Em Itacoatiara, homem é preso por descumprir medida protetiva e ameaçar matar o próprio filho

Homem chegou a ameaçar cortar a cabeça do próprio filho, segundo a delegada Renata Viana (Reprodução) Da Redação – Portal O Login da Notícia Um homem de 25 anos foi preso nesta terça-feira, 7, em Itacoatiara, município localizado a 270 quilômetros de Manaus, por descumprir uma medida protetiva de urgência concedida à ex-companheira. Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), ele também é investigado por ameaçar de morte a mulher e o próprio filho, de 4 anos. A prisão preventiva foi cumprida por equipes da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Itacoatiara, após a vítima denunciar que o suspeito continuava desrespeitando a determinação judicial, mesmo depois de ter sido intimado. De acordo com a delegada Renata Viana, titular da unidade, a mulher relatou que manteve um relacionamento de nove anos com o investigado e que, durante esse período, era vítima de agressões físicas e constantes ameaças de morte. Após solicitar medidas protetivas, ela voltou à delegacia para informar que o ex-companheiro seguia praticando intimidações. “A vítima procurou a delegacia para informar que teve um relacionamento com este homem por 9 anos e que sempre foi agredida fisicamente e ameaçada de morte. Ela disse também que teve um filho de 4 anos com este homem e que ele nunca foi registrado por ele, mas que também foi ameaçado de morte, sendo que ele dizia que iria cortar a cabeça da criança. Diante disso, ela pediu medidas protetivas de urgência, mas retornou à delegacia para informar que ele não estava cumprindo com a decisão judicial”, disse a delegada. Leia também: Prefeitura de Itacoatiara inaugura Terminal Pesqueiro Municipal nesta sexta-feira Renata Viana disse ainda que a vítima relatou que a mulher apresentou áudios comprovando as ameaças do homem.”Ele continuou com as ameaças de morte e, inclusive, apresentou áudios na delegacia de polícia confirmando o fato. Ele, inclusive, ainda debochou da intimação feita pela Polícia Civil. Diante de tudo isso, nós representamos pela prisão preventiva dele, que foi cumprida hoje, e ele está no aguardo da audiência de custódia”, afirmou. Ainda segundo a Polícia Civil, os áudios apresentados pela vítima reforçaram as denúncias de descumprimento da medida protetiva e subsidiaram o pedido de prisão preventiva do investigado. Após ser localizado e preso, o homem foi encaminhado à unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deve passar por audiência de custódia nos próximos dias.

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Itamaraty alerta para risco de EUA usar força militar no Brasil

Itamaraty alertou o Congresso sobre possíveis impactos à soberania brasileira após decisão dos EUA envolvendo PCC e CV. (Valter Campanato/Agência Brasil) Da Redação – Portal O Login da Notícia Em pelo menos duas respostas a requerimentos de informações de deputados federais, o Itamaraty alertou para o risco de ações militares dos Estados Unidos no Brasil  após a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. “Há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro”, alerta o documento mais recente, enviado em 1º de julho e assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em resposta a requerimento de informação do deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES). No texto enviado ao Congresso, o chanceler afirma que a classificação pode gerar impactos relevantes para a economia e para a soberania nacional. Segundo ele, autoridades estadunidenses poderiam aplicar medidas administrativas e judiciais de caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas e organizações brasileiras. Em maio, os EUA classificaram as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas. Na semana passada, o Departamento de Tesouro daquele país sancionou duas pessoas e três empresas brasileiras acusando-as de supostos vínculos com o PCC.   Ainda na resposta ao deputado Evair Vieira, o ministro reforçou que “a classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”, reitera o ministro. Mauro Vieira destacou em sua resposta que não houve comunicação formal dos Estados Unidos ao Brasil sobre a intenção de designar facções criminosas brasileiras como terroristas. Ele considera ainda que essa classificação não apresenta benefícios para a segurança dos países. “Militarizar agenda” Além da última resposta, o ministro já havia chamado atenção para o risco de uso de força militar pelos EUA em território brasileiro em um documento datado de 29 de maio deste ano, direcionado ao deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), que também apresentou um requerimento de informação ao Itamaraty sobre o tema. “No plano estratégico e econômico, tal reclassificação tenderia a militarizar a agenda regional de combate ao crime organizado, elevar custos de compliance das empresas e do sistema financeiro nacional e penalizar atividades lícitas”, afirmou.  “Confusão” O chanceler destacou que dada a amplitude dos termos aplicados na legislação de contraterrorismo dos EUA, podem haver sérias implicações para cidadãos brasileiros nas searas financeira, migratória e penal, para além do potencial uso da força militar. “Trata-se, portanto, de medida que tem impactos relevantes sobre a soberania do Brasil”. O ministro avalia que, além de não gerar benefícios concretos, a classificação das facções como terroristas pode prejudicar a cooperação entre forças policiais dos dois países, “ao introduzir confusão entre dois fenômenos claramente diferentes à luz da legislação brasileira: o crime organizado e o terrorismo”. (*)Com informações da Agência Brasil

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