Norte e Nordeste concentram metade das notas 1 mil na redação do Enem
Piauí teve quase a mesma quantidade de notas máximas que RJ e SP
Piauí teve quase a mesma quantidade de notas máximas que RJ e SP
Na edição anterior, apenas 18 candidatos alcançaram a nota máxima
Notas poderão ser acessadas por meio da Página do Participante
Inscrições para o processo seletivo começam dia 22 deste mês
Pedro foi diagnosticado com neuroblastoma, câncer infantil agressivo
A família abriu uma vaquinha virtual para custear as despesas do tratamento da criança (Foto 1: Daniel Marenco/O Globo – Foto 2: Reprodução) Bruno Pacheco – Portal O Login da Notícia MANAUS – Aos 5 anos de idade, o pequeno Pedro vive com um câncer agressivo chamado neuroblastoma. Ele é filho do indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira, que foi assassinado em junho de 2022 durante expedição na região do Vale do Javari, no Amazonas. A mãe do menino, Beatriz de Almeida Matos, conta que a criança precisa realizar um tratamento caro e comprar um medicamento importado e por conta disso, a família abriu uma vaquinha virtual para comprar o remédio. Segundo a mãe, o menino faz quimioterapia há cerca de cinco meses em um hospital público e a luta do Pedro é para que o câncer não se espalhe. O remédio que a criança precisa, chamado de Betadinutuximabe, não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e custa em média R$ 88 mil, segundo pesquisas na internet. “Pedro é filho de Bruno Pereira, um dos indigenistas mais combativos do Brasil, assassinado covardemente em junho de 2022. Um crime que comoveu o mundo e indignou o país. Bruno dedicou a vida à Amazônia. Denunciou o garimpo ilegal e a pesca predatória. Combateu o desmatamento e a grilagem de terras. Enfrentou os invasores das áreas protegidas. Lutou pelos povos indígenas. Defendeu a floresta, o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos. Agora, a batalha do Pedro, o filho do Bruno e da antropóloga Beatriz de Almeida Matos, é pela vida. E o Brasil pode salvar o Pedro. No ano passado, ele foi diagnosticado com neuroblastoma estágio 4. Um câncer muito agressivo. Aos 5 anos, depois de 5 meses fazendo quimioterapia em hospital público, a luta do Pedro é para que o câncer não se espalhe. Isso só pode ser evitado com um medicamento caríssimo, que tem de ser importado e não é oferecido pelo SUS”, diz a postagem de Beatriz, publicada nessa quinta-feira, 4. O que é neuroblastoma? Segundo especialistas, o neuroblastoma é um tipo de câncer que se desenvolve a partir de células imaturas do sistema nervoso. Geralmente afeta crianças e pode ocorrer em várias partes do corpo, mais comumente nas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins. O tratamento depende do estágio da doença e pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Os sintomas do neuroblastoma podem variar, mas incluem inchaço abdominal, dor, perda de peso inexplicada e mudanças no funcionamento normal de órgãos afetados. Infelizmente, não há medidas específicas de prevenção conhecidas para o neuroblastoma, pois a maioria dos casos ocorre de forma espontânea. A detecção precoce e o tratamento são cruciais para melhorar as chances de recuperação. Recomenda-se consultas médicas regulares para monitorar a saúde das crianças e estar atento a quaisquer sinais de alerta. Vaquinha Para os interessados em ajudar no tratamento de Pedro, é possível enviar qualquer recurso para o PIX 4342271@vakinha.com.br, ou por meio da plataforma de arrecadação virtual com o link. A meta da família é arrecadar R$ 2 milhões.
Proposta foi aprovada em caráter não terminativo em comissão do Senado (Marcello Casal Jr./Agência Brasil) Da Redação – Portal O Login da Notícia BRASIL – A Comissão de Educação do Senado aprovou, nesta terça-feira (12), proposta que prevê a possibilidade de estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) saldarem parte de seus débitos prestando serviço público. Aprovada em caráter não terminativo, a matéria segue agora para avaliação da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Apresentada pela senadora Dorinha Seabra (União-TO), a sugestão é uma alternativa à proposta original do Projeto de Lei (PL) 3652/2023, que propunha o perdão integral das dívidas de estudantes contemplados no programa No texto substitutivo, a senadora incluiu a possibilidade dos devedores abaterem suas dívidas participando de programas de apoio ao serviço público nas áreas da saúde, educação, assistência social, entre outros. O texto aprovado estabelece que, para cada semana de trabalho, com carga horária de, no mínimo, 20 horas, o estudante com dívidas com o Fies fará jus ao abatimento de uma prestação, além de ter ressarcidos os gastos com transporte e alimentação. “No meu voto, e no texto do substitutivo, fica assegurado que essa análise será feita. E há, inclusive, uma regra de compensação; que assistentes sociais, professores e enfermeiros, por exemplo, possam prestar um determinado número de horas de serviços à instituições públicas”, explicou a relatora Dorinha Seabra (União-TO), destacando a necessidade dos beneficiários do Fies restituírem os valores recebidos a fim de não comprometer a continuidade do programa. “O FIES é um importante programa não só de ampliação de acesso [ao ensino superior], mas de financiamento. E, por isso, obviamente, ele tem que ter recursos [disponíveis] para continuar esse financiamento. Sabemos que é o pagamento feito por quem obteve o financiamento que mantém o programa funcionando”, justificou a senadora, defendendo a análise caso a caso para, quando possível, “estabelecer a contraprestação do serviço”. Para o presidente da Comissão de Educação, senador Flávio Arns (PSB-PR), a contrapartida proposta em substituição ao perdão irrestrito das dívidas tem uma vantagem adicional: a de promover o ingresso de recém-formados em suas profissões. “É bom para a pessoa que se forma e que está procurando alternativas de trabalho, para se manter”, disse Arns. Indígenas Os membros do colegiado também aprovaram a proposta que inclui as mulheres indígenas em políticas públicas de combate à violência e de promoção da saúde e da educação. De autoria da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 2975/2023 altera o Decreto 2848/1940 (Código Penal) e as leis 11340/2006 (Maria da Penha); 8080/1990 (Lei Orgânica da Saúde) e 9394/1996 (Lei de Diretriz e Bases da Educação). Não terminativo, o projeto segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais. “O PL em exame determina que as condições e necessidades específicas às mulheres indígenas devem ser consideradas na formulação e implementação de políticas públicas e para o acatamento das respectivas diretrizes”, conclui o relatório aprovado. “A medida é acertada, pois permitirá o enriquecimento da perspectiva inclusiva na formulação de ações de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, inclusive naquelas mais pertinentes ao segmento educacional”. Se o projeto for aprovado também pela Comissão de Assuntos Sociais e pelo Plenário do Senado, o fato de um crime ser cometido contra um indígena passará a ser considerado um agravante. Além disso, a elaboração de políticas públicas terão que, obrigatoriamente, levar em conta as particularidades e necessidades das mulheres indígenas, que terão espaço garantido na definição e execução de programas de educação indígena. (*) Com informações da Agência Brasil
Pedidos podem ser feitos até sexta (17) na Página do Participante (Rafa Neddermeyer/Agência Brasil) Da Redação – Portal O Login da Notícia BRASIL – Candidatos que, por problemas de logística ou saúde (doenças infectocontagiosas), não puderam fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio 2023 (Enem) têm de hoje (13) até sexta-feira, 17, para solicitar, pela Página do Participante, a reaplicação do exame. A medida vale também para pessoas que não compareceram porque foram alocadas a uma distância superior a 30 quilômetros da residência informada. Segundo o Ministério da Educação, entre os problemas logísticos que possibilitam a reaplicação das provas estão alguns ligados a comprometimento da infraestrutura (como desastres naturais); falta de energia elétrica no local (caso comprometa a visibilidade da prova); falha no dispositivo eletrônico fornecido ao participante e erro no procedimento de aplicação da prova, caso incorra em comprovado prejuízo ao candidato. As doenças infectocontagiosas que possibilitam a reaplicação da prova são covid-19, tuberculose, coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola; influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem sarampo rubéola e varicela. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) explica que, “nos casos de doenças infectocontagiosas, os pedidos de reaplicação devem ser acompanhados por documentos comprobatórios, que serão analisados pelo Inep individualmente”. Nos casos de ausência devido a problemas logísticos, o Inep avaliará as solicitações, de acordo com as intercorrências registradas. Para solicitar a reaplicação do exame, o candidato deve acessar Página do Participante e apresentar documento que comprove a necessidade. Os dados inseridos no pedido não podem ser alterados após o envio. (*) Com informações da Agência Brasil
Uma dica é evitar estudos intensos na véspera da prova (Arte/Agência Brasil) Da Redação – Portal O Login da Notícia BRASIL – Os dias que antecedem a realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem ser de muita tensão e nervosismo para os candidatos. Mas alguns hábitos podem ser adotados para que a ansiedade não atrapalhe o seu desempenho. A primeira dica é evitar estudos intensos na véspera da prova. “O que eles tinham que ter de aprendizado já deve ter ocorrido, então na última semana a revisão deve ser de forma mais tranquila e sem pressão”, orienta a coordenadora de convivência ética do Colégio Sigma, de Brasília, Paula Cavalcante. Ler um livro, assistir a um filme, dar uma caminhada e estar com a família e com amigos são boas opções para passar esse tempo. As atividades físicas podem ser uma válvula de escape para a ansiedade, mas também devem ser praticadas com moderação, para evitar lesões, diz a professora. A alimentação na véspera e no dia da prova também merece atenção. A dica é manter uma alimentação leve e evitar alimentos que façam mal ao trato digestivo. “A véspera do Enem não é dia de comer coisas diferentes”, aconselha a orientadora educacional e psicopedagoga do colégio Mopi, do Rio de Janeiro, Adriana Ferreira. Neste ano, o Enem será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes fazem as questões de Linguagens e Códigos, Ciências Humanas e redação. No segundo dia, de Ciências da Natureza e Matemática. Ansiedade Em um momento importante e decisivo como este, a ansiedade é natural, mas deve ser controlada para não atrapalhar o desempenho dos candidatos. “Quanto melhor estiverem emocionalmente, melhores serão os resultados”, diz Paula Cavalcante. Segundo ela, descansar a mente é extremamente importante neste momento e quem já tem o hábito de fazer meditação ou respiração guiada pode lançar mão desses recursos antes e durante a prova. Para o momento da prova, a principal orientação da professora Adriana é beber água. “Estudante hidratado consegue pensar melhor”. Ela também aconselha o aluno a levar algum alimento que seja fonte de caloria e também de prazer, como um chocolate por exemplo. Caso o estudante perceba que o nervosismo está atrapalhando, é indicado beber água e dar uma pausa para respirar. “Oxigene seu cérebro, isso não é perda de tempo, é ganho, pois se entrar em uma crise de ansiedade, não vai conseguir resolver as questões”, afirma Adriana. Dicas para driblar a ansiedade Antes da prova: Manter alimentação leve, evitando comidas diferentes do habitual Fazer atividades físicas leves Assistir a um filme, ler um livro, fazer uma caminhada Conversar com a família e amigos Não fazer estudos intensos Se sentir necessidade, revisar anotações e mapas mentais Na hora da prova: Beber água Levar um lanche leve e saboroso Se ficar nervoso ou ansioso, fazer uma pausa para ir ao banheiro Fazer respiração consciente (*) Com informações da Agência Brasil
Da Redação – Portal O Login da Notícia O governo federal encaminhou nesta semana ao Congresso Nacional projeto de lei com diretrizes para a Política Nacional de Ensino Médio, que propõe alterações no novo ensino médio. O envio do projeto de lei ocorre após as mudanças no currículo dessa etapa de ensino terem sido criticadas por entidades, estudantes, professores e especialistas. O novo ensino médio foi aprovado em 2017 e começou a ser implementado nas escolas este ano. O projeto de lei vai passar por debates na Câmara e no Senado, quando pode ser modificado. Somente se aprovado pelos parlamentares e sancionado pelo presidente da República, entrará em vigor. Até lá, as escolas continuarão seguindo as regras válidas do novo ensino médio. Veja abaixo o ensino médio atualmente e quais as mudanças previstas no projeto de lei: Carga horária Atualmente: As escolas devem destinar 1.800 horas anuais para as disciplinas obrigatórias comuns do ensino médio. A carga restante, de 1.200 horas, é para os itinerários formativos, áreas de conhecimentos ou curso técnico escolhidos pelos alunos. O que prevê o projeto de lei: Retomada de, no mínimo, 2.400 horas anuais para as disciplinas obrigatórias sem integração com curso técnico. No caso de cursos técnicos, os estudantes poderão ter 2.100 horas de disciplinas básicas e, pelo menos, 800 horas de aulas técnicas. Disciplinas obrigatórias Atualmente: Língua portuguesa, matemática, educação física, arte, sociologia e filosofia são obrigatórias nos 3 anos do ensino médio. O que prevê o projeto de lei: Tornam-se disciplinas obrigatórias em todo o ciclo do ensino médio: língua espanhola, história, geografia, química, física, biologia, matemática, língua portuguesa e língua inglesa. Itinerários formativos Atualmente: O estudante pode escolher se aprofundar em determinada área do conhecimento dentro de cinco grupos: matemáticas, linguagens, ciências da natureza, ciências humanas e sociais e formação técnica, chamados itinerários formativos. O aluno pode optar por um ou mais itinerários. As escolas não são obrigadas a oferecer todos os itinerários, podem definir quais ofertarão. O que prevê o projeto de lei: Revogação dos itinerários formativos e criação dos Percursos de Aprofundamento e Integração de Estudos, que vão combinar, no mínimo, três áreas do conhecimento. Cada escola terá que ofertar, pelo menos, dois percursos até o início do ano letivo de 2025. Outra proposta é a criação de parâmetros nacionais para os percursos para evitar desigualdades e desestímulo aos estudantes. Educação à distância Atualmente: Redes de ensino podem oferecer disciplinas da formação básica pela educação à distância. O que prevê o projeto de lei: Vedação da oferta da Formação Geral Básica por meio da educação à distância. As aulas online seriam autorizadas apenas em situações excepcionais definidas pelo Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Educação (CNE). Profissionais não licenciados Atualmente: Profissionais com notório saber podem ser contratados para dar aulas sobre conteúdos de áreas afins à sua formação ou experiência profissional. O que prevê o projeto de lei: Proíbe profissionais com notório saber de ministrar aulas. Serão definidas situações em que esses profissionais poderão atuar, excepcionalmente, na docência do ensino médio. (*) Com informações da Agência Brasil