Mulheres de terreiro do Amazonas participam do 5º Encontro Nacional da Renafro Saúde, em Salvador
Lideranças femininas do Amazonas participam do Encontro Nacional da Renafro Saúde, em Salvador, para debater saúde, cultura e religiosidade
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A ministra afirmou que só permaneceria na sessão se o senador Plínio Valério pedisse desculpas, o que não ocorreu (Reprodução) Da Redação – Portal O Login da Notícia A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, se retirou de uma audiência pública na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal, nesta terça-feira (27), após protagonizar um novo embate com senadores do Amazonas, Plínio Valério (PSDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM). A ministra afirmou que só permaneceria na sessão se o senador Plínio pedisse desculpas, o que não ocorreu. Durante a audiência, Plínio declarou que respeitava Marina como “mulher”, mas não como “ministra”. A fala foi prontamente rebatida por Marina, que destacou: “Fui convidada para estar aqui como ministra, não como mulher. Se o senhor não me respeita como ministra, não há por que continuar”. O parlamentar se recusou a se desculpar, levando a ministra a deixar a audiência. A sessão havia sido convocada para que Marina prestasse esclarecimentos sobre a criação de Unidades de Conservação Marinha na Costa do Amapá, dentro da chamada Margem Equatorial, mas o debate acabou sendo desvirtuado, com senadores da bancada do Amazonas cobrando a ministra sobre temas como a rodovia BR-319, a exploração de potássio em Autazes (AM) e o projeto da “Ferrogrão”, no Mato Grosso. Ao ouvir Plínio Valério fazer a distinção entre “respeitar a mulher” e “não respeitar a ministra”, Marina lembrou que o mesmo senador já declarou publicamente querer enforcá-la, em uma fala que provocou indignação na ocasião. “O senhor que disse que queria me enforcar”, reforçou a ministra, referindo-se a uma fala feita por Plínio em março deste ano, durante evento da Fecomércio-AM, quando o parlamentar afirmou: “Imagina o que é tolerar a Marina por seis horas sem enforcá-la”. Diante do embate, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) interveio sugerindo que, caso o desrespeito contra a ministra continuasse, ela se retirasse da sessão. O episódio reabre o debate sobre machismo e violência política de gênero no Congresso Nacional, especialmente quando praticadas contra mulheres em posições de liderança. Marina Silva, que já foi alvo de ataques pessoais em outras ocasiões ao longo de sua trajetória pública, lamentou mais uma vez a tentativa de desqualificá-la em razão de seu gênero e reafirmou que sua presença na audiência era no exercício legítimo do cargo de ministra de Estado.
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