Licenças para garimpo com mercúrio não serão emitidas no Amazonas, diz Ipaam
O Amazonas deixará de conceder licenças para garimpo com mercúrio após recomendação do MPF. Norma oficial será publicada em até 30 dias.
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Ipaam aponta queda de 58,6% em comparação ao mesmo período de 2024
Secretaria do Mercado de Carbono afirma que regulamentação completa sairá até 2026 e deve impulsionar economia e reduzir desigualdades.
Entidades e especialistas concordam que vetos preservam o licenciamento e evitam retrocessos com impactos irreversíveis.
Projetos com tecnologias inovadoras, criados por meninos e meninas têm foco em justiça climática, bioeconomia, além de prevenção para secas e cheias extremas na região (Créditos/fotos: Divulgação/Manaós Tech) Da Redação – Portal O Login da Notícia Crianças e adolescentes sendo protagonistas de sua própria história irão apresentar na Mostra Tecnológica Manaós Tech 2025, projetos que envolvem soluções sustentáveis para problemas como desastres climáticos vivenciados por comunidades ribeirinhas. A Mostra acontece no próximo dia 29 de novembro de forma gratuita, no período de 8h30 às 12h, no Casarão de Inovação Cassina, Centro de Manaus. Todos os projetos foram elaborados por meninos e meninas de 7 à 16 anos que contaram com a ajuda de seus professores, seguindo como base referencial os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A Mostra Tecnológica é um momento de celebração quando meninos e meninas, falando como gente grande, apresentam seus trabalhos finais de conclusão de curso. O evento conta com uma avaliação feita por técnicos especialistas convidados na área de tecnologia e inovação e, ao final da Mostra acontece a grande premiação dos melhores projetos. Projetos Dentre alguns dos projetos que serão apresentados para o público visitante na Mostra Tecnológica, estão: Amazonbot – uma tecnologia criada para evitar acidentes com trabalhadores que fazem a colheita de açaí; Água Potável: Da Tecnologia à Conscientização – um filtro artesanal inteligente e de baixo custo para água potável em comunidades ribeirinhas durante secas extremas; Caipora: Detector Inteligente de Incêndios Florestais – protótipo detecta indícios de incêndio utilizando sensores de calor, fumaça e gases inflamáveis, servindo como ferramenta prática de combate ao desmatamento; dentre outros projetos. “Desde 2017, a Manaós Tech for Kids fomenta o ecossistema de inovação educacional por meio dessas Mostras. Esse evento tangibiliza o esforço conjunto de alunos e educadores, provando que a inovação não tem idade. O nosso foco é despertar nestes jovens, o quanto antes, a visão de que a tecnologia é um meio poderoso para solucionar problemas reais e construir um mundo melhor por meio de suas próprias criações”, explica Glauco Aguiar, CEO da Manaós Tech. AmazonBot Construído por alunos de 9 a 11 anos, da turma Padawan Maker onde os alunos são orientados a criar seus próprios inventos, o projeto AmazonBot surgiu a partir da preocupação das crianças para com a saúde e bem estar dos peconheiros (nome dado aos trabalhadores que sobem nas árvores para fazerem a colheita do açaí) no Amazonas, já que esses trabalhadores correm grandes riscos e muitos sofrem acidentes graves durante a colheita do açaí. “Trata-se de um protótipo que foi inspirado em um produto já existente no mercado que surgiu por meio de uma iniciativa de uma empresa do Pará. Porém, o projeto de nossos alunos é inovador porque leva automação e tecnologia para dentro da bioeconomia amazônica. Eles (alunos) construíram tudo sem molde, apenas tendo como referência o produto já existente no mercado”, conta orgulhosa, Aline Ribeiro, professora da Manaós Tech. Aline explica ainda que o protótipo AmazonBot foi feito com impressão 3D e controlado com ESP32 que é um microcontrolador com tecnologia wi-fi e bluetooth, que pode ser facilmente controlado por aplicativo móvel. “Nesse caso, os alunos também desenvolveram um aplicativo responsável pelo controle e funcionamento do protótipo e, assim, é possível realizar a coleta de açaí que é uma das cadeias produtivas mais simbólicas da região”, acrescenta a professora Aline. Segundo ela, o projeto trata, na prática, com tecnologias de baixo custo que podem melhorar a eficiência do trabalho, reduzir esforços físicos, aumentar a produtividade e fortalecer uma economia mais sustentável e justa. Tecnologia a favor da segurança dos ribeirinhos Para o pequeno Arthur Sampaio Oliveira, 9 anos, um dos criadores do projeto AmazonBot, a ideia principal foi trazer segurança para os ribeirinhos que moram e sobrevivem da floresta. “A gente queria ajudar as pessoas que moram na beira dos rios e por isso, pensamos em criar um robôzinho que sobe nas árvores para fazer a colheita do açaí. Assim, ninguém precisa subir tão alto, o que deixa tudo mais seguro. Foi muito legal ver a nossa ideia funcionando de verdade. Eu não imaginei que conseguiria fazer algo assim, mas descobri que a tecnologia pode ajudar muita gente e vai facilitar a vida dos ribeirinhos. Então, isso me deixa muito orgulhoso”, declara o pequeno inventor. O pai de Arthur, Raonny Oliveira, conta que esse tipo de projeto, de iniciativa da escola Manaós Tech, demonstra como a tecnologia pode ajudar a resolver problemas da vida real. “Como pai, eu fico bem feliz de ver o meu filho envolvido num tipo de projeto como esse porque, para além do conhecimento em tecnologia e em robótica que foi motivo pelo qual o Arthur quis fazer essas aulas, a escola mostra essa ideia de como a tecnologia pode ajudar a solucionar problemas na vida da sociedade. Eles colocaram na prática de que forma que a robótica e a tecnologia mudam a vida de uma comunidade”, declara animado o pai do aluno. Água Potável – da Tecnologia à Conscientização O projeto “Água Potável – da Tecnologia à Conscientização” também foi elaborado também por uma turma de Padawan Maker (crianças até 11 anos). O protótipo combina engenharia maker com micro controladores e educação ambiental para ajudar comunidades ribeirinhas a terem acesso à água limpa. De acordo com o professor da turma, Mauro Silva, os pequenos inventores utilizaram como solução para a construção do invento: um filtro maker de baixo custo, um microbit (espécie de sensor) para controle de fluxo, animação educativa em Scratch (linguagem de programação visual que permite criar jogos, animações e histórias interativas) para uma compreensão mais fácil das famílias ribeirinhas. “É um projeto que fortalece a autonomia comunitária e combate diretamente os impactos climáticos, como a contaminação hídrica com o prolongamento da estiagem”, ressalta o professor. Lucas Honda, 9 anos, aluno da turma Padawan Maker, foi quem teve a ideia de criar um filtro de água de baixo custo para ajudar às pessoas que enfrentam dificuldades durante as secas extremas no
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