Amazonense é medalha de ouro no lançamento de dardo no Sul-Americano de Atletismo
Com a conquista, o amazonense garante a classificação para o Mundial, em Budapeste
Com a conquista, o amazonense garante a classificação para o Mundial, em Budapeste
Ary Borges (três vezes) e Bia Zaneratto garantiram o triunfo do Brasil
Margareth Bahia é atual técnica do recordista brasileiro no lançamento de dardo, Pedro Nunes
Da Redação – Portal O Login da Notícia* MANAUS – As culturas indígenas são a base da identidade amazônica. Primeiros habitantes e guardiões da terra, os povos da região dominam técnicas, artes e conhecimentos milenares, que são amplamente desqualificados e ignorados pela sociedade. Cuidar da Amazônia e de sua biodiversidade passa por reconhecer a demarcação de Terras Indígenas e conhecer, valorizar e aprender com os saberes e fazeres ancestrais que permanecem atuais e ajudam a conservar a floresta em pé. Há 15 anos, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) desenvolve e apoia projetos que reforçam os valores culturais dos povos originários. Criado pela instituição, o Projeto Arquearia Indígena treina jovens em comunidades e do Amazonas a exercitar o arco e flecha como uma modalidade esportiva. O esporte é um caminho para as atuais gerações se reconectarem ou se aprofundarem em uma tradição e uma fonte de autoestima e orgulho, na contramão do esquecimento. Instrumento polivalente, que serve desde as tarefas correntes da caça e da pesca, até fins religiosos e de proteção, nas mãos da juventude indígena, o arco e flecha ganham novos significados e revelam talentos, como os de Graziela Yaci Santos. Em 2019, a atleta do povo Karapanã entrou para a história como a primeira indígena da história do Brasil no Tiro com Arco (nome oficial do esporte) em um Pan- Americano. Participante do projeto desde 2014, Graziela foi preparada por profissionais da Federação Amazonense de Arco e recebeu apoio para disputar competições regionais, nacionais e internacionais. Dentre elas, os Jogos Sul-Americanos de 2018, na Bolívia, no qual foi medalhista de ouro duas vezes, e o Grand Prix do México de Tiro com Arco, que lhe rendeu uma medalha de prata. Também pertencente ao povo Karapanã, Gustavo Santos é mais um atleta revelado pela Arquearia Indígena. Em 2022, o jovem de 25 anos que acumula medalhas em torneios da categoria foi convocado para a Seleção Brasileira de Tiro com Arco. “A FAS é uma das minhas principais parceiras. Foram eles que acreditaram na gente e nos mandaram às competições, mesmo quando tínhamos um nível baixo, competíamos e não ganhávamos nada”, recorda o atleta. Em uma década de vigência do projeto, a Arquearia Indígena apoiou 37 atletas, que participaram de 21 competições e ganharam 52 medalhas e na modalidade. O projeto conta com o apoio da Fundação Amazonas de Alto Rendimento (FAAR e da Federação Amazonense de Tiro com Arco (Fatarco). Canoagem Indígena Iniciativa-irmã, a Canoagem Indígena e seus atletas também vêm ganhando destaque em torneios no Brasil, fortalecendo os laços entre as culturas tradicionais e o esporte. Em 2022, a indígena Thais Pontes Yacitua foi medalhista de ouro em duas ocasiões, na Copa Brasil Controle Nacional e no Campeonato Interclubes de Canoagem Velocidade, realizados em Minas Gerais e na Bahia. A atleta do povo Kambeba e seus irmãos, Antônio Weu (medalhista de bronze nas mesmas competições) e Tailo Xirir, foram convidados a participar da competição nacional após participarem naquele ano do 2º Campeonato de Canoagem Indígena, organizado pela FAS em parceria com a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) e a Embaixada da Irlanda. Após o ano anterior repleto de conquistas, o próximo objetivo dos jovens atletas é a classificação para as Olimpíadas. “Eu vou treinar de tarde e de manhã para ver se eu consigo chegar a uma Olimpíada Mundial”, afirma Antônio. Para a supervisora da Agenda Indígena da FAS, Rosa dos Anjos, os resultados “são recebidos com muita alegria, porque nos mostram que o projeto está realmente dando certo. Nós já sabíamos do potencial desses curumins e cunhantãs e acreditamos neles”. O projeto Canoagem Indígena foi idealizado pela FAS e é realizado em parceria com a CBCa. A iniciativa já beneficiou 68 atletas indígenas e ribeirinhos das comunidades Três Unidos, Nova Kuanã e São Sebastião, localizadas na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro. Sobre a FAS A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia por meio de programas e projetos nas áreas de educação e cidadania, saúde, empoderamento, pesquisa e inovação, conservação ambiental, infraestrutura comunitária, empreendedorismo e geração de renda. A FAS tem como missão contribuir para a conservação do bioma pela valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade e pela melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia. Em 2023, a instituição completa 15 anos de atuação com números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares famílias beneficiadas e a queda de 40% no desmatamento em áreas atendidas entre 2008 e 2021. (*) Com informações da assessoria
O confronto marcou o último jogo das meninas no Florão
Bruno Pacheco – Da Redação O Login da Notícia ITACOATIARA (AM) – Após o vereador Arnoud Lucas (PV) denunciar as más condições do Floro de Mendonça, a Prefeitura de Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus) vai reformar o estádio municipal a partir de sexta-feira, 16, e toda e qualquer atividade esportiva no local estarão suspensas. Com isso, o JC Futebol Clube terá que jogar o amazonense fora de casa, na cidade de Rio Preto da Eva. Em nota, o jurídico do clube lamentou a decisão da prefeitura e declarou que o ofício, comunicando a reforma do estádio, não cumpre os requisitos legais, não informando ainda qual parte do estádio será reformado e nem o prazo de conclusão das obras. Já a diretoria do JC Futebol declarou que o time só queria ajudar a fomentar o esporte itacoatiarense e que segue na luta para crescer a cada dia. “É de conhecimento geral que os atos administrativos devem ser feitos de forma pública e devem seguir o princípio da Legalidade, neste caso, a Secretaria de Esportes deveria ter comunicado os usuários do Estádio e população em geral desta reforma com o prazo mínimo de 40 dias. Há de se salientar que este clube tomará as medidas cabíveis para que este ato ilegal seja cessado”, informou o advogado Leandro Negreiros, da assessoria jurídica do clube. Más condições As más condições do estádio foram denunciadas na última segunda-feira, 12, pelo advogado e vereador Arnoud Lucas, durante sessão legislativa na Câmara Municipal de Itacoatiara (CMI). O parlamentar mostrou imagens do banheiro do estádio em situação de abandono, além de evidenciar a falta de acessibilidade para cadeirantes. “Essas são as condições do banheiro do nosso estádio municipal. Um palco que outrora foi de muitas alegrias, hoje sequer nos dá direito a ter um banheiro digno. Na sessão de ontem, na CMI, cobrei providências emergenciais para esse caso”, relatou Arnoud Lucas. Segundo um vídeo publicado pelo político, o banheiro masculino do estádio não tem torneira, água e luz, fazendo com que os usuários realizem suas necessidades no escuro e impossibilitando de se higienizarem adequadamente. As imagens podem ser conferidas no link.
João Carlos disse que chegou a ligar 40 vezes para a prefeitura do município em busca de ajuda, mas não teve retorno
Com a vitória, a equipe carioca garante vaga na elite do futebol feminino do País.
A equipe vitoriosa da partida garante uma vaga na elite do futebol feminino do País.
Da Redação – Portal O Login da Notícia* MANAUS – A equipe do JC Futebol Clube vai poder contar com a apaixonada torcida itacoatiarense dentro do Floro de Mendonça, no jogo que poderá dar o acesso à Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino, caso vença o Fluminense por qualquer placar. A partida do próximo domingo, 11, às 15h, corria o risco de não ter a presença do público por conta dos laudos que não estavam atendendo os padrões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para um jogo de quartas de final da Série A2. Em reunião com o governador Wilson Lima (UB), o deputado estadual Cabo Maciel (PL) e o vereador Richardson do Mutirão (PL), na manhã da última quarta-feira, 7, o presidente do clube, João Carlos, obteve a garantia do chefe do Executivo Estadual que os laudos, sendo o principal do Corpo de Bombeiros, que pede um aparato especial de segurança contra incêndio e prevenção de acidentes, seriam liberados. “Eu já autorizei o Corpo de Bombeiros para garantir toda a segurança da torcida”, determinou o governador em vídeo gravado ao lado do presidente João Carlos. Já nesta quinta-feira (08), o laudo de prevenção e combate de incêndio e pânico foi atualizado e entregue ao departamento de futebol do clube. De imediato, o documento foi encaminhado para a Federação Amazonense de Futebol (FAF) realizar o repasse a CBF. “Foi uma semana corrida e agora estamos enviando os laudos no sistema da CBF. Os laudos estavam sem o padrão de competição para um jogo deste patamar. Então, tudo foi refeito e corremos atrás do departamento de engenharia, vigilância sanitária, policiamento e do comando geral do Corpo de Bombeiros. Com o apoio do governador, sensibilizado com a nossa situação, foi determinado celeridade nas vistorias. Graças a Deus conseguimos, os laudos foram enviados a um dos diretores da FAF, Thiago Durante, que tem nos ajudado, para enviar a CBF”, declarou o presidente. Esquema de segurança De acordo com João Carlos, o pedido do governador foi para que o aparato de segurança seja igual as grandes competições realizadas na capital. “Teremos um forte esquema de segurança com mais de 40 bombeiros e policiamento. O JC sempre teve um zelo pela segurança de todos, principalmente das atletas adversárias. O governador viu isso, o comando dos Bombeiros daqui e de Itacoatiara veem isso e se empenharam. Então, só tenho agradecer ao governador, ao comandante do Corpo de Bombeiros, aos deputados Cabo Maciel e João Luiz, o vereador Richardson do Mutirão e a todos que nos ajudaram”, agradeceu. (*) Com informações da assessoria