Câmara aprova projeto que dificulta abortos legais em crianças de até 14 anos
Câmara aprova PDL que dificulta aborto em meninas vítimas de estupro; texto de Chris Tonietto segue para análise no Senado.
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Minutos antes de ser atingido, Heber trocou mensagens com a esposa (Reprodução) Da Redação – Portal O Login da Notícia O 3º sargento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, foi um dos quatro policiais mortos durante a megaoperação das polícias Civil e Militar realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Minutos antes de ser atingido, Heber trocou mensagens com a esposa que revelam a tensão, a fé e o amor que marcaram seus últimos instantes de vida. Em meio ao intenso tiroteio, a mulher perguntou se o marido estava bem. A resposta, curta, veio com serenidade: “Estou bem. Continua orando.” Foi a última vez que Heber respondeu. Pouco antes, ela havia escrito: “Você tá bem? Deus está te cobrindo. Estou orando.” Depois disso, o silêncio. Nas mensagens seguintes, o desespero toma conta. “Te amo. Cuidado, pelo amor de Deus. Muitos baleados. Amor, me dá sinal de vida sempre que puder”, escreveu a esposa, antes de fazer várias ligações sem retorno. Às 13h33, 13h34 e 13h36, novas tentativas foram feitas — todas sem resposta. Horas depois, ela publicou nas redes sociais o print da conversa com um desabafo comovente: “E você não falou mais. E agora, o que vou falar para Sofia?”, em referência à filha do casal. Nesta quarta-feira (29), a viúva voltou a se manifestar. Em nova publicação, lembrou que o marido morreu no mês em que a filha pequena faz aniversário: “Outubro, mês do aniversário da minha filha. E para o resto da vida ela vai lembrar do paizinho dela.” Segundo ela, o sargento costumava repetir uma frase toda vez que perdia um companheiro de farda: “Ele dizia que tinha uma senha em suas mãos toda vez que um colega morria. Que o dia que acontecesse com ele, estaria fazendo o que mais amava.” Heber Fonseca era casado, pai de uma menina e tinha 14 anos de serviço na corporação. Descrito pelos colegas como disciplinado, leal e comprometido, o policial participou de diversas ações em áreas de risco ao lado de companheiros como Cleiton Serafim Gonçalves, também morto na mesma operação. Ambos simbolizam, para os colegas, a coragem e o sacrifício daqueles que dedicam a vida à segurança pública.
A operação tinha como objetivo combater o crime organizado na região (Reprodução) Da Redação – Portal O Login da Notícia Quatro policiais civis e militares do Rio de Janeiro morreram durante a Megaoperação Contenção, realizada na Zona Norte da cidade, no Complexo do Alemão. A operação tinha como objetivo combater o crime organizado na região. Até o momento, o número total de mortes passam de 129 pessoas. Entre os mortos estão os sargentos Heber Carvalho da Fonseca e Cleiton Serafim Gonçalves, além de Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, recentemente promovido a comissário de polícia, e Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, que estava há apenas dois meses na Polícia Civil. Confira os policiais mortos na operação:Marcus Vinícius Cardoso de CarvalhoRodrigo Velloso CabralPM Heber Carvalho da FonsecaPM RG, Cleiton Serafim Gonçalves Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro manifestou profunda solidariedade às famílias e amigos, afirmando que “os ataques covardes de criminosos contra nossos agentes não ficarão impunes” e que a resposta está vindo à altura. BOPE lamenta perda dos policiais O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) também se manifestou, destacando a dedicação e coragem dos policiais. Sobre o Sargento Heber Carvalho da Fonseca, a corporação disse que ele “dedicou sua vida ao cumprimento do dever e deixa um legado de coragem, lealdade e compromisso com a missão policial militar”. Heber deixa esposa e filhos. Já o Sargento Cleiton Serafim Gonçalves foi atingido na região do abdômen durante o confronto e não resistiu aos ferimentos, mesmo após receber socorro. O BOPE destacou que Serafim honrou a farda “com coragem, lealdade e compromisso inabalável com a segurança da sociedade”. Ele era casado e deixa esposa e filha. VIA portal SCC10
A ação superou, com folga, o número de mortes registradas em outras grandes incursões policiais dos últimos anos. Da Redação – Portal O Login da Notícia Com 64 mortes confirmadas — entre elas quatro policiais — até as 15h desta terça-feira (28), a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, já é considerada a mais letal da história do estado. A ação superou, com folga, o número de mortes registradas em outras grandes incursões policiais dos últimos anos. Os dados mostram que a operação já contabiliza mais que o dobro das mortes da ação no Jacarezinho, em maio de 2021, que deixou 28 mortos, e da Vila Cruzeiro, em maio de 2022, com 24 vítimas. Somadas, essas duas operações totalizam 62 mortes, número inferior ao registrado apenas nesta terça-feira. Segundo levantamento divulgado pelo G1, as operações mais violentas anteriores ao episódio desta semana incluem: Batizada de Operação Contenção, a força-tarefa tem como objetivo conter a expansão territorial do crime organizadoe atingir o núcleo financeiro e operacional do Comando Vermelho. De acordo com as investigações, chefes da facção carioca e de outros estados estariam escondidos nas comunidades do Alemão e da Penha. A ação mobilizou 2,5 mil policiais e contou com forte aparato tecnológico e logístico, incluindo drones, dois helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate. Até o momento, 81 suspeitos foram presos e 41 fuzis apreendidos. Entre os detidos está Nicolas, apontado como operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos principais líderes da facção. Durante a operação, criminosos reagiram à presença das forças de segurança com barricadas e bombas lançadas por drones contra os agentes. Três moradores ficaram feridos durante os confrontos, e imagens registradas por moradores mostram o cenário descrito por muitos como uma verdadeira “zona de guerra”.
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