Em vazante extrema, nível do Rio Amazonas desce ainda mais e atinge novo recorde, em Itacoatiara

Bruno Pacheco – Portal O Login da Notícia ITACOATIARA (AM) – O Rio Amazonas, em Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus), secou ainda mais nesta sexta-feira, 20, e fez a vazante extrema atingir um novo recorde. Segundo o Serviço Geológico do Brasil – CPRM, por volta de 17h30, o nível da água chegou a 76 centímetros, registrando a maior vazante desde que a medição começou a ser feita, no século passado. O primeiro recorde deste ano foi batido ontem, 19, quando a cota da água chegou a 90 centímetros por volta de 5h30 da madrugada. A marca superou a pior vazante anterior, de 2010, quando o nível do rio chegou a 91 centímetros. Desde a manhã dessa quinta-feira, o rio desceu 14 centímetros. A vazante extrema, somente na zona ribeirinha de Itacoatiara, já afeta cerca de 70 comunidades, onde pelo menos 20 estão isoladas. A estiagem, a pior em 25 anos, deixa ainda o município em situação de emergência, segundo a Defesa Civil estadual, com a água descendo a cada instante. A estiagem ocorre em 60 dos 62 municípios do Amazonas e afeta mais de 557 mil pessoas por todo a região, segundo a Defesa Civil estadual. O pescador Elias Peixoto, de 71 anos, que vive da venda de peixes, conta os impactos que a seca representa para ele e o sustento da família.

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‘Retrocesso sem tamanho’, diz Amom após STF invalidar sistema de cotas da UEA

Bruno Pacheco – Portal O Login da Notícia ITACOATIARA (AM) – O Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou, nessa quinta-feira (19), a reserva de 80% das vagas do vestibular da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para estudantes de escolas públicas do Estado. Para o deputado federal Amom Mandel (Cidadania), a decisão é um “retrocesso sem tamanho”. “Simplesmente, ignoraram todas as características que diferenciam o Amazonas de outros Estados e vão dificultar que os alunos lá do interior cheguem a uma universidade pública. É um retrocesso sem tamanho”, declarou o parlamentar, nas redes sociais. A invalidação da lei ocorre após um recurso da UEA contra uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (Tjam), que manteve sentença assegurando vaga na instituição a um aluno que, mesmo alcançando nota suficiente para ingressar no curso de engenharia, havia cursado apenas o 3º ano do ensino médio no estado. “Precisamos igualar as oportunidades de acesso ao ensino superior. Existe uma disparidade no que diz respeito ao ensino, às características geográficas e socioeconômicas de estudantes do interior do Amazonas em relação ao resto do Brasil. Isso não pode ser simplesmente ignorado. Nós temos uma PEC para garantir esse sistema de reserva de vagas e estamos colhendo as assinaturas necessárias. Infelizmente esse é um processo demorado, mas não vamos desistir”, disse Amom Mandel. Em nota, a UEA informou que “irá atuar na busca de instituir uma nova lei que preserve a cota regional e que atenda à decisão do STF”. A universidade reitera, ainda, que o “sistema de cotas foi, durante os últimos anos, instrumento fundamental para o ingresso de alunos da rede pública do Amazonas na universidade pública, bem como alunos oriundos de municípios do interior, democratizando o ensino superior no estado”.

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Em Urucurituba (AM), deslizamento de barranco destrói flutuante e deixa vítima fatal

Bruno Pacheco – Portal O Login da Notícia ITACOATIARA (AM) – Um homem, identificado como Bruno Vasconcelos de Andrade, de 30 anos, morreu na manhã desta quinta-feira, 19, vítima de um deslizamento de barranco que atingiu e destruiu um flutuante em que ele estava, nas margens do Rio Amazonas, em Urucurituba (a 218 quilômetros de Manaus). A informação foi confirmada pela Defesa Civil do município. Bruno era pescador e vivia com a família no flutuante, nas proximidades da Costa do Tabocal, na zona ribeirinha da cidade. O desmoronamento que matou o homem é conhecimento como “fenômeno da terras caídas”, comum no período de estiagem pelo Amazonas. De acordo com informações de familiares, o homem tinha acabado de acordar e saiu para escovar os dentes na varanda do flutuante, quando o desbarrancamento começou. Além de Bruno, outras três pessoas, entre eles um casal de idosos, estavam na residência, mas passam bem. Em nota, a prefeitura de Urucurituba, por meio do Coordenador Municipal da Defesa Civil da cidade, Salomão Gama, disse que com as ondas que se formaram com a queda do barranco, o flutuante foi empurrado para o meio do rio, e precisou ser resgatado para um outro local. “O restante da família já está em segurança. Todas as ações que a Defesa Civil poderia fazer, já fizemos, como o laudo e parecer técnico, e estamos dando apoio a família”, disse Salomão Gama. O corpo do pescador foi encontrado em baixo do flutuante e foi encaminhado para o Hospital de Urucurituba. O velório acontece na residência do tio de Bruno, em frente à quadra municipal da Escola Municipal Professora Suzete Tundis.

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Em Itacoatiara, Rio Amazonas pode atingir maior seca da história em 10 dias, diz CPRM

CPRM falou sobre a estiagem histórica no Rio Amazonas à reportagem (Foto: Bruno Pacheco/O Login da Notícia) Bruno Pacheco – Portal O Login da Notícia ITACOATIARA (AM) – O Rio Amazonas, em Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus), pode atingir a maior seca da história em até 10 dias. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil – SGB/CPRM disse ao Login, a cota da água no maior rio do mundo atingiu 1,44 metros nesta quinta-feira, 12, e já é a segunda maior vazante da série histórica. Com a marca descendo cerca de 8cm por dia, a expectativa é que o menor nível já registrado (91 cm), em 2010, seja batido ainda este mês, segundo a técnica do SGB/CPRM, Nailde Andrade, que está em Itacoatiara fazendo trabalho de medição. “A cota [do Rio Amazonas] está com 144 centímetros [1,44 metros]. Com essa marca, já é a segunda maior da história e, provavelmente, daqui a uns 10 dias, com a média de 8cm descendo por dia, a gente possa bater essa seca extrema que foi a de 2010”, destacou a especialista. A medição O nível da seca dos rios começou a ser realizado, também, pelo CPRM por conta da vazante extrema que vem atingindo o Amazonas. Antes, o órgão apenas fazia a leitura no período da cheia das águas, segundo Nailde Andrade. Em Itacoatiara, por volta da rápida estiagem, a régua que fazia a medição do Rio Amazonas precisou ser trocada por uma outra mais próxima da água, já que a primeira não tocava mais no rio. Esse acompanhamento é importante para ajudar órgãos públicos a mitigarem os impactos da seca e na promoção de políticas públicas à população. “Além da coleta de dados para a série histórica, a gente também mostra o quanto pode impactar essa vazante sim. Já estamos vendo aqui no porto de Itacoatiara alguns navios parados, provavelmente, por conta do rio baixo”, explicou a técnica do CPRM. Mais informações em instantes

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Veja Vídeo: Moradores registram chuva de granizo em Urucurituba, no interior do AM

Bruno Pacheco – Portal O Login da Notícia ITACOATIARA (AM) – Os moradores de Urucurituba (a 218 quilômetros de Manaus), registraram nesta quinta-feira, 12, uma forte chuva com granizo na cidade. O fenômeno ocorre após dias de sol intenso e muita fumaça gerada por queimadas, em meio a vazante que atinge os rios do Amazonas. Não há informações de estragos causados pelo temporal. Em um dos vídeos gravado no quintal de uma residência, é possível ver um menino juntando o pedaço de gelo que caiu com a chuva. O fenômeno A chuva de granizo ocorre quando gotas de água na atmosfera congelam antes de atingir o solo. Segundo especialistas, isso geralmente acontece em tempestades devido a uma combinação de condições meteorológicas, incluindo temperaturas frias acima do solo e correntes de ar ascendentes fortes. À medida que as gotas de chuva são levadas para cima por essas correntes de ar, elas entram em uma camada mais fria da atmosfera, onde congelam e formam pedaços de gelo, que eventualmente caem como granizo. A intensidade da tempestade e o tamanho das pedras de granizo dependem das condições específicas da atmosfera no momento. No Amazonas, a ocorrência de chuva de granizo é extremamente rara. O clima predominante na Amazônia é quente e úmido, com altas temperaturas ao longo do ano. De acordo com especialistas, a formação de granizo requer condições atmosféricas específicas, como temperaturas frias em altitudes mais elevadas, que não são comuns na região tropical da Amazônia.

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