Governador Wilson Lima destina investimentos para os setores primário e social de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos
Governador Wilson Lima entregou equipamentos, insumos e benefícios sociais em Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.
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Dois dos casos ocorreram em junho e um em dezembro, e dois pacientes pertenciam à mesma família (Carolina Sarmento/G1 Amazonas) Da Redação – Portal O Login da Notícia A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) confirmou o registro de três casos de Doença de Haff em 2025, todos no município de Itacoatiara, a 270 quilômetros de Manaus. No mesmo período, foram notificados nove casos de rabdomiólise em três municípios do estado, sendo que apenas três foram classificados como compatíveis com a doença. Dois dos casos ocorreram em junho e um em dezembro, e dois pacientes pertenciam à mesma família. De acordo com a FVS-AM, os pacientes apresentaram sintomas como fraqueza muscular intensa, dores no corpo e urina escura. Exames laboratoriais apontaram níveis médios de creatinofosfoquinase (CPK) de 6.400 U/L, índice considerado muito elevado e indicativo de lesão muscular severa. Os sinais clínicos surgiram, em média, cerca de nove horas após o consumo de peixe do tipo pacu, preparado frito ou assado em ambiente domiciliar. A Doença de Haff é uma condição rara caracterizada pela rabdomiólise, que consiste na destruição rápida das fibras musculares. A enfermidade costuma estar associada ao consumo de peixes de água doce, como pacu, tambaqui e peixe-gato. Segundo especialistas, alguns peixes podem acumular toxinas naturais ou substâncias ainda não totalmente identificadas presentes no ambiente aquático, que não são eliminadas mesmo após o cozimento ou fritura. Entre os principais sintomas estão dores musculares intensas, fraqueza, urina escura, náuseas e mal-estar. Em quadros mais graves, a doença pode evoluir para insuficiência renal aguda, representando risco à vida caso não haja atendimento médico imediato. Os sintomas geralmente aparecem entre 9 e 24 horas após a ingestão do pescado, e não há transmissão de pessoa para pessoa. A diretora-presidente da FVS-AM, Tatyana Amorim, destacou a importância da vigilância contínua, mesmo diante do baixo número de casos, devido à associação da doença ao consumo de pescado na região. Já a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (Cievs-AM), Roberta Danielli, informou que todas as notificações passaram por investigação criteriosa em conjunto com as vigilâncias municipais.
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