vítimas em instituições de ensino próximas à residência, como forma de minimizar os impactos da violência. Além disso, foi determinada a obrigatoriedade de ressarcimento ao Estado pelos custos do atendimento da vítima pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que deverá ser feito pelo agressor. “Ao enfrentar a violência doméstica e familiar contra a mulher, no Estado a vítima pode contar com as DECCMs e com o programa Ronda Maria da Penha, que fiscaliza o cumprimento das medidas protetivas. Quando a mulher solicita a medida, ela pode ingressar no programa, recebendo acompanhamento contínuo para romper o ciclo de violência”, destacou. Apoio às Vítimas Patrícia Leão explicou que a DECCM oferece o Serviço de Apoio Emergencial à Mulher (Sapem), vinculado à Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), que disponibiliza suporte jurídico, psicológico e social às mulheres em situação de vulnerabilidade. A divulgação dos direitos previstos na Lei Maria da Penha tem incentivado tanto as vítimas quanto pessoas próximas a denunciarem casos de violência. “Por meio do número 181, disque-denúncia da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), ou diretamente nas delegacias, a vítima pode denunciar a violência doméstica. Investigamos as denúncias e orientamos as mulheres, oferecendo serviços de apoio. Caso deseje, a vítima pode formalizar a denúncia contra o agressor e solicitar a medida protetiva de urgência”, detalhou a delegada. Depoimento de vítima de violência doméstica Uma mulher, que será chamada de Maria para preservar sua identidade, compartilhou detalhes sobre os traumas que enfrentou em um relacionamento abusivo e como conseguiu sair dessa situação após denunciar o parceiro. Na época, seu ex-companheiro afetou profundamente sua saúde emocional, minando sua autoestima e fazendo-a acreditar que ele era a única pessoa indispensável em sua vida. Maria explicou que, na maioria das vezes, o agressor agia de forma sutil. Em uma ocasião, no entanto, ele a agrediu apenas uma semana após o início do namoro, durante um acesso de fúria no ambiente de trabalho, onde ambos prestavam serviços. “Achei que, com o tempo, ele mudaria. Cheguei a me conformar, acreditando que aquela situação sempre seria assim, especialmente porque tínhamos três filhos. No entanto, oito anos depois, comecei a participar de um grupo de apoio, onde outras mulheres me ajudaram a perceber que aquilo não era normal. Ao compartilhar minha história, entendi que era uma vítima”, relatou. Após receber apoio do grupo, Maria decidiu se separar do agressor. Como principal alerta, ela reforça: “Ao perceber o primeiro sinal de abuso, denuncie. Não caiam na conversa de que o companheiro vai mudar com falsas promessas e presentes. Denunciem! Porque, quando a denúncia é feita logo no início, o risco de continuar sendo agredida — ou até mesmo de ser morta — é muito menor”, finalizou. (*) Com informações na assessoria
A ação resultou na destruição de 23 dragas e embarcações utilizadas na atividade ilegal (Reprodução) Da Redação – Portal O Login da Notícia A Polícia Federal deflagrou, entre os dias 10 e 13 de março, a Operação Xapiri, uma ação de combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira, no Amazonas. Durante a operação, 25 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão, incluindo dois menores de idade. Além do resgate dos trabalhadores, a ação resultou na destruição de 23 dragas e embarcações utilizadas na atividade ilegal, além da retirada de invasores da área. O objetivo da operação também é desmantelar facções criminosas envolvidas no garimpo ilegal. O garimpo ilegal na Amazônia tem sido uma preocupação crescente, devido aos impactos ambientais e sociais causados pela atividade, como desmatamento, contaminação de rios por mercúrio e exploração de mão de obra vulnerável. As autoridades seguem monitorando a região para evitar a retomada das atividades criminosas.
Bebê sofreu agressões, apresentava marcas de mordidas e teve a morte causada por omissão de socorro, em fevereiro de 2023
Ação resultou na captura de liderança criminosa que usava menores para vender drogas, segundo o delegado Lázaro Mendes
Uma das vítimas é deficiente auditiva e não falante, e o autor se utilizava dessa condição para abusar dela desde os 7 anos (Liam Cavancalte) Da Redação – Portal O Login da Notícia A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus), cumpriu, nesta sexta-feira (07/03), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 38 anos, por estupro vulnerável contra suas próprias filhas, de 12 e 13 anos. Os crimes aconteceram em várias ocasiões entre 2018 e o início deste ano. De acordo com o delegado Paulo Barros, da DEP de Itacoatiara, o caso chegou ao conhecimento das autoridades em fevereiro deste ano, quando a tia paterna das vítimas fez a denúncia na delegacia. Uma das vítimas, de 13 anos, é deficiente auditiva e não falante, e o autor se aproveitava dessa condição para abusar dela desde os 7 anos. “A adolescente de 12 anos contou à tia que o pai costumava passar a mão nas partes íntimas delas. Em uma escuta especializada, ela relatou que os abusos contra ela começaram em 2023. No entanto, também informou que o pai abusava da irmã dela, que é deficiente auditiva, desde 2018”, disse Paulo Barros. Segundo a autoridade policial, o autor é usuário de drogas e passa os dias fora de casa. Diante das informações obtidas, as vítimas foram submetidas a exames periciais que comprovaram que a adolescente de 13 anos perdeu a virgindade com o próprio pai. “Foi solicitado à Justiça um mandado de prisão preventiva do infrator. A ordem judicial foi decretada e cumprida pela equipe da DEP de Itacoatiara na manhã desta sexta-feira, quando ele compareceu para prestar depoimento na delegacia”, informou Paulo Barros. O homem responderá por estupro de vulnerável e já se encontra à disposição da Justiça.
Operação intercepta embarcação com fuzis, munições e entorpecentes próximo a Iranduba
A Operação Sem Sabor tem como alvos servidores públicos, empresários e intermediários que manipulavam processos licitatórios