Amazonas assina criação da Câmara de Bioeconomia da Amazônia em Miami

Da Redação – Portal O Login da Notícia* MIAMI (EUA) – O Governo do Amazonas assinou, na quarta-feira, 10, a criação da Câmara de Bioeconomia da Amazônia. Com sede em Miami, nos Estados Unidos, a iniciativa tem o objetivo de fomentar investimentos para comercialização de produtos da floresta no mercado internacional. A Câmara foi viabilizada pela Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force) junto à Universidade da Flórida. Agora, o Amazonas, bem como os demais Estados da Amazônia membros do GCF, passam a integrar o grupo de fundadores do espaço. Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, que esteve na solenidade representando o governador, Wilson Lima, a expectativa é que a Câmara incentive uma maior interação com o mercado global, para incentivar a bioeconomia, estimular cadeias produtivas sustentáveis e fortalecer a geração de renda no estado. “Esta é uma ação que nasceu para que produtos da sociobiodiversidade da Amazônia tenham acesso a mercados internacionais, ajudando na criação de um sistema regional de inovação com base na floresta e seus recursos. A ideia é que a gente possa ampliar a geração de renda sustentável, fortalecendo uma economia de base florestal sólida e de reconhecimento internacional”, ressaltou o secretário. As primeiras tratativas para criação da Câmara iniciaram na 13ª Reunião Anual do GCF Task Force, realizada em fevereiro, no estado de Yucatán, no México. Na ocasião, o governador assinou um Memorando de Entendimento para intensificar as cooperações para o comércio de produtos da bioeconomia.  Plano de Bioeconomia do Amazonas Além da criação da Câmara, o Governo do Estado também garantiu recursos, por meio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (United States Agency for International Development, USAID), para elaboração de um Plano de Bioeconomia para o Amazonas.  A proposta é estruturar um sistema de inovação da floresta em pé, junto a parceiros internacionais, que vai incluir, também, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). (*) Com informações da assessoria

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Rendimento domiciliar per capita se recupera em 2022, informa o IBGE

Da Redação – Portal O Login da Notícia Em 2022, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita chegou a R$ 1.586, com alta de 6,9% na comparação com o ano anterior, quando registrou o menor valor (R$ 1.484) da série histórica, iniciada em 2012. Com isso, a massa do rendimento mensal real domiciliar per capita subiu 7,7% ante 2021, chegando a R$ 339,6 bilhões. No ano passado, a retomada do mercado de trabalho e a concessão do Auxílio Brasil permitiram uma recuperação nos rendimentos da população brasileira, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua: Rendimento de todas as fontes 2022, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores valores de rendimento médio mensal domiciliar per capita (R$ 1.096 e R$ 1.011, respectivamente), ao passo que as regiões Sul e Sudeste se mantiveram com os maiores rendimentos (R$ 1.927 e R$ 1.891, nesta ordem). O percentual de pessoas com rendimento na população do país subiu de 59,8% em 2021 para 62,6% em 2022, maior proporção da série histórica. O rendimento de todos os trabalhos (R$ 2.659) caiu 2,1%, enquanto o rendimento de outras fontes (R$ 1.657) cresceu 12,1%. Em 2022, a massa do rendimento mensal real de todos os trabalhos subiu 6,6%, em um ano, indo para R$ 253,1 bilhões. Segundo o IBGE, a recuperação ocorre após perdas de 5,6% em 2020 e de 3,2% em 2021, durante a pandemia de covid-19. “Entre 2021 e 2022, caiu bastante (de 15,4% para 1,5%) a proporção de domicílios com algum beneficiário de outros programas sociais, o que inclui o Auxílio Emergencial, ao passo que aumentou (de 8,6% para 16,9%) a proporção de domicílios com algum beneficiário do Auxílio Brasil/Bolsa Família. Essas oscilações podem estar ligadas a migrações entre benefícios (quando fosse mais vantajoso) ou a eventuais dificuldades dos informantes em identificar corretamente qual benefício recebiam”, diz o IBGE. Segundo a pesquisa, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita era diferenciado quando comparados os domicílios que recebiam ou não algum programa de transferência de renda, especialmente quando o benefício era do Programa Auxílio Brasil/Bolsa Família. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Auxílio Brasil, em 2022, foi de R$ 533. Para os domicílios que recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC), este rendimento médio foi de R$ 900. Por sua vez, nos domicílios que recebiam outros programas sociais o rendimento médio foi de R$ 814. Desigualdade Em 2022, o rendimento médio do 1% da população que ganha mais (rendimento domiciliar per capita mensal de R$ 17.447) era 32,5 vezes maior que o rendimento médio dos 50% que ganham menos (R$ 537). Em 2021, essa razão era de 38,4 vezes. A desigualdade de rendimentos diminuiu no conjunto da população e também na população ocupada: o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita caiu de 0,544 para 0,518 e o Gini do rendimento de todos os trabalhos caiu de 0,499 para 0,486, ambos os menores da série. O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um significa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil (*) Com informações da Agência Brasil

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